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Banda desenhada

"Banda desenhada", "história aos quadradinhos" (português europeu) ou "história em quadrinhos", "quadrinhos", "gibi", "revistinha", "historieta", "arte sequencial", "narrativa gráfica" ou "narrativa figurada", (português brasileiro) é uma forma de arte que conjuga texto e imagens com o objetivo de narrar histórias dos mais variados gêneros e estilos, geralmente publicadas no formato de revistas, livros ou em tiras veiculadas dentro de revistas e jornais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Terminologia

Apesar de nunca terem sido oficialmente baptizados, a banda desenhada recebeu diferentes nomes de acordo com as circunstâncias específicas dos diversos países em que se estabeleceu. A banda desenhada é conhecida por em inglês: "comics", nos Estados Unidos; em inglês: "comic magazine", no Reino Unido; em italiano: "fumetti", na Itália; em castelhano: "tebeos", na Espanha; em castelhano: "historietas", na Argentina; em castelhano: "muñekitos", em Cuba; em castelhano: "cómicos", no México;c, em grego: κόμικς; romaniz.: kómiks, na Grécia; em polonês/polaco: "komiksy", na Polônia; em russo: ко́микс; romaniz.: "kómiks", na Rússia; em sérvio: стрип; romaniz.: "strip", na Sérvia; em neerlandês: "stripverhaal" ou "strip", na Holanda e na comunidade flamenga da Bélgica; em japonês: 漫画; romaniz.: "mangá", no Japão; em coreano: 만화; romaniz.: "manhwa", na Coreia do Sul; em chinês: 漫畫 (chinês tradicional); 漫画 (chinês simplificado); romaniz.: "mànhuà" (pinyin), na China; em malaio: "komiket", na Malásia e Indonésia; em tagalo: "komiks", nas Filipinas e por outras várias designações pelo mundo fora.

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História

Registos primitivos

Na banda desenhada é possível remontar aos tipos de registo pictórico utilizados pelo homem primitivo pré-histórico para representar, por meio de desenhos rupestres, as suas crenças e o mundo ao seu redor. Ao longo da história esse tipo de registo desenvolveu-se de várias formas, desde a escrita hieroglífica egípcia até às tapeçarias medievais, bem como aos códigos/histórias contidos numa única pintura. Por exemplo, a obra de Bosch, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Portugal, As Tentações de Santo Antão, representam sequencialmente passos da vida do santo medieval. Porém, a banda desenhada não se confina à obra original, sendo antes um produto que nasce da novidade que foi a Imprensa escrita e os livros impressos "editados" por Gutenberg. Assim, terá de ser impressa e distribuída por formatos como sejam a revista ou o álbum, fenómeno que tem a sua génese no decorrer do século XIX. Só assim é a arte que conhecemos. Qualquer analogia com aqueles exemplos históricos é apenas coincidência, pois a BD não é a única arte a contar uma história por método sequencial.

Origens históricas

A obra reconhecida pelo Festival Internacional de banda desenhada de Angoulême é o livro Les Amours de monsieur Vieux Bois (Os amores do senhor Jacarandá, no Brasil) de Rodolphe Töpffer publicado em 1827, seus trabalhos eram denominados littérature en estampes (literatura em gravuras) e histoires en estampes (histórias em gravuras). O livro de ilustrações Max und Moritz (1865), do escritor e desenhista alemão Wilhelm Busch, também é considerado como o precursor da banda desenhada - pois cada ação divertida era ricamente ilustrada, tornando o texto mais agradável ao público infantil. Em 1867, Charles Henry Ross lança o personagem Ally Sloper nas páginas da revista britânica Judy.

Das tiras de jornal para as revistas

As décadas de 20 e 30 foram muito importantes para a indústria. O mercado de antologias de banda desenhada na Grã-Bretanha se voltou para as crianças através de revistas como The Dandy e The Beano. O sucesso do Zig et Puce em 1925 do francês Alain Saint-Ogan popularizou o uso de balões de diálogo na banda desenhada europeia. Na Bélgica, Hergé criou a tira As Aventuras de Tintin para um suplemento; Logo começou a ser compilado em um álbum encadernado e criou um mercado para novas obras, o autor também inaugura um estilo de desenho, chamado de linha clara. O mesmo período nos Estados Unidos tinha visto as tiras de jornal expandir suas opções além do humor, com ação, aventura e mistério, com adaptações de Tarzan e Buck Rogers, surgidos nas revistas pulp e estréia de Popeye na tira Thimber Theater de E. C. Segar. A republicação de tiras também começou, com a revista The Funnies da Dell Comics, uma antologia com reprises de tiras de jornal, publicada em formato tabloide, em 1929, dando origem aos primeiros "comic books".

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Géneros

Alguns géneros presentes na banda desenhada:

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Produção

Tradicionalmente, a produção de banda desenhada tem exigido um trabalho coletivo, em que, além dos próprios artistas e guionistas, participam editores, coloristas, gráficas, distribuidores e vendedores. Sempre houve autopublicação, tais como os underground comix e fanzines, mas ultimamente têm aumentado pela crise em certos mercados e conseguido com o aumento de instalações de computadores, impressoras e internet. As bandas desenhadas podem ser identificadas pelos seguintes formatos de publicação:

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Fontes consultadas

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