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Ben-Hur (1959)

Ben-Hur é um filme épico norte-americano de 1959 dirigido por William Wyler, produzido por Sam Zimbalist para Metro-Goldwyn-Mayer e estrelado por Charlton Heston, Jack Hawkins, Haya Harareet, Stephen Boyd e Hugh Griffith. O filme é uma refilmagem do longa homônimo de 1925 e também uma adaptação do romance Ben-Hur: A Tale of the Christ escrito por Lew Wallace. O roteiro é creditado a Karl Tunberg, porém contém contribuições de Maxwell Anderson, S. N. Behrman, Gore Vidal e Christopher Fry.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Enredo

No ano 26, o rico príncipe Judah Ben-Hur vive em Jerusalém com sua mãe Miriam, sua irmã Tirzah, seu leal escravo Simonides e a filha deste Esther, que é apaixonada por Ben-Hur mas está prometida a outro homem. Seu amigo de infância Messala trabalha como tribuno militar. Messala retorna para Jerusalém depois de vários anos longe como o novo comandante da guarnição romana local. Ele acredita na glória de Roma e seu poder imperial, enquanto Ben-Hur é devoto de sua fé e da liberdade do povo judeu. Algumas telhas soltas caem do telhado da casa de Ben-Hur durante um desfile para Valério Grato, o novo governador da Judeia. Grato é jogado de cima de seu cavalo assustado e é quase morto. Messala, cujas relações com Ben-Hur já estavam abaladas após ele recusar-se a lhe entregar os nomes dos rebeldes Israelitas que conspiravam contra o Império, condena o mesmo a ser escravo, mesmo sabendo que o episódio não passou de um acidente, também aprisionando Miriam e Tirzah. Ele espera intimidar a população judia ao prender um amigo de infância e cidadão israelita proeminente. Como consequência, a amizade de ambos acaba definitivamente e Ben-Hur, que agora passa a considerar Messala como seu maior inimigo, jura que terá sua vingança contra ele.

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Produção

A Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) originalmente anunciou em dezembro de 1952 uma refilmagem do filme mudo de 1925 Ben-Hur: A Tale of the Christ como um modo de gastar seus recursos italianos.[nota 1] Stewart Granger e Robert Taylor supostamente estavam concorrendo ao papel principal. O estúdio anunciou nove meses depois que realizaria o filme em CinemaScope, com as filmagens começando em 1954. A MGM anunciou em novembro de 1953 que havia contratado Sam Zimbalist para produzir o filme e Karl Tunberg para escrever o roteiro. Sidney Franklin seria o diretor enquanto Marlon Brando estaria no papel de Judah Ben-Hur. Zimbalist afirmou que o roteiro de Tunberg estava finalizado e anunciou em setembro de 1955 que a produção começaria em abril de 1956 com orçamento de sete milhões de dólares, com as filmagens durando seis ou sete meses em Israel ou no Egito com o novo processo widescreen de 65 mm da MGM. Entretanto, o estúdio suspendeu a produção do longa no início de 1956.

Desenvolvimento

O romance Ben-Hur: A Tale of the Christ, escrito por Lew Wallace e publicado em 1880, tinha 550 páginas de extensão. Zimbalist contratou vários roteiristas para diminuir a história e transformar o livro em um roteiro. De acordo com o autor Gore Vidal, mais de doze versões do roteiro foram escritas até 1958 por diferentes roteiristas. Ele próprio tinha recebido em 1957 um convite para escrever uma versão, porém recusou. Karl Tunberg foi um dos últimos escritores a trabalhar na história, com ele cortando tudo do livro que se passava depois da crucificação de Jesus, omitindo o subenredo de Ben-Hur fingindo sua morte e reunindo um exército judeu para lutar contra os romanos, e alterando o modo de como as mulheres com lepra são curadas. Zimbalist ficou insatisfeito com o roteiro de Tunberg, considerando-o "pedestriano" e "infilmável".

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Prêmios

Ben-Hur foi indicado para doze Oscars e venceu um recorde de onze: Melhor Filme (Sam Zimbalist), Melhor Diretor (William Wyler), Melhor Ator (Charlton Heston), Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffith), Melhor Direção de Arte – Decoração Colorida (Edward C. Carfagno, William A. Horning e Hugh Hunt), Melhor Fotografia em Cor (Robert L. Surtees), Melhor Figurino em Cor (Elizabeth Haffenden), Melhores Efeitos Especiais (A. Arnold Gillespie, Milo B. Lory e Robert MacDonald), Melhor Edição (John D. Dunning e Ralph E. Winters), Melhor Música (Miklós Rózsa) e Melhor Gravação de Som (Franklin Milton e Departamento de Som da MGM). Apenas dois filmes desde então conseguiram igualar esse feito: Titanic em 1998 e The Lord of the Rings: The Return of the King em 2004. A única categoria em que Ben-Hur não venceu foi Melhor Roteiro Adaptado, onde perdeu para Room at the Top, com a maioria dos observadores acreditando que isso se deu por causa de toda controvérsia gerada sobre os créditos de escrita. A MGM e a Panavision também dividiram um prêmio especial técnico pelo desenvolvimento do processo fotográfico das câmeras de 65 mm.

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Fontes consultadas

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