Basílica de Santa Maria em Trastevere
Santa Maria in Trastevere ou Basílica de Santa Maria em Trastevere é uma igreja titular e uma basílica menor localizada no rione Trastevere em Roma, Itália, e uma das mais antigas igrejas de Roma. A planta básica e o formato das paredes do edifício são da década de 340, mas todo o resto da estrutura é do período entre 1140 e 1143. O primeiro santuário no local, uma igreja doméstica, foi construído entre 221 e 227 pelo papa Calisto I e reformado pelo papa Júlio I. A igreja está decorada por importantes mosaicos do final do século XIII, obra de Pietro Cavallini.
A inscrição do trono episcopal afirma que esta foi a primeira igreja dedicada a Maria, apesar de haver uma disputa pela honraria com a Santa Maria Maggiore. Não resta dúvida, porém, de que se trata de uma das mais antigas igrejas de Roma. Uma igreja doméstica cristã foi fundada no local por volta de 220 pelo papa São Calisto I (r. 217–222) no local da "Taberna meritoria", um refúgio para soldados aposentados. A área foi entregue para uso dos cristãos pelo imperador romano Alexandre Severo depois de uma intervenção numa disputa entre cristãos e taberneiros locais. Segundo o "Liber Pontificalis", o imperador teria dito: "Prefiro que o local pertença aos que honram Deus, seja qual for a sua forma de adoração". Em 340, o papa Júlio I (r. 337–352) reconstruiu o edifício, já conhecido na época como "Titulus Callixti", em escala bem maior e o local passou a ser chamado de "Titulus Iulii", uma das vinte e cinco paróquias originais de Roma.
O campanário românico é do século XII. Perto do topo, um nicho abriga um mosaico da Madona com o Menino. Acredita-se que os mosaicos na fachada sejam do século XII. Eles representam a Madona entronizada amamentando o Menino Jesus e flanqueada por dez mulheres segurando lamparinas. Esta imagem da Virgem Amamentando é um dos mais antigos exemplos de um tipo de imagem de Maria muito popular no final da Idade Média e no Renascimento, um motivo muito mais antigo cujos exemplares mais antigos estão nas ruínas coptas de Uádi Natrum, no Egito. A fachada foi restaurada por Carlo Fontana em 1702, que substituiu o antigo pórtico de telhado inclinado pelo atual, neoclássico. A fonte octogonal na praça em frente da igreja (Piazza di Santa Maria in Trastevere), que já aparece num mapa de 1472, também foi restaurada por Carlo Fontana
A nave atual preserva o plano basilical original, anterior ao século XII, está sobre a fundação original. As 22 colunas de granito com capiteis jônicos e coríntios que separam a nave dos corredores são das ruínas dos Banhos de Caracala, de onde veio também o lintel da porta principal. Dentro da igreja estão diversos mosaicos do século XIII de Pietro Cavallini que representam a "Vida da Virgem" (1291), centrados na "Coroação da Virgem" na semicúpula da abside. Uma "Assunção da Virgem" octogonal (1617), obra de Domenichino, está encaixada no centro do teto em caixotões projetado por ele. A quinta capela à esquerda é a "Capela Ávila", projetada por Antonio Gherardi. Esta e sua "Capela de Santa Cecília", em San Carlo ai Catinari, são duas das mais inovadoras capelas do final do século XVII em Roma. A seção mais baixa da capela é bem escura e abriga formas no estilo de Borromini. Na cúpula, há um óculo do qual emergem quatro putti carregando um tempietto central, um conjunto que emoldura a bem iluminada câmara superior, cuja luz vem janelas invisíveis da altura do piso. A igreja preserva algumas relíquias: a cabeça de Santa Apolônia e um pedaço da Santa Esponja. Entre os que estão sepultados na igreja estão o papa São Calisto I, papa Inocêncio II, antipapa Anacleto II e os cardeais Filipe d'Alençon e Lorenzo Campeggio.


