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Batalha de Pavia

A Batalha de Pavia, ocorrida na manhã de 24 de fevereiro de 1525, foi um acontecimento decisivo para a Guerra Italiana de 1521-1526. O exército Habsburgo, sob o comando nominal de Carlos de Lannoy atacou os franceses sob o comando pessoal do rei Francisco I no grande campo de Mirabello, no lado externo dos muros da cidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Prelúdio

Os franceses, tendo a possessão da Lombardia deste o começo da Guerra Italiana de 1521-1526, foram forçados a abandoná-la depois de sua derrota na Batalha de Bicocca em 1522. Determinado a recuperá-la, Francisco ordenou a invasáo da região no começo do ano seguinte, sob as ordens de Guillaume Gouffier, Senhor de Bonnivet; mas este foi derrotado pelas tropas imperiais na Batalha de Sesia e forçados a retirarem-se para a França. Carlos de Lannoy lançou uma invasão da Provença, que estava sob o comando de Fernando de Ávalos, Marquês de Pescara, e de Carlos III, Duque de Bourbon (que havia recentemente traído Francisco, pois este lhe retirava os domínios, e aliara-se ao Imperador). Embora inicialmente tivesse sucesso, a ofensiva imperial perdeu valioso tempo durante o Cerco de Marselha e foi forçado a bater em retirada para a Itália com a chegada em Avinhão de Francisco I e o grosso do exército.

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A batalha

Movimentos no escuro

Na noite de 23 de fevereiro, as tropas imperiais de Carlos de Lannoy saíram das muralhas, enquanto a artilharia imperial distraía os franceses com mais um bombardeio de suas linhas — algo que já era rotineiro durante o longo cerco — e assim ocultar o movimento de Lannoy. Enquanto isso, na madrugada do dia 24, engenheiros imperiais trabalhavam nas muralhas do acampamento francês a fim de abrir passagens, próximo à Porta Pescarina e da aldeia de San Genesio, por onde o exército imperial pudesse atravessar, rapidamente. Antes de cinco horas da manhã, cerca de três mil arcabuzeiros, sob comando de Alfonso de Ávalos tinham entrado no acampamento e avançavam rapidamento pelo Castelo de Mirabello, onde acreditavam ser o quartel-general dos franceses; simultaneamente, a cavalaria ligeria imperial espalhou-se pelo parque, a fim de interceptar qualquer movimento francês. Enquanto isso, um destacamento da cavalaria francesa, comandado por Charles Tiercelin, recontrou-se com a cavalaria imperial, iniciando as escaramuças. Um bloco de piqueiros de mercenários suíços, sob comando de Robert de la Marck moveu-se em seu auxílio, precedendo uma bateria da artilharia espanhola que tinha sido arrastada para o interior do acampamento inimigo. Perderam os arcabuzeiros de De Vasto — que tinham, antes das seis horas e meia, emergido dos bosques próximos ao castelo e rapidamente o invadido — pois estes num infeliz acaso encontraram com seis mil lanquenês de Georg von Frundsberg. Às sete horas uma batalha em larga escala das infantarias tinha se desenvolvido não muito longe da passagem original.

Francisco ataca

Uma terceira onda de tropas — as cavalarias pesadas espanholas e imperiais, sob comando do próprio Carlos de Lannoy, e a infantaria sob comando de Ávalos — moveram-se para o interior dos bosques, justamente onde acampava o rei Francisco I. O monarca num primeiro momento não percebera a magnitude do ataque imperial; mas, aproximadamente às sete horas e vinte minutos, de Ávalos avançou contra a bateria francesa de artilharia, que iniciara o fogo contra as linhas espanholas. Isto alertou Francisco, que lançou finalmente uma carga da inteira força de gendarmes contra a imensa cavalaria de Lannoy, dispersando os espanhóis às sete horas e quarenta minutos.

Desfecho

Às oito horas o grupo de piqueiros e aracabuzeiros imperiais caem sobre a cavalaria francesa por todos os lados. Precisando de espaço para manobrar junto aos bosques, os gendarmes foram cercados e sistematicamente mortos. Suffolk e Lorraine, avançando para auxiliar o rei, foram atacados pelos lansquenetes de Frundsberg, que chegavam; a infantaria francesa estava dividida e derrotada, Richard de la Pole e Lorraine foram ambos mortos. Uma luta particularmente acerba foi travada entre os lansquenês a serviço do seu imperador e os renegados da Banda Negra, que foram cercados pelos piqueiros de Frundsberg, e todos exterminados. O rei dos franceses lutava sobre seu cavalo, e até mesmo este foi morto, pelo condottiero Cesare Hercolani; cercado por arcabuzeiros, foi feito prisioneiro e levado sob escolta para fora do campo. Os fatos exatos da rendição de Francisco — em particular sobre quem o tenha feito prisioneiro — é incerta, havendo uma variedade de personagens como Alonso Pita da Veiga e o próprio Lannoy indicados por diversos historiadores.

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Resultados

A derrota francesa foi decisiva. Além do rei, vários nobres (incluindo os principais Montmorency e Flourance) foram capturados; um número ainda maior — entre eles Bonnivet, Le Tremoille, La Palice, Suffolk e Lorraine — foram mortos na luta. Francisco foi levado preso à fortaleza de Pizzighettone, onde escreveu uma famosa carta à sua mãe, que ficara como regente, dizendo: Logo depois soube que o Duque de Albany havia perdido a maior parte de seu exército por atritos e deserções, e tinha retornado à França sem jamais ter chegado em Nápoles. O remanescente das alquebradas tropas francesas, fora uma pequena guarnição que partira para guardar o Castelo Sforzesco em Milão, retirou-se pelos Alpes sob o comando de Charles IV de Alençon, alcançando Lião em março.

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Fontes consultadas

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