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Assalto a Brécourt Manor

O Assalto a Brécourt Manor foi um assalto de paraquedistas militares norte-americanos contra uma posição fortificada de artilharia alemã que aconteceu em 6 de junho de 1944 durante a Invasão da Normandia na Segunda Guerra Mundial. Esta batalha é usada como exemplo de como uma unidade pequena e móvel pode superar uma posição inimiga superior numericamente e mais bem posicionada.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Antecedentes e objetivo

Em 6 junho de 1944 os Aliados lançaram a Operação Overlord para conquistar o norte da França e libertar o resto do país. Na madrugada do Dia D, antes das principais forças americanas, britânicas, canadenses e de outras nações aliadas desembarcarem nas praias da Normandia, paraquedistas aliados eram lançados atrás das linhas inimigas para abrir caminho. Paraquedistas da Companhia E (Easy) do 2º Batalhão do 506º Regimento de Infantaria aerotransportada americana participaram dos saltos na Normandia. O líder da companhia, o tenente Thomas Meehan III, morreu quando seu avião C-47 foi derrubado. O seu segundo no comando, o primeiro-tenente Richard Winters teve que assumir. As unidades paraquedistas que foram lançadas pela Normandia foram espalhadas por toda a região sudeste da península do Cotentin, devido ao fogo antiaéreo alemão. Winters reuniu um grupo de colegas soldados perto de Le Grand Chemin, na manhã de 6 de junho de 1944, e tentou seguir para conquistar os objetivos. Com poucas instruções e ordens não muito claras, foi encarregado a Winters de atacar uma bateria de artilharia inimiga. A unidade alemã utilizava canhões de 88 mm para bombardear as forças aliadas que desembarcavam na Praia de Utah. Outras companhias haviam tentado expulsar os alemães entrincheirados na região mas foram repelidas.

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Batalha

Winters e seus soldados chegaram na posição da artilharia alemã, na manhã do dia 6 de junho de 1944. Uma vez lá, e com visão completa do campo, ele fez seu plano. Ele posicionou duas metralhadoras M1919 para dar cobertura e ordenou que um grupo de soldados (o segundo-tenente Lynn D. Compton, o soldado Donald Malarkey e o sargento William J. Guarnere) flanqueasse e destruísse com granadas um ninho de metralhadora que protegia a retaguarda alemã. As posições de artilharia dos alemães em Brécourt eram conectadas por trincheiras que forneciam a eles uma maneira rápida de guarnecer e suprir seus canhões, mas isto também lhes trouxe uma desvantagem. Após atacar rápido e destruir o primeiro canhão alemão, Winters e seus soldados usaram essas trincheiras para se locomover facilmente entre as posições alemãs, confundindo os defensores devido a mobilidade dos paraquedistas e facilidade com que se moviam entre as posições. A luta foi intensa e a troca de tiros violenta, enquanto ambos os lados se defendiam de forma obstinada. Os canhões alemães eram destruídos usando explosivos TNT colocados na boca da arma. Os explosivos eram acionados usando granadas de mão alemãs.

Baixas

Winters teve apenas um homem morto no ataque a posição de artilharia em Brécourt, o soldado John D. Halls, da companhia A (Able). Um outro soldado, Robert "Popeye" Wynn, foi ferido em ação, ele foi então levado de volta a Inglaterra e se recuperou dos seus ferimentos. Outra baixa reportada foi o oficial Andrew Hill, que foi morto enquanto passava pela batalha procurando o quartel-general do regimento. O sargento "Rusty" Houck, da companhia F, que estava com Speirs, também foi morto. Mais um outro soldado, da Companhia D, também acabou morrendo. Pelo menos 20 militares alemães foram mortos no decorrer do tiroteio.

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Consequências

As tropas que desembarcavam na praia de Utah não enfrentaram muitas dificuldades, em parte devido ao sucesso desta operação. O coronel Robert Sink, comandante do 506º Regimento, recomendou ao alto-comando que Richard Winters recebesse a Medalha de Honra (a mais alta condecoração militar americana) por sua liderança, mas ele acabou recebendo a Medalha por Serviços Distintos devido a uma política de que apenas um militar por divisão deveria receber a Medalha de Honra (que havia sido dada ao tenente-coronel Robert G. Cole do 502º Regimento de Infantaria Paraquedista, que levou uma carga bem sucedida a uma fazenda perto de Carentan, ocorrida 4 dias após o Dia D). Décadas mais tarde houve uma campanha para dar a Winters a medalha de honra mas o Congresso acabou não levando ela a diante e nenhum parlamentar reintroduziu a ideia. A história do Dia D não faz muita referência a importância desta batalha. O historiador S. L. A. Marshall entrevistou Richard Winters sobre o ataque, mas havia muitos oficiais superiores presentes na sala e de acordo com o livro Beyond Band of Brothers, Winters deu menos crédito a si mesmo ao descrever os eventos para evitar a ideia de promoção pessoal e manter os eventos daquele dia sucintos. De fato, Marshall chegou a reportar falsamente que Winters tinha mais de 200 homens sob seu comando na hora do ataque, quando na verdade ele tinha menos de duas dúzias. Os militares que participaram da batalha, contudo, prezaram muito a liderança de Winters e sua reputação como um bom comandante começou a se firmar.

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Fontes consultadas

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