Palácio da Bemposta
O Palácio da Bemposta, também conhecido como Paço da Rainha e Paço da Bemposta, é um palácio situado em Lisboa onde está atualmente instalada a Academia Militar.
Depois de em 1685 Carlos II, Rei de Inglaterra ter morrido sem descendência legitima, a sua mulher, filha de D. João IV, a rainha D. Catarina de Bragança regressou a Portugal em 1693. Sem morada própria em Lisboa, a viúva decide adquirir a D. Francisca Pereira Teles as casas nobres e a vasta quinta agregada, não longe do centro de Lisboa e construiu, nesse sítio da Bemposta, o Paço da Rainha.[carece de fontes?] Anteriormente, existia já uma outra capela datada de 1701, e da autoria do arquiteto João Antunes (1642-1712). D. Catarina faleceu em 1705 tendo deixado, em testamento, o Palácio da Bemposta ao seu irmão rei D. Pedro II. É neste Palácio que, durante os dois períodos em que foi Regente do Reino de Portugal, deu despacho. Pela primeira vez, em 1704, em virtude de seu irmão, o Rei D. Pedro II, ter marchado com o Exército que apoiava o Arquiduque Carlos de Áustria na Guerra de Sucessão de Espanha: pela segunda em Janeiro de 1705, durante a doença de seu irmão.
Átrio, trata-se de um espaço de entrada amplo, com paredes decoradas com vários painéis de azulejos datados de 1918, representando cenas militares da história de Portugal e alusivos às armas do exército (artilharia a pé e de campanha, engenharia, cavalaria e infantaria) e ao serviço de administração militar, da autoria de Jorge Colaço, pintor e ceramista português. No meio destes existem vitrais representando as ordens militares portuguesas, nomedamente a Ordem Militar de Avis e a Ordem Militar de Cristo; Sala do Conselho Académico, nesta grande sala estão patentes os retratos a óleo dos comandantes da Escola Militar, desde a data da sua fundação, apresentados por ordem cronológica. As pinturas são de autores renomados, nomeadamente, Abel Manta, Henrique Medina, Maluda;, Luiz Miguel Alcide de Oliveira. Biblioteca da Academia Militar, sala com mezanine, decorada com móveis de madeira escura e detalhes em vermelho, mesas com abajur e cadeiras de veludo vermelho. O acervo da biblioteca, constituiu-se inicialmente, a partir de um conjunto de obras pertencentes à Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, fundada em 1790, no reinado de D. Maria I. A biblioteca é significativamente enriquecida em 1839 com obras provenientes das livrarias dos conventos cujas ordens religiosas foram extintas em 1834. Na biblioteca está também o espólio do Marquês Sá da Bandeira, composto por aproximadamente 3.000 livros;


