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Jorge Mikhailovich da Rússia

Jorge Mikhailovich, foi um filho do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e primo directo do czar Alexandre III da Rússia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Biografia

Nasceu no dia 23 de agosto de 1863, filho do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e da sua esposa, a grã-duquese Cecília de Baden. Teve a mesma educação austera dada aos irmãos, mas isso não o impediu de se juntar ao estilo de vida da maioria dos grão-duques da sua família que incluía festas, bebida, jogo e mulheres. Apesar disso era um homem calado e pouco expressivo que apenas se abria com os amigos mais próximos. Era conhecido por ter um apetite voraz e por ser o primeiro a chegar para refeições. Devido à sua personalidade recatada, a sua opinião nunca tinha muita importância na família e as suas principais funções prendiam-se com a participação em cerimónias simbólicas como a entrega de medalhas e ordens. Durante toda a sua vida, Jorge fez colecção de moedas que acabou por se tornar na maior da Rússia. Jorge casou-se apenas aos 37 anos de idade com a princesa Maria da Grécia e Dinamarca, depois de não ter conseguido uma união com a princesa Nina Chavchavadze nem com a princesa Maria de Saxe-Coburgo-Gota. A sua esposa, por seu lado, não gostava dele e apenas aceitou casar-se depois de não ter tido autorização para se casar com um plebeu. Os dois tiveram duas filhas (Nina nascida em 1901 e Xenia nascida em 1903), mas nunca tiveram um casamento feliz. Jorge era um pai dedicado, mas isso não impediu a sua esposa de, em 1914, levar as filhas para Inglaterra com o pretexto de querer viver num lugar mais saudável. Um mês depois de elas chegarem a Inglaterra rebentou a Primeira Guerra Mundial e tornou-se demasiado perigoso regressar ao país, por isso Jorge nunca mais as voltou a ver.

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Prisão

Inicialmente Paulo recebeu apenas ordens para não abandonar Petrogrado. Uma vez que o seu palácio tinha sido ocupado pelo Exército Vermelho, ele foi viver para a casa do seu antigo secretário. No mês seguinte os jornais da capital publicaram um decreto que ordenava todos os Romanov a apresentarem-se no posto da temida Checa, a polícia secreta soviética. O grão-duque Jorge apresentou-se com o seu secretário e teve uma entrevista com Moisei Uritski, um dos líderes bolcheviques da cidade. Depois da entrevista ele recebeu autorização para permanecer livre, mas pouco depois os bolchviques decidiram enviar os membros da família Romanov para o exílio fora da cidade. Jorge foi novamente convocado e enviado para Vologda, uma cidade siberiana. Quando chegou a Vologda foi recebido por um agente comercial que foi obrigado a ceder-lhe a sua casa pelo Exercito Vermelho. Era uma casa pequena e Jorge viu-se subitamente no meio da vida do comerciante que vivia lá com a sua esposa e quatro filhos. Mais tarde ele encontrou outra casa que pertencia a um mercador rico e foi bem tratado pelo seu proprietário. Ele partilhou o exílio com o seu irmão Nicolau e o seu primo Dmitri Constantinovich. Os três podiam movimentar-se livremente pela cidade e visitavam-se uns aos outros com frequência.

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Assassinato

Não existem testemunhas oculares da execução. O que se sabe é baseado em versões que derivam de rumores e testemunhas em segunda mão. Variam em certos pormenores, algumas são demasiado dramáticas, mas todas têm um fio condutor semelhante. Às 11h30 da noite de 27 para 28 de janeiro de 1919, os guardas acordaram Jorge Mikhailovich, o seu irmão Nicolau e o seu primo Dmitri nas suas celas na prisão de Spalernaia, informando-os de que seriam transferidos e que tinham de arrumar os seus pertences. Inicialmente eles assumiram que iriam ser levados para Moscovo. O grão-duque Nicolau Mikhailovich até pensou que poderiam ser libertados, mas Jorge disse-lhe que o mais provável era serem levados para outro local para serem mortos. Todos tiveram consciência de que algo lhes iria acontecer quando, ao saírem, receberam ordens para deixar a sua bagagem. Os grão-duques foram levados para o lado de fora e empurrados para um camião que já levava outros quatro prisioneiros, bandidos comuns, e seis guardas vermelhos. À 1:20 da manhã o camião deixou a prisão. Foram conduzidos pelas margens do rio até ao Campo de Marte onde o camião avariou. Enquanto o condutor tentava voltar a ligar o camião, um dos condenados tentou fugir e foi morto com um tiro nas costas enquanto corria. O camião voltou a trabalhar outra vez e chegou ao seu destino na Fortaleza de Pedro e Paulo. Os prisioneiros foram empurrados brutalmente do camião até ao bastão de Trubetskoy. Aí receberam ordens para tirar as camisolas e casacos apesar do facto de estarem quase 40 graus abaixo de zero. Na altura eles já não tinham qualquer dúvida sobre o que estava prestes a acontecer e abraçaram-se uns aos outros pela última vez.

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Fontes consultadas

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