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Beco das Garrafas

Beco das Garrafas é o nome atribuído a uma travessa sem saída da rua Duvivier, entre os edifícios de números 21 e 37, situado no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, nas décadas de 50 e 60. Essa travessa abrigava um conjunto de casas noturnas, boates e bares responsáveis por jam sessions e estreias de músicos que mais tarde seriam identificados com a bossa-nova. O local passou a integrar a narrativa histórica do surgimento do gênero e a memória musical carioca.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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A História

A alcunha foi dada pelo cronista e romancista carioca Sérgio Porto, inicialmente chamando o local de Beco das Garrafadas, devido à prática dos moradores de jogar garrafa nos boêmios que frequentavam os bares Ma Griffe, Bacará, Little Club e Bottle's, reduto de músicos do movimento musical urbano surgido em 1957, a bossa nova, mais tarde ficou conhecido como Beco das Garrafas . Do começo, apenas o Ma Griffe teve o passado ligado à prostituição. O cenário mudou quando Giovanni e Alberico Campana, então donos do Bottle's e do Little Club, passaram a apostar em jovens talentos em música. Em sua maioria, com exceção de nomes como Newton Mendonça, todos esses músicos eram ou amadores ou em processo de profissionalização, desde que eles ajudassem a encher a lotação dos respectivos bares. A tarefa era pouco complicada, já que os estabelecimentos, que funcionavam em imóveis improvisados para tal, não comportavam mais do que sessenta pessoas cada um.

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Papel para a bossa nova

Imagem: BernardoGS · BY · Openverse

O beco funcionou como espaço de sociabilidade musical onde intérpretes, compositores e instrumentistas faziam apresentações informais e ensaios públicos. Há relatos que apontam o local como um dos pontos de difusão inicial de nomes associados ao movimento da bossa nova. Pesquisas de memória oral e dissertações universitárias que tratam da origem da bossa nova descrevem com detalhes as práticas de jam e formação de repertório no Beco das Garrafas.

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Documentação, acervos, reconhecimento e patrimonialização

Imagem: BernardoGS · BY · Openverse

Documentos, fotografias e trabalhos acadêmicos ajudam a preservar testemunhos sobre as casas do beco, suas programações e cartazes. Instituições culturais e arquivos audiovisuais do Rio de Janeiro detém materiais que subsidiam a pesquisa sobre o período e o local. Esses acervos são frequentemente usados por pesquisadores de história cultural e musicologia para analisar tanto as práticas musicais quanto a construção da imagem pública da bossa nova. Nas últimas décadas, o Beco vem sendo objeto de iniciativas de memória e projetos de preservação simbólica: entrou em registros municipais como elemento de interesse cultural e há proposições políticas e atos públicos pedindo sua recuperação e integração em roteiros culturais. Reportagens recentes e movimentos locais têm denunciado o estado de abandono do corredor e reivindicado intervenções de conservação e valorização turística e cultural. Atualmente, o espaço apresenta intervenções pontuais de memória (placas, eventos comemorativos) e sofre com problemas urbanos (degradação do patrimônio edificado e ocupações informais), o que tem motivado mobilizações de artistas, pesquisadores e gestores culturais em defesa de uma política pública de preservação e de ações de fomento à memória musical local.==Referências==

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Fontes consultadas

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