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Backmasking

Backmasking, popularmente conhecido como mensagem ao contrário, cuja tradução literal seria "mascaramento detrás", é uma técnica sonora a qual, antes da era digital, os sons eram gravados normalmente enquanto a fita a ser gravada corria ao contrário na direção (normal) da "cabeça" do gravador, sendo fisicamente editada, depois, para ser unida e tocada normalmente ao contrário, junto as outras faixas da música que correm na direção normal. Com gravadores modernos, digitais, o processo é facilitado, sem precisar cortar e colar a fita junto a outras. Tudo é feito digitalmente. O backmasking é um processo premeditado, sendo assim, causa de muitas controvérsias, especialmente relacionadas com supostas mensagens subliminares em diversas músicas e outras mídias sonoras. Na música erudita este processo é equivalente a colagem musical" também usado em musique concrete.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Princípio

A prática de manipular músicas gravadas, começou nos finais da década de 1950 com a chegada da música concreta. Esta forma vanguardista da música eletrônica, consistia na edição conjunta de fragmentos sonoros naturais e mecânicos. Os Beatles, que incorporaram as técnicas da música concreta dentro das gravações, foram os responsáveis pela popularização do conceito de backmasking. John Lennon experimentou executar ao contrário o acetato de "Tomorrow Never Knows", canção do álbum Revolver. O som da canção sendo tocada ao contrário lhe agradou e ele compartilhou os resultados com os companheiros de banda no dia seguinte. Depois escreveu a música "Rain", com a intenção de que a música fosse gravada completamente ao contrário; por George Martin o qual se negou a gravar da forma proposta e somente o verso final, foi gravado ao contrário.

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Supostas backmaskings

Mensagens ccultas

No outono de 1969, o disc jockey Russell Gibb, recebeu um telefonema anônimo, em que a pessoa do outro lado da linha lhe dissera que Paul McCartney estava morto. Segundo essa mesma pessoa, a reprodução de certas gravações do grupo Beatles ao contrário revelavam certas mensagens ocultas. Um álbum em particular, o Álbum Branco (1968), inclui algumas destas mensagens. Ao final da canção "I'm So Tired", se escuta um murmúrio intencional que, supostamente, ao contrário, está a dizer: "Paul is dead man, miss him, miss him..." (Paul está morto, cara; sinta falta dele, sinta falta dele...). Da mesma forma, a repetição de palavras "Number nine, number nine, number nine..." (número nove, número nove...) que aparecem na canção "Revolution 9", ao contrário se tornam "turn me on dead man, turn me on dead man..." (excite-me, homem morto; excite-me, homem morto...). No disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), supostamente diz-se "We will fuck you like supermen" (Lhe foderemos como super-homens).

Persuasão subliminar

Gary Greenwald, um pregador cristão fundamentalista, afirmava que as mensagens escondidas podem ser escutadas subliminarmente, podendo induzir os ouvintes ao sexo e uso de drogas. Depois do pavor às mensagens subliminares na década de 50, quando se popularizou o concreto, muitos negócios haviam surgido pretendendo comercializar áudio subliminar benéfico. Estas lojas ofereciam fitas subliminares que supostamente melhoravam a saúde do ouvinte. Porem não existem evidência da efetividade terapêutica destes tipos de gravações. Em 1985, a banda britânica de heavy metal Judas Priest, foi denunciada devido a um ataque suicida cometido por estudantes no estado de Nevada, Estados Unidos. Um deles sobreviveu, afirmando à seus pais, que o álbum Stained Class, de 1978, continha mensagens ocultas. As palavras "Do it" (Faça-o) eram supostamente audíveis quando a gravação da faixa "Better By You, Better Than Me" era examinada ao contrário e as letras do material gráfico (S U I) presumivelmente denotavam "suicídio". O caso foi arquivado depois que se apresentaram evidências de que os jovens haviam crescido em um ambiente "violento e depressivo" e depois a agrupação demonstrou que outras absurdas mensagens ao contrário podiam falar-se sem se usar suficiente imaginação; como o próprio Rob Halford argumentara: "Bem... fazer o quê? Cortar a grama? Tomar uma xícara de chá?". O juiz afirmou que "a investigação científica apresentada não estabelece que o estímulo subliminar, algum se percebe, pode precipitar a uma conduta desta magnitude. Existem outros fatores que explicam esse tipo de comportamento, independentemente do estímulo subliminar." Os membros de Judas Priest também comentaram que eles mesmos quiseram inserir ordens subliminares em sua música, mas com um diferente teor, como "Buy more of our records" (Compre mais discos nossos).

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Backmasking intencional

Muitos músicos já gravaram deliberadamente mensagens subliminares em suas canções. Seus propósitos haviam sido iludir a censura, introduzindo declarações artísticas ou sociais, a divertirem-se à custa das críticas. Alguns grupos, efetivamente, haviam falado em favor do satanismo ou da violência usando backmasking. A diferença das supostas mensagens havia atrás involuntários, os quais resultam em reproduzir ao contrário as canções, as mensagens premeditadas aparecem como um ruído inteligente quando se escuta na direção habitual.

Primeiros backmaskings

O backmasking foi usado por Frank Zappa em seus primeiros álbuns para enganar a censura. O disco We're Only in It for the Money (1968), contém a seguinte mensagem oculta ao final do lado A: "Better look around before you say you don't care/Shut your f***ing [censurado no original] mouth 'bout the length of my hair/how would you survive/if you were alive/shitty little person?" (Melhor olhar ao redor antes de dizer que não se importa/Cala a m**da da tua boca sobre o comprimento do meu cabelo/como sobrevivera/se tu estivesse vivo/insignificante pessoa de m**da?). Esta profanada canção "Mother People", não foi permitida pelo editor musical, assim que Zappa editou o verso (assim como também a palavra "fucking", ironicamente).

Mensagens violentas e diabólicas

Grande parte da controvérsia sobre o backmasking é resultado das mensagens satânicas em músicas do heavy metal. O álbum Hell Awaits de Slayer é um proeminente exemplo de mensagens satânicas ocultas. O disco inicia com uma voz demoníaca que quando é invertida diz "Join Us" (Una-se a nos), uma e outra vez a incrementos de volume. A canção "Dinner at Deviants Palace" de Cradle of Filth, consiste caso completamente de sons ambientes e uma leitura ao contrario do pai nosso (o ser capaz de dizer o pai nosso ao contrário, era percebido na Idade Média como um Herege). Outro exemplo menos conhecido é o álbum de The Turn of a Friendly Card de Alan Parsons Project: no fim final da primeira faixa "May be a price to pay", há uma mensagem escondida no verso "something's been going on, there may be a price to pay" (Algo esta sendo continuado, deve ter um preço a pagar). Em reverso, a mensagem oculta em espanhol diz: "Escucha baby al Demonio, es bien fácil" ("Escuta baby ao Demônio, é bem fácil").

Usos políticos e sociais

As mensagens camufladas foram usadas como manifestações. No álbum Amused to Death de Roger Waters, o ex-vocalista do Pink Floyd gravou uma mensagem ao contrario onde criticava o filme 2001: A Space Odyssey, do diretor Stanley Kubrick, que havía recusado que Waters usara um som do filme. Está publicado sobre a terceira faixa, "Perfect Sense Part 1", "Julia, however, in light and visions of the issues of Stanley, we have changed our minds. We have decided to include a backward message, Stanley, for you and all the other book burners" (Julia, de qualquer jeito, em critério e vista dos assuntos de Stanley, temos mudado nossas mentalidades. Temos decidido incluir uma mensagem oculta, Stanley, para ti e os demais arruinadores de livros).

Backmasking artístico

O backmasking havia sido também usado artisticamente. Em porções instrumentais do título "Starálfur," da banda Sigur Rós, tem sons similares ocultos. Korn usou backmasking em seu interlúdio "Am I Going Crazy" do quarto álbum Issues. É uma pequena peça de menos de um minuto de duração, sem a distorção de guitarras o tamborilho duro típico da banda. Quando é escutada ao reverso/inverso, a canção soa quase igual, exceto que as palavras "It's the same thing" (É a mesma coisa) se envolvem audíveis. Ao que não é realmente backmasking, parte da canção "Move On" de David Bowie, ao ser reproduzido ao contrário, é outra das suas canções antigas chamada "All The Young Dudes". Bowie afirmou que: "Estive tocando umas velhas fitas minhas em um Revox e acidentalmente coloquei uma ao contrario e achei que era harmonioso. Sem escutar como ela era originalmente, a gravamos nota por nota em sentido invertido",

O Backmasking como censura

O backmasking é frequentemente usado para censurar palavras e frases consideradas como inapropriadas para a rádio e apresentações dos discos. Esta prática é comumente aplicada na música rap. Um exemplo particularmente comum é a palavra "shit" (merda), sendo mascarada para soar como "ish". Como resultado, "ish" se há volta um eufemismo para "shit". Um exemplo de backmasking usado como censura está presente no álbum, "Better Dayz" de 2pac, onde todas as blasfêmias, referências à droga, violência e algum dos nomes de certos rappers são "maquiados".

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Fontes consultadas

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