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Futbol Club Barcelona

Futbol Club Barcelona ), mais conhecido como Barcelona e coloquialmente como Barça, é um clube de futebol profissional sediado em Barcelona, na Catalunha, uma comunidade autônoma da Espanha. Compete na La Liga, a principal competição do sistema de ligas espanhol. Joga em casa, no estádio Camp Nou, com capacidade para 99 535 pessoas, desde a inauguração em 1957.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Josep Lluís Núñez foi eleito presidente do Barcelona em 1978. Seus principais objetivos foram estabelecer o clube como uma marca mundial e dar a estabilidade financeira. Em 1982, o clube ganhou outra Super Taça e acertaria a contratação, pouco antes da Copa do Mundo daquele ano, de outro craque mundial: Diego Maradona. Na temporada seguinte, sob treinador de seu compatriota César Luis Menotti, Maradona levaria o Barça a uma inesquecível final de Taça do Rei, batendo o Real Madrid. No entanto, a passagem de altos e baixos de Maradona acabaria curta, também em virtude de estresse e fratura na perna, saindo em 1984, além de má relação com a diretoria; sua saída foi decretada após ele ser suspenso por três meses no futebol espanhol devido à briga campal que provocara na final da Taça do Rei daquele ano, contra o Athletic Bilbao (que venceu por 1–0). Sem poder contar com ele, o clube aceitou proposta da pequena equipe italiana do Napoli e o argentino, desgostoso com o que julgou como falta de esforço do Barcelona em defendê-lo no julgamento, acatou.

O começo (1899–1908)

Em 22 de outubro de 1899, um ex-futebolista suíço, Hans Gamper, colocou um anúncio no jornal Los Deportes declarando seu desejo de formar um clube de futebol em Barcelona. Uma resposta positiva resultou em uma reunião no Gimnasio Solé, em 29 de novembro. Onze jogadores participaram: Walter Wild, Lluís d'Osso, Bartomeu Terradas, Otto Kunzle, Otto Maier, Enric Ducal, Pere Cabot, Carles Puyol, Josep Llobet, John Parsons e William Parsons. Como resultado, o Foot-Ball Club Barcelona nasceu de forma cosmopolita, que paradoxalmente lhe caracterizaria juntamente com o espírito catalão, que o clube só exaltaria mais tarde. O nome em inglês, língua da terra de criação do futebol, a Inglaterra, era comum na época. As cores também seriam influência externa: diz a lenda que Gamper teria inspirado-se nas do Basel, equipe da qual fora capitão, para escolher as do novo clube. Seriam, portanto, vermelho e azul. O vermelho acabaria substituído pelo grená, por ser esta a cor que o desenhista do escudo possuía a disposição.

Gamper assume a presidência (1908–25)

Em 1908, Gamper se tornou presidente do clube pela primeira vez. Acabaria ficando mais conhecido pela versão catalã de seu nome: Joan Gamper. Ele assumiu a presidência com a equipe à beira da falência, não tendo ganhado nada desde o Campeonato da Catalunha de 1905. Gamper venceu eleições para presidente do clube em mais cinco ocasiões, entre 1908 e 1925, e passou 25 anos na presidência. Uma de suas principais conquistas foi a ajuda para adquirir o seu próprio estádio. Em 14 de março de 1909, após dez anos da fundação, a equipe se mudou para o Carrer Indústria, um estádio com uma capacidade de 8000 lugares. Gamper utilizou-se desta manobra para conseguir mais adeptos para o clube, que logo tornaram-se mais numerosos do que o primeiro rival, o hoje extinto Català. A arquitetura do estádio renderia um dos apelidos do time, culer (ou culé, na transposição sonora para o espanhol), que derivaria da expressão cul, palavrão catalão para designar o ânus: a razão disso era o fato de que quem passava pelo estádio em dia de jogo só conseguia ver as nádegas dos torcedores sentados em muros das arquibancadas. No ano seguinte, faturou sua primeira Taça do Rei.

Eras turbulentas (1925–39)

Em 14 de junho de 1925, um fato político teria pela primeira vez importância no clube: em uma reação contra a ditadura de Primo de Rivera, a torcida vaiou o hino da Espanha. Como represália, o clube foi fechado por seis meses, enquanto Gamper forçado a renunciar à presidência. A década de 1920 seguiu com o time acentuando seu domínio no futebol local, levantando oito das dez edições do campeonato catalão e outras quatro Taças do Rei. Os maiores ídolos eram o goleiro Ricard Zamora e Josep Samitier. A equipe conquistou também o primeiro Campeonato Espanhol realizado, o da temporada 1928/29. O troféu foi celebrado com um poema intitulado "Oda a Platko", que foi escrito pelo membro importante daquela geração, Rafael Alberti, inspirado pelo heroico desempenho do Barça.

O começo da lenda

Após a Guerra Civil Espanhola, o vitorioso General Franco proibiu oficialmente manifestações culturais não castelhanas no país, vedação que se estendia ao uso da língua catalã. Estas medidas fizeram com que houvesse alterações no Barcelona: do nome, para Club de Fútbol Barcelona; e no símbolo, em que quatro faixas vermelhas na parte superior direta, alusivas à bandeira da Catalunha, foram diminuídas para duas, para representar a bandeira da Espanha. Porém, em 1949 recuperou a bandeira da Catalunha no escudo. Por consequência, o Campeonato Catalão, após a edição de 1940, foi extinto, com o Barcelona terminando como seu maior vencedor, somando 23 títulos, o dobro do rival Español. Daí viria a associação cada vez maior do orgulho catalão com o Barcelona, ao passo que o rival Español passaria a ser identificado como um aliado do regime de Franco.

O fim da hegemonia nacional

O efeito Di Stéfano logo seria notado: vinte um anos após seu último troféu na Liga Espanhola, o segundo, o Real reconquistou o troféu e seria bi na edição seguinte. O Barcelona entraria em incômodo jejum de títulos no principal torneio do país, só reconquistado em 1959, quando já contava, além do brasileiro Evaristo e do astro da Seleção Espanhola Luisito Suárez, com outras estrelas húngaras: os vice-campeões mundiais em 1954 Zoltán Czibor e Sándor Kocsis. O treinador era o mítico Helenio Herrera. O time já mandava seus jogos no Camp Nou ("novo estádio", em catalão) desde 1957, com Evaristo tendo estufados as redes na inauguração. Apesar do bicampeonato em 1960, o estrago já estava feito: o Real, que tinha vencido mais outras duas vezes o Espanhol naquele ínterim, conquistava a Europa ao faturar seguidamente as cinco primeiras edições da Taça dos Campeões da Europa, a atual Liga dos Campeões da UEFA, de 1956–1960. O gosto era mais amargo por ser Di Stéfano o grande maestro dos blancos, utilizados politicamente em favor de Franco — cuja ditadura fascista causava antipatia na Europa pós-guerra-, o que só fazia aumentar as rixas.

Cruijff tenta levantar o time, sem sucesso

A temporada 1973–74 assistiu à chegada de uma lenda, Johan Cruijff. O jogador já era continentalmente consagrado por ter sido tricampeão seguido com o Ajax da Taça dos Campeões, o torneio que faltava ao Barça, e inauguraria a excelente relação do clube com futebolistas neerlandeses. Sua vinda causou escândalo: era a negociação mais cara do futebol mundial até então, cinco milhões de florins, preço tão alto que o governo espanhol não aprovou a transferência. Cruijff Só conseguiu ser levado porque foi registrado oficialmente como uma peça de máquina de agricultura O impacto foi imediato: o craque, em sua primeira temporada, levou o Barça a reconquistar a Liga Espanhola, liderando uma equipe que contava com os talentos locais Juan Manuel Asensi, Carles Rexach e Hugo Sotil, quebrando o jejum com direito a golear o Real por 5–0 no Bernabéu. Receberia sua terceira Bola de Ouro da France Football pelo feito. Durante a temporada, nasceria seu filho, e Cruijff aumentou ainda mais a idolatria em torno dele ao batizá-lo com o nome catalão do padroeiro da Catalunha, São Jorge: assim foi nomeado Jordi Cruijff.

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Escudo

O escudo do Barcelona está na forma de "panela" três-quartos. Nas duas peças acima do pavilhão do Barcelona estão a Cruz de São Jorge (padroeiro da Catalunha), referente à bandeira da cidade; e, ao lado, referência à outra bandeira, da Catalunha, região da Espanha da qual a cidade de Barcelona é capital. Na parte inferior aparece uma bola sobre as cores azul e grená do clube. Entre os quartos superiores e inferiores se reproduz, em siglas, o nome do clube (F C B). No tempo da ditadura de Francisco Franco, que fazia opressão oficial às línguas não-castelhanas do país, como a catalã, as listras vermelhas do canto superior direito eram apenas duas, para a referência dessa parte do distintivo ser à bandeira espanhola. Porém em 1949 recuperou a bandeira da Catalunha. Existem duas versões sobre as origens do escudo do clube. A primeira versão conta que em 1900, um ano após o clube ser fundado, houve uma reunião para decidir o escudo (até então, o Barcelona havia utilizado o escudo da cidade). Parece que não houve acordo sobre a forma e o conteúdo do escudo e em um momento da reunião o secretário, Luis d'Osso, visivelmente irritado, disse que "essa é uma panela", que deu a ideia de propor a Hans Gamper escudo em forma de "panela".

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Estádio

O estádio do Barcelona é o Camp Nou, propriedade do clube. Inaugurado em 1957, tem uma capacidade de 99 784 espectadores sentados. É um dos quatro estádios considerados como "Cinco Estrelas" pela UEFA em Espanha, que lhe permite acolher as finais da Liga dos Campeões, Taça UEFA e Supertaça Europeia, como aconteceu já em 15 ocasiões. Está no bairro de Les Corts em Barcelona, juntamente com outras propriedades clube, tais como o Mini Estadi (B estádio do Barcelona) e do Palau Blaugrana, o estádio basquete equipe. Nas instalações do Camp Nou está o Museu de Barcelona, o museu mais visitado na Catalunha. Antes do Camp Nou, Barcelona teve duas fases. Entre 1909 e 1922 os Culés jogavam num campo da Indústria de Barcelona, habitualmente chamada de A Escopidora. Entre 1922 e 1957, as partes contestaram a Les Corts Camp aberta para acomodar 30 000 espectadores, e acabou tendo uma capacidade de 60 000 pessoas. Uma das versões sobre a etimologia da palavra "Culès" vem a partir deste estádio, como pode ser visto a partir da versão actual permitida fora dos fãs.

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Rivalidades

Barcelona vs. Real Madrid (El Clásico)

Muitas vezes existe uma feroz rivalidade entre as duas equipes mais fortes em um campeonato nacional, e este é particularmente o caso da La Liga, onde o jogo entre Barça e Real Madrid é conhecido como El Clásico. Desde o início, os clubes foram vistos como representantes de duas regiões rivais na Espanha: Catalunha e Castela, assim como das duas cidades. Mais do que meramente esportiva, a rivalidade tem forte teor político, uma vez que o Barcelona proclama-se como defensor do nacionalismo catalão, não raro a nível de separatismo. O sentimento antiMadrid ganhou força nas ditaduras de Primo de Rivera e, especialmente, na de Francisco Franco, em que as culturas regionais foram abertamente reprimidas, o que incluía na proibição do uso de qualquer língua que não a castelhana, oficialmente considerada a língua espanhola. Simbolizando o desejo de liberdade dos catalães, o Barcelona se declarou como més que un club ("mais que um clube") para a sua região. De acordo com Manuel Vázquez Montalbán, "a melhor maneira dos catalães em demonstrar sua identidade foi apoiando o Barça. Foi menos arriscado do que reunir um movimento clandestino anti-Franco e permitiu-lhes expressar as suas dissidências". Os estádios do Barcelona tornaram-se refúgio até para conversas em catalão, além de outros protestos contra o governo.

Barcelona vs. Atlético de Madrid

É uma grande rivalidade espanhola onde as equipes são consideradas ao lado do Real Madrid as três maiores da Espanha. Ambos os clubes são anti Real Madrid; porém, assim como os barcelonistas odeiam mais ao Real do que ao rival citadino (o Espanyol), os blancos também odeiam mais ao Barça do que ao Atlético, o que desperta certa rixa por parte dos rojiblancos: contra o Barcelona, os atleticanos não jogam amistosamente, costumando comportar-se em campo como adversários de igual para igual e as partidas entre as duas equipes são rotineiramente jogos de muitos gols, já tendo acontecido quatro confrontos pela Liga dos Campeões da UEFA, com o Atlético tendo eliminado o Barcelona nas quartas de final em 2014, 2016 e em 2026.

Barcelona vs. Athletic Bilbao

Nas décadas de 1930 e 1940, o Barcelona disputava acirradamente os títulos espanhóis com os bilbaínos — adversários desde a final da primeira Taça do Rei realizada, quando seu time ainda chamava-se Viscaya (Biskaia). Tanto que eram os dois maiores vencedores de La Liga até a ascensão do Real Madrid, iniciada na década de 1950. Não tardou para que a rivalidade diminuísse bastante, inclusive pelo fato das duas equipes passarem a detestar o Real — o Athletic Bilbao, em caso similar aos blaugranes, representava outra região de cultura e línguas discriminada por Franco, o País Basco. A decadência vivida pelo Athletic a partir daquele momento, pior que a do Barcelona, também ajudaria a diluir animosidades entre as duas equipes.

Barça vs. Espanyol (El Derbi Catalán)

O Barcelona tem também uma pequena rivalidade em sua cidade com o Espanyol. Este clube defende que ele, e não o Barcelona, seria o verdadeiro representante dos catalães, uma vez que, apesar do nome, foi fundado justamente para ser um clube para jogadores catalães — enquanto os blaugranes eram formados majoritariamente por suíços, britânicos ou outros imigrantes. Entretanto, durante o governo de Franco, o Barcelona acabou tomando a iniciativa de lutar pelas causas catalães, enquanto o Espanyol — que teve de rebatizar-se como Español — ficou com a imagem de clube que cultivava uma espécie de respeito à autoridade central. A proibição de manifestações das culturas regionais encerrou-se com a morte de Franco em 1975, mas apenas vinte anos depois o clube readotou o nome em catalão, o que só fez reforçar a visão de "colaborador" do governo espanhol.Outro agravante dessa imagem, injusta ou não, é o nome do time, que faz referência à Espanha, além de possuir o título Real — seu nome completo é "Real Club Deportiu Espanyol de Barcelona". Porém, em 1960 o Barça emitiu um comunicado no jornal La Vanguardia, para que os torcedores receberam a Franco na visita à Barcelona; coisa que nunca fez o RCD Espanyol.

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Principais títulos

UEFA Champions League: 1960-61, 1985-86 e 1993-94 Supercopa da UEFA: 1979, 1982, 1989 e 2006 Recopa Europeia da UEFA: 1968-69 e 1990-91

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Estatísticas e recordes

Mais partidas

Estatísticas atualizadas em 28 de maio de 2023.

Maiores artilheiros

Estatísticas atualizadas em 22 de maio de 2022. Em negrito, jogadores que ainda atuam pelo Barcelona

Maiores artilheiros na Liga dos Campeões

Estatísticas atualizadas em 11 de maio de 2026. Em negrito, jogadores que ainda atuam pelo Barcelona

Maiores artilheiros na La Liga

Estatísticas atualizadas em 10 de abril de 2021.

Maiores artilheiros na Copa del Rey

Estatísticas atualizadas em 17 de abril de 2021.

Maiores artilheiros em competições internacionais

Estatísticas atualizadas em 11 de maio de 2026

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Jogadores

Mais de 1 000 jogadores vestiram a camisa azul e grená durante os 120 anos de história do time Barcelonista. Os jogadores de origem estrangeira, (não excluindo os jogadores espanhóis) sempre tiveram grande peso na história do clube e marcaram algumas das mais brilhantes eras do time catalão. Fundado por um grupo de estrangeiros estabelecidos em Barcelona, a equipe foi composta inicial e principalmente por jogadores de origem inglesa, suíça e alemã. A maioria dos historiadores e especialistas acreditam que o húngaro Ladislao Kubala, craque blaugrana da década de 1950, foi o primeiro grande jogador internacional que fez parte da equipe. Mas foi a partir dos anos 70, quando já havia uma participação regular de jogadores estrangeiros nas equipes espanholas, que o clube começou a contratar um grande contingente de craques vindos de fora do país. O Barcelona teve, desde então, vários jogadores estrangeiros de excepcional destaque, dos quais cinco chegaram a ganhar o prêmio individual mais cobiçado do futebol mundial, o FIFA World Player.

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Fontes consultadas

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