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Bernardino Lopes

Bernardino da Costa Lopes foi um poeta brasileiro de diferentes tendências literárias na passagem do século XIX ao XX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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Biografia

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Filho de Antônio da Costa Lopes, escrivão de cartórios de registro civil, Bernardino Lopes fez concurso para os correios em 1876, sendo nomeado posteriormente e fazendo deste o seu emprego durante sua vida. O poeta mulato B. Lopes nasceu antes do fim da escravidão, mas como filho de pais livres e membros da classe média pobre: o pai, Antônio, escrivão, e a mãe, Mariana, costureira, obteve aceitação literária na sociedade devido principalmente a sua poesia. B. Lopes foi um dos fundadores da Folha Popular (1891), onde foi lançado o primeiro manifesto do Simbolismo no Brasil. Chegou a gozar de certo prestígio na época, inclusive a prefaciar o primeiro livro de versos (Anforas) de Jonas da Silva (1880-1947) e teve epígonos que o imitaram, influenciados principalmente através de volume Cromos em várias partes do país. B. Lopes era amigo pessoal de Olavo Bilac e se encontravam na casa da Princesa Isabel onde conheceu Cleta.

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Análise Literária da Obra

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Membro da boemia intelectual, sua poesia possui filiação entre o extremo fim do Romantismo, com influências mais evidentes no Parnasianismo e no Simbolismo. Desta primeira etapa, vista ainda com reminiscências românticas e sobretudo parnasianas, é Cromos (1881), com o qual obteve reconhecimento relativo e crescente na década de 80 do século XIX. Seus cromos representam, conforme Alfredo Bosi, "uma linha rara entre nós: a poesia das coisas domésticas, os ritmos do cotidiano". Foi através de Cromos, reeditada e aumentada em 1896, que a poesia de B. Lopes alcançou maior êxito entre todas as suas publicações posteriores, talvez igualada por Sinhá Flor (1899) e Val de Lírios (1900). Em 1890, Cruz e Sousa chegou ao Rio de Janeiro: ele, B. Lopes, Emiliano Perneta e Oscar Rosas formaram o primeiro grupo de simbolistas brasileiros. Desse novo período, embora não totalmente imerso na estética do Simbolismo, fazem parte Brasões (1895), Sinhá Flor (1899), Val de Lírios (1900), Helenos (1901) e Plumário (1905). Sua fase no Simbolismo foi paralela a fase parnasiana, devido a enorme pressão literária e social que esta última corrente exercia na literatura brasileira naquele período.

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Obras

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Este soneto, em domínio público, é exemplo da poética do autor:

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