Bárbara Sofia de Brandemburgo
Bárbara Sofia de Brandemburgo foi uma filha do príncipe-eleitor Joaquim III Frederico de Brandemburgo e da princesa Catarina de Brandemburgo-Küstrin. Casou-se com o duque João Frederico de Württemberg e, após a sua morte, tornou-se guardiã do seu filho ainda menor, o duque Everardo III de Württemberg.
A 5 de novembro de 1609, Bárbara casou-se com o duque João Frederico de Württemberg, filho mais velho do duque Frederico I de Württemberg e da princesa Sibila de Anhalt. Para celebrar o casamento, o Palácio de Urach em Bad Urach foi renovado: foi construída a Sala Dourada que se tornou um dos salões de baile renascentistas mais bonitos da Alemanha. Aparentemente o casal teve um casamento feliz. O seu marido morreu em 1628. Em 1630, Bárbara deu início a uma renovação do Castelo de Brackenheim, que lhe tinha sido prometido no seu dote. O castelo incluía uma sala de arte com 155 pinturas, na altura a segunda maior colecção de Württemberg. A sala de arte foi bem preservada até à sua morte, apesar dos ataques que o ducado sofreu durante a Guerra dos Trinta Anos. Durante a renovação do castelo, a duquesa viveu entre o Schloss Kirchheim em Kirchheim unter Teck e a cidade de Estugarda. Nunca viveu em Brackenheim, apesar da cidade e do seu castelo lhe pertencerem por dote. Apesar de tudo, Bárbara era considerada uma benfeitora da cidade devido à dedicação que demonstrou durante a Guerra dos Trinta Anos, assim como às fundações que criou.
Do seu casamento com o duque João Frederico de Württemberg nasceram os seguintes filhos:
A princesa Antônia de Wurttemberg nasceu num ambiente de nobreza e refinada cultura se destacando como literária, cristã cabalista e caridosa. Possuía abrangente conhecimento de filosofia, cabala, matemática, artes, ciências e línguas (com preferência pelo hebraico). Tornou-se colaboradora do teólogo e e professor Johann Valentin Andreae, considerado por muitos, autor dos manifestos rosacruzes publicados a partir de 1614 com a Fama Fraternitatis ("Sagrada Fraternidade Rosacruz"). Para muitos especialistas [quais?], foi Andreae quem inspirou a princesa Antonia a conceber e planejar em 1659 o extraordinário "Lehrtafel cabalístico" ("Quadro Cabalístico" ou "dos Mistérios"), executado pelo pintor da corte de Stutgart Johann Friedrich Gruber, e instalado na pequena igreja da Santíssima Trindade, na cidade de Bad Teinach-Zavelstein, na Floresta Negra. A pintura mede seis metros de altura e cinco metros de largura que preenche toda uma parede da pequena igreja da Trindade e foi realizado na forma de um tríptico. Os dois painéis fechados mostram o caminho da alma para Cristo e abertos revelam uma cena do dia do encontro de Moisés no rio Nilo num painel, e uma cena noturna da fuga da Sagrada Família para o Egito no outro painel. No centro, a imagem do Systema totius mundi, o "Sistema Filosófico de todo o Mundo", com riqueza de detalhes. Nesse centro, se destaca uma jovem usando tranças, segurando em sua mão direita um coração flamejante e em sua mão esquerda uma âncora, uma cruz e a corda que prende um cordeiro, em pé diante da entrada de um jardim cercado por uma viçosa sebe de rosas. No jardim, encontra-se o círculo dos doze sacerdotes das tribos de Israel ao redor da figura de Jesus que está no meio.


