Bacalhau-do-atlântico
O bacalhau-do-atlântico é um peixe demersal muito conhecido da família Gadidae, comercialmente chamado de bacalhau. Este material explora seu ciclo de vida, a variedade de parasitas que o afetam e o histórico de sua pesca, especialmente no Atlântico noroeste, onde a sobrepesca levou a um colapso significativo das populações.
Pontos-chave
- O bacalhau-do-atlântico é um peixe demersal da família Gadidae, conhecido comercialmente como bacalhau.
- Sua reprodução ocorre do final do inverno à primavera, com ovos fertilizados levados pelas correntes e maturação variando de 2 a 8 anos.
- É hospedeiro de uma vasta gama de parasitas, com tremátodes e nemátodes sendo predominantes no Atlântico nordeste.
- A pesca no Atlântico noroeste sofreu um colapso nos anos 90 devido à sobrepesca, com a população em 2007 sendo apenas 1% da de 1977.
- Avanços tecnológicos na pesca permitiram capturas massivas, atingindo um pico de 800.000 toneladas em 1968, antes do declínio.
O bacalhau-do-atlântico possui um ciclo de vida que começa com a desova de adultos entre o final do inverno e a primavera. As fêmeas liberam ovos em múltiplas ocasiões, enquanto os machos competem pela fertilização. Os ovos fertilizados são então transportados pelas correntes oceânicas, desenvolvendo-se em larvas. A idade em que atingem a maturidade sexual varia consideravelmente entre as populações, oscilando entre 2 e 4 anos no Atlântico ocidental e podendo chegar a 8 anos no nordeste do Ártico.
O bacalhau-do-atlântico serve como hospedeiro intermediário, paratênico ou definitivo para uma grande diversidade de espécies parasitas. Pesquisas listaram 107 táxons por Hemmingsen e MacKenzie (2001), com sete novos registros adicionados por Perdiguero-Alonso et al. (2008). No nordeste do Atlântico, os grupos de parasitas mais comuns são tremátodes (19 espécies) e nemátodes (13 espécies), incluindo anisaquídeos larvares, que representam 58,2% do total de indivíduos. Outros parasitas incluem copépodes, digeneanos, monogeneanos, acantocéfalos, céstodes, mixozoários e protozoários.
A pesca do bacalhau-do-atlântico tem uma longa história, mas também enfrentou desafios significativos, especialmente no Atlântico noroeste, onde a sobrepesca levou a um colapso das populações.
Colapso da Pesca no Atlântico Noroeste
O bacalhau do Atlântico noroeste foi intensamente explorado, resultando em sobrepesca em toda a sua área de distribuição. Isso culminou no colapso da pesca nos Estados Unidos e no Canadá no início da década de 1990. A pesca de bacalhau na Terra Nova, por exemplo, data do século XVI. As capturas anuais mantiveram uma média de 300.000 toneladas até os anos 1960. Contudo, avanços tecnológicos permitiram que navios-fábrica aumentassem drasticamente as capturas, que atingiram um pico de 800.000 toneladas em 1968, antes de iniciar um declínio gradual. Em 2006, com uma retomada limitada, foram pescadas apenas 2.700 toneladas. Estimativas de 2007 indicaram que a população de bacalhau na costa era de apenas 1% do que era em 1977, evidenciando a gravidade do colapso.


