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Iuri Gagarin

Iuri Alexeievitch Gagarin foi um piloto e cosmonauta soviético. Tornou-se a primeira pessoa a viajar pelo espaço sideral no primeiro voo espacial tripulado bem-sucedido. Partiu do Cosmódromo de Baikonur, na RSS Cazaque, a bordo da Vostok 1 e completou uma órbita da Terra em 12 de abril de 1961. A duração oficial foi registrada como 108 minutos, embora o intervalo entre o lançamento e o pouso do cosmonauta tenha sido de 106 minutos. O feito, alcançado pela União Soviética durante a Corrida Espacial, transformou-o em uma celebridade internacional e lhe rendeu condecorações como o título de Herói da União Soviética, a distinção máxima do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/11/2026
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Primeiros anos

Gagarin nasceu em 9 de março de 1934, e a aldeia de Klushino, residência registrada de seus pais, consta nos documentos como local de nascimento, enquanto uma investigação histórica regional situa o parto na maternidade da vizinha Gzhatsk. Ambas ficavam no Oblast do Oeste, então parte da RSFS da Rússia. Gzhatsk foi rebatizada como Gagarin em 1968, depois de sua morte. Seus pais eram russos e trabalhavam em uma fazenda coletiva, um kolkhoz. Aleksei Ivanovitch Gagarin era carpinteiro, tinha uma perna mais curta que a outra em razão de uma deficiência adquirida na infância, e Anna Timofeievna Gagarina trabalhava na pecuária leiteira.[nota 2] Iuri era o terceiro de quatro filhos. Seu irmão mais velho, Valentin, nasceu em 1924 e já ajudava a cuidar do gado quando Iuri nasceu. A irmã Zoia, nascida em 1927, ajudava a cuidar de "Iura" e do caçula Boris, nascido em 1936. O avô materno, Timofei Matveievitch Matveiev, havia sido operário e perfurador na fábrica Putilov, em São Petersburgo, antes da Revolução Russa.

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Formação e começo da carreira

Em 24 de maio de 1945, a família mudou-se para Gzhatsk, onde Gagarin retomou os estudos. Iuri e Boris entraram em uma escola improvisada na cidade, dirigida por uma jovem que se ofereceu como professora. Aprenderam a ler com um manual militar soviético descartado. Um ex-aviador soviético juntou-se depois à escola para ensinar matemática e ciências, as matérias favoritas de Iuri. Ele também participou de um grupo de crianças que construía aeromodelos. Fascinado por aviões desde pequeno, teve o interesse reforçado quando um caça Yakovlev fez um pouso forçado em Klushino durante a guerra. Em 30 de setembro de 1949, aos 15 anos, Gagarin ingressou, com a ajuda do tio Saveli Ivanovitch, na Escola Profissional n.º 10 de Liubertsi, perto de Moscou, e começou a trabalhar como aprendiz de fundidor. Também se matriculou em uma escola noturna para jovens trabalhadores, tocou trompete na banda de metais da escola e entrou para o Komsomol em 16 de dezembro de 1949. Concluiu em 1951 o ensino regular e o profissionalizante com distinção em moldagem e fundição. Escolhido para continuar a formação na Escola Técnica Industrial de Saratov, passou a estudar tratores. Destacou-se nas atividades esportivas e tornou-se secretário da sociedade Reservas Trabalhistas. Durante a formação prática, trabalhou na fábrica Vulkan, em Leningrado. Em Saratov, ofereceu-se para fazer, nos fins de semana, o treinamento de cadete da aviação em um aeroclube. Visitou-o pela primeira vez em 25 de outubro de 1954, aprendeu a pilotar um biplano e depois um Yakovlev Yak-18. Ao se formar, em 1955, havia realizado 196 voos, com 42 horas e 23 minutos de experiência aérea. Para completar a renda, trabalhava em meio período como estivador no rio Volga.

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Serviço na Força Aérea Soviética

Gagarin foi convocado para o Exército Soviético em 27 de outubro de 1955 e enviado à 1.ª Escola Superior de Aviação Militar de Pilotos de Tchkalov, em Oremburgo. Foi nomeado auxiliar do comandante de pelotão. Alguns subordinados, contrariados com sua exigência disciplinar, o espancaram, e ele passou cerca de um mês hospitalizado. Quando retornou, manteve os mesmos padrões de cobrança. Começou a formação no Yak-18, que já conhecia, e passou a treinar no MiG-15 em fevereiro de 1956. Teve dificuldade para pousar o avião de treinamento de dois lugares em duas ocasiões e quase foi desligado do curso. O comandante do regimento resolveu lhe dar outra oportunidade. O instrutor colocou uma almofada no assento para melhorar sua visão da cabine, e Gagarin conseguiu pousar. Depois de concluir a avaliação no avião de treinamento, começou a voar sozinho em 1957. Em 5 de novembro de 1957, Gagarin recebeu a patente de tenente da Força Aérea Soviética, com 166 horas e 47 minutos de voo acumuladas. Formou-se na escola de aviação no dia seguinte e foi enviado à Base Aérea de Luostari, perto da fronteira com a Noruega, no Oblast de Murmansk, para servir durante dois anos na Frota do Norte. Integrava o 769.º Regimento de Aviação de Caça, pertencente à 122.ª Divisão de Aviação de Caça, e pilotava aviões MiG-15bis. Em outubro de 1959, somava 265 horas de voo.

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Programa espacial soviético

Seleção e treinamento

A seleção de Gagarin para o Programa Vostok foi conduzida pela Comissão Médica Central de Aviação, chefiada pelo major-general Konstantin Fiodorovitch Borodin, do Serviço Médico do Exército Soviético. Ele passou por exames físicos e psicológicos no Hospital Central de Pesquisa Científica da Aviação, em Moscou, comandado pelo coronel A. S. Usanov, membro da comissão. O grupo também incluía o coronel Ievguêni Anatolievitch Karpov, futuro comandante do centro de treinamento, o coronel Vladimir Ivanovitch Iazdovski, médico-chefe do voo de Gagarin, e o major-general Aleksandr Nikolaievitch Babiitchuk, oficial-general médico do Estado-Maior da Força Aérea Soviética junto ao comandante em chefe da força. A comissão restringiu a escolha a pilotos de 25 a 30 anos. Sergei Korolev, engenheiro-chefe do programa, também determinou que, para caberem no espaço reduzido da cápsula Vostok, os candidatos deveriam pesar menos de 72 quilogramas e medir no máximo 1,70 metro. Sua ficha militar registra 1,65 metro, enquanto biografias e a Agência Espacial Europeia indicam 1,57 metro.[nota 5]

Vostok 1

Sob a pressão da Corrida Espacial, os projetistas soviéticos adotaram na Vostok soluções simples e de rápida execução, e a nave não recebeu um sistema de escape capaz de retirar o cosmonauta da plataforma durante a fase inicial do lançamento, um sistema de pouso suave para o módulo de descida nem um segundo retrofoguete. O plano de contingência previa que, se o motor de frenagem principal falhasse na órbita projetada de 180 a 200 quilômetros, o arrasto atmosférico faria a nave reentrar naturalmente em até dez dias. O sistema de suporte de vida foi dimensionado para o mesmo período.[nota 10] Em 12 de abril de 1961, às 6h07 UTC, a nave Vostok 3KA-3, da missão Vostok 1, foi lançada do Cosmódromo de Baikonur. A bordo estava Gagarin, o primeiro ser humano a viajar ao espaço, usando o indicativo de chamada Kedr (Кедр, "pinheiro-siberiano" ou "cedro"). A comunicação por rádio entre a sala de controle e Gagarin incluiu o seguinte diálogo no momento do lançamento:[nota 11]

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Depois do voo da Vostok 1

Recepção em Moscou

O triunfo do voo para o programa espacial soviético transformou Gagarin em herói nacional da União Soviética e do Bloco de Leste, além de celebridade mundial. Jornais de vários países publicaram sua biografia e detalhes da missão. Uma longa comitiva de autoridades o escoltou pelas ruas de Moscou até o Kremlin, onde Nikita Khrushchev lhe concedeu o título de Herói da União Soviética durante uma cerimônia solene. Outras cidades soviéticas também organizaram manifestações públicas, cuja dimensão só era superada pelos desfiles que celebravam a vitória na Segunda Guerra Mundial. O encontro em Moscou foi organizado depois que Khrushchev exigiu uma recepção à altura do acontecimento. Em 14 de abril, o Il-18 que transportava Gagarin foi escoltado na aproximação à capital por sete caças MiG-17. No aeroporto de Vnukovo, ele percorreu um tapete vermelho diante de dirigentes, jornalistas e cinegrafistas. Um cadarço se soltou no caminho, mas Gagarin prosseguiu até a tribuna sem interromper o passo. Em seguida, atravessou a cidade de pé num conversível ZIL-111V. O comício na Praça Vermelha transformou-se em uma manifestação espontânea de cerca de três horas, saudada por Gagarin e pelos líderes soviéticos do alto do Mausoléu de Lenin. No Kremlin, Brezhnev lhe entregou a estrela de Herói da União Soviética e a Ordem de Lenin. O nome Iuri tornou-se especialmente popular entre meninos nascidos naquele período.

Viagens internacionais

Conhecido por seu sorriso carismático e pela habilidade como figura pública, Gagarin respondeu em 15 de abril de 1961, acompanhado por representantes da Academia de Ciências da União Soviética, respondeu a perguntas numa entrevista coletiva em Moscou que teria reunido mil jornalistas. Três meses após a Vostok 1, visitou o Reino Unido, passando por Londres e Manchester. Embora chovesse muito em Manchester, recusou um guarda-chuva, insistiu para que a capota do conversível permanecesse aberta e ficou de pé para que a multidão pudesse vê-lo. A primeira etapa de sua chamada "missão de paz" ocorreu na Tchecoslováquia, para onde viajou num voo comercial Tu-104. Em Praga, o comandante o convidou para a cabine e permitiu que segurasse os comandos durante parte do trajeto. Gagarin visitou uma fundição, recebeu dos operários uma estatueta de fundidor e foi declarado Herói do Trabalho Socialista do país. Na Bulgária, foi recebido por uma escolta aérea e tornou-se cidadão honorário de Sófia e Plovdiv. Visitou a Finlândia em 1961 e novamente em 1962.[nota 17]

Carreira posterior

Em 1962, Gagarin começou a exercer o mandato de deputado do Soviete da União e foi eleito para o Comitê Central do Komsomol. Mais tarde, voltou à Cidade das Estrelas, onde funcionavam as instalações dos cosmonautas, e passou vários anos trabalhando no projeto de uma nave reutilizável. Tornou-se tenente-coronel da Força Aérea Soviética em 12 de junho de 1962 e recebeu a patente de coronel em 6 de novembro de 1963. Em 20 de dezembro, assumiu o posto de vice-diretor de treinamento do centro de preparação dos cosmonautas. Autoridades soviéticas, entre elas Kamanin, tentavam mantê-lo longe de qualquer voo, pois temiam perder o herói em um acidente e consideravam que ele era "precioso demais para a humanidade para arriscar a vida em um voo espacial comum". Kamanin também se preocupava com o consumo de álcool de Gagarin e acreditava que a fama repentina havia afetado o cosmonauta. Embora conhecidos o descrevessem como alguém que bebia com moderação, a agenda de viagens o colocava com frequência em situações sociais nas quais se esperava cada vez mais que consumisse bebidas alcoólicas.

Imagem pública e propaganda

Durante os dias de preparação para o lançamento, Korolev teria visto em Gagarin a única pessoa que permanecia tranquila e irradiava bom humor, qualidades que o engenheiro valorizava ao lado de seu otimismo e de sua capacidade de observação. Para a BBC, a figura cordial e modesta do cosmonauta contrariava no Ocidente a imagem austera da União Soviética. Seu sorriso, as origens operárias e a facilidade no contato com multidões fizeram dele um recurso importante de poder brando soviético. As celebrações não haviam sido detalhadas antes do êxito da missão, mas o Politburo explorou rapidamente a repercussão. Para a recepção de Moscou, os pais de Gagarin foram orientados a vestir-se com simplicidade, reforçando a narrativa de ascensão do filho de um carpinteiro ao espaço. A viagem ao Reino Unido foi considerada um ponto alto porque a admiração popular se manifestou no centro do Ocidente capitalista, mesmo sem o status inicial de visita de Estado. Nos países recém-independentes, a propaganda apresentou a União Soviética como uma sociedade devastada pela guerra que se transformara em potência tecnológica, modelo associado à descolonização.

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Vida pessoal

Em 1957, quando ainda era cadete da escola de aviação, Gagarin conheceu Valentina Goriatcheva durante as comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores na Praça Vermelha, em Moscou. Ela era técnica em medicina formada pela Escola Médica de Oremburgo. Os dois se casaram em 27 de outubro daquele ano, dez dias antes da formatura de Gagarin na escola de aviação. Valentina viveu de 1935 a 2020 e trabalhou no laboratório da direção médica do Centro de Controle de Missão. A casa da família dela em Oremburgo, onde os recém-casados viveram, tornou-se o Museu-Apartamento de Iuri e Valentina Gagarin. Valentina e Iuri foram pais de Yelena Iurievna Gagarina, nascida em 17 de abril de 1959. Ela é historiadora da arte e ocupa desde 2001 a direção-geral dos Museus do Kremlin de Moscou. Galina Iurievna Gagarina, nascida em 7 de março de 1961, é professora de economia, doutora em ciências econômicas e chefe do Departamento de Economia Nacional e Regional da Universidade Russa de Economia Plekhanov, em Moscou. Em setembro de 1961, Gagarin apareceu com um ferimento na sobrancelha que deu origem a vários rumores. Os diários de Kamanin, por exemplo, relatam que ele teria sido surpreendido no quarto de uma enfermeira e saltado pela janela para não ser visto. A versão oficial dizia que havia caído enquanto brincava com a filha.

Religião e citações atribuídas

A frase "Não vejo nenhum deus aqui em cima" é atribuída com frequência a Gagarin. Ela não consta da transcrição integral de suas conversas com as estações terrestres, preservada no Arquivo do Presidente da Federação Russa. Em uma entrevista de 2006, seu amigo, o coronel Valentin Petrov, declarou que Gagarin nunca pronunciara essas palavras. A citação teria surgido em um discurso de Khrushchev ao plenário do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética sobre a campanha antirreligiosa soviética, no qual afirmou: "Gagarin voou para o espaço, mas não viu nenhum deus lá". Petrov também afirmou que Gagarin havia sido batizado na Igreja Ortodoxa Russa quando criança. Um artigo de 2011 da revista Foma citou o reitor da igreja ortodoxa da Cidade das Estrelas, segundo o qual Gagarin batizou a filha mais velha, Yelena, pouco antes do voo, e a família celebrava o Natal e a Páscoa e mantinha ícones religiosos em casa. Mesmo assim, a autobiografia oficial de Gagarin, lançada por uma editora estatal soviética em 1961, contém uma passagem alinhada à posição do governo sobre a religião: "O voo espacial tripulado foi um golpe esmagador contra os religiosos. Entre as muitas cartas que recebi, li com satisfação confissões nas quais fiéis, impressionados com as conquistas da ciência, renunciavam a Deus e concordavam que não há deus e que tudo o que se relaciona ao seu nome é ficção e absurdo".

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Morte

Em 27 de março de 1968, durante um voo de treinamento de rotina que partiu da Base Aérea de Tchkalovski, Gagarin e o instrutor Vladimir Seryogin morreram quando o MiG-15UTI em que estavam caiu perto da aldeia de Novosiolovo, no distrito de Kirjatch, no Oblast de Vladimir. Os corpos foram cremados e as cinzas, sepultadas na Necrópole da Muralha do Kremlin. Mantida em sigilo, a causa do acidente permanece incerta e deu origem a especulações, entre elas várias teorias da conspiração. Pelo menos três investigações foram conduzidas separadamente pela Força Aérea, por comissões oficiais do governo e pela KGB. Segundo a biografia Starman: The Truth Behind the Legend of Yuri Gagarin, de Jamie Doran e Piers Bizony, a KGB atuou "não apenas ao lado da Força Aérea e dos integrantes da comissão oficial, mas também contra eles". A despedida pública começou em 30 de março na Casa Central do Exército Soviético e, depois de um comício fúnebre na Praça Vermelha e de um minuto de silêncio em todo o país, as urnas de Gagarin e Seryogin foram depositadas junto à Muralha do Kremlin com honras militares. Foi a primeira declaração de luto nacional soviético pela morte de alguém que não era chefe do país.

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Prêmios e homenagens

Patentes militares

Gagarin foi promovido a sargento em 22 de fevereiro de 1956, tenente em 5 de novembro de 1957 e primeiro-tenente em 6 de novembro de 1959. No dia do voo espacial, 12 de abril de 1961, passou diretamente de primeiro-tenente a major, sem ocupar a patente intermediária de capitão. Tornou-se tenente-coronel em 12 de junho de 1962 e coronel em 6 de novembro de 1963. Como recompensa pelo voo, o governo soviético entregou-lhe 15 mil rublos, um automóvel GAZ-21 Volga com a placa 78-78 МОД, um apartamento mobiliado de quatro cômodos no local de serviço e numerosos presentes.

Medalhas e ordens de mérito

Em 14 de abril de 1961, Gagarin foi homenageado com um desfile de 19 quilômetros, acompanhado por milhões de pessoas, que terminou na Praça Vermelha. Após um breve discurso, recebeu os títulos de Herói da União Soviética, a Ordem de Lenin, o título de Mestre Honorário dos Esportes da União Soviética e a primeira distinção de Piloto-Cosmonauta da União Soviética. Em 15 de abril, a Academia de Ciências da União Soviética concedeu-lhe a Medalha de Ouro Konstantin Tsiolkovski, batizada em homenagem ao pioneiro russo da astronáutica Konstantin Tsiolkovski. Ao longo da carreira, Gagarin também recebeu quatro medalhas comemorativas soviéticas.[nota 19]

Cidadanias honorárias

Gagarin recebeu cidadania honorária de numerosas cidades soviéticas, entre elas Baikonur, Kaluga, Novozibkov, Klintsy, Novocherkassk, Liubertsi, Riga, Sumqayit, Smolensk, Vinítsia, Sebastopol, Saratov, Komsomolsk-on-Amur, Tiumen e Gagarin. Depois da dissolução da União Soviética, Oremburgo e Shchyolkovo também lhe concederam a distinção postumamente. Fora da União Soviética, foi declarado cidadão honorário de Sófia, Pernik e Plovdiv, na Bulgária, Atenas, na Grécia, Famagusta e Limassol, no Chipre, Saint-Denis e Puteaux, na França, e Trenčianske Teplice, na então Tchecoslováquia. Recebeu também chaves de ouro dos portões do Cairo e de Alexandria.[nota 20]

Homenagens

A data do voo de Gagarin, 12 de abril, passou a ser comemorada. Desde 1962, é celebrada como Dia da Cosmonáutica, primeiro na União Soviética e, desde 1991, na Rússia e em algumas outras antigas repúblicas soviéticas. Desde 2000, a Noite de Iuri, celebração internacional de marcos da exploração espacial, é realizada todos os anos. Em 2011, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado. Entre os edifícios e locais que receberam o nome de Gagarin, sobretudo na Rússia e em outras antigas repúblicas soviéticas, está o Centro de Treinamento de Cosmonautas Iuri Gagarin, na Cidade das Estrelas, batizado em 30 de abril de 1968. A plataforma do Cosmódromo de Baikonur da qual partiram o Sputnik 1 e a Vostok 1 é hoje chamada Plataforma Gagarin. O Raion de Gagarin, em Sebastopol, recebeu esse nome durante o período soviético. A Academia da Força Aérea Russa passou a se chamar Academia da Força Aérea Gagarin em 1968. A cidade de Gzhatsk, no Oblast de Smolensk, onde ele viveu, foi rebatizada como Gagarin após sua morte, em 1968, e desde então abriga vários museus e monumentos dedicados ao cosmonauta. Uma via de Varsóvia, na Polônia, chama-se Rua Iuri Gagarin. A localidade de Gagarin, na Armênia, foi renomeada em sua homenagem em 1961.

Estátuas, monumentos e murais

Há estátuas e monumentos a Gagarin na cidade que leva seu nome e em Oremburgo, Cheboksary, Irkutsk, Ijevsk, Komsomolsk-on-Amur e Ioshkar-Ola, na Rússia, bem como em Zagreb e Pula, na Croácia, Nicósia, no Chipre, Drujkivka, na Ucrânia, Karaganda, no Cazaquistão, e Tiraspol, na região separatista da Transnístria. Em 4 de junho de 1980, foi inaugurado o Monumento a Iuri Gagarin, na Praça Gagarin, na Avenida Leninski, em Moscou. Feito de titânio, o monumento ocupa um pedestal de 38 metros de altura. Ao lado da coluna, há uma réplica do módulo de descida usado no voo espacial. Em 2011, uma estátua de Gagarin foi inaugurada junto ao Arco do Almirantado, em The Mall, Londres, diante da escultura permanente de James Cook. Trata-se de uma cópia da estátua instalada diante da antiga escola de Gagarin em Liubertsi. Em 2013, a obra foi transferida para um local permanente diante do Observatório Real de Greenwich.

50.º aniversário

Entre as homenagens realizadas em vários países pelo 50.º aniversário da viagem de Gagarin ao espaço, em 2011, o documentário First Orbit foi filmado a partir da Estação Espacial Internacional e reuniu gravações sonoras do voo original com imagens da rota percorrida pelo cosmonauta. Os integrantes russos, norte-americanos e italianos da Expedição 27 a bordo da estação enviaram uma mensagem especial em vídeo para desejar ao mundo uma "Feliz Noite de Iuri", vestindo camisetas com a imagem de Gagarin. O Banco Central da Federação Russa lançou moedas de ouro e prata para comemorar a data. A nave Soyuz TMA-21 recebeu o nome Gagarin e foi lançada em abril de 2011, em coincidência com o aniversário da missão.

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Obras publicadas

Além de discursos, artigos e entrevistas, foram publicados sob o nome de Gagarin os seguintes livros:

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Fontes consultadas

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