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Berta da Suábia

Berta da Suábia, também conhecida como Berta da Alamânia foi rainha da Borgonha de 922 a 937 e rainha da Itália de 922 a 926, como esposa de Rodolfo II da Borgonha. Ela foi novamente rainha da Itália de 937 até 947 pelo seu segundo casamento com Hugo de Arles, de quem foi a quarta esposa. Ficou conhecida como a "Boa Rainha Berta" por sua defesa de Payerne contra os sarracenos, e por sua fundação de igrejas e mosteiros. Ela foi a avó materna do imperador Otão II, e bisavó materna do imperador Henrique II.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Família e Origens

Berta foi a única filha do duque Burcardo II da Suábia e de Regelinda de Zurique. Os seus avós paternos eram Burcardo I da Suábia e Lugarda da Saxônia, cujo primeiro marido foi o rei Luís III da Germânia. Os seus avós maternos eram Everardo, Conde de Zurique e Gisela. Berta teve quatro irmãos: Gisela, abadessa em Waldkirch; Hicha, mãe de Conrado da Lorena, conhecido como "o Ruivo"; Burcardo III, marido de Edviges da Baviera, que tornou-se duque da Suábia em 954 após o ducado ter sido confiscado de Liudolfo, filho do primeiro casamento de Otão I do Sacro Império Romano-Germânico, e Adalrico, monge em Einsiedeln. Como filha do duque da Suábia, Berta era um membro da família Hunfridingi (chamada também de Burcardingi), de origem alamana ou franca, que descendia do seu fundador Unfrido, marquês da Ístria, duque de Friul (supostamente o último sob o reinado de Carlos Magno) e conde da Récia. O último membro foi o irmão de Berta, Burcardo III, que morreu em 973. Descendentes da dinastia continuaram a existir através da linhagem feminina da Dinastia Wettin, possivelmente através do progenitor dos Wettin, Teodorico I, que seria filho de Burcardo III. A sede dos primeiros duques da Suábia era o Castelo de Hohentwiel, uma fortaleza cujas ruínas estão localizadas no topo no vulcão extinto de Hohentwiel, na região de Hegau, no atual estado alemão de Baden-Württemberg.

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Biografia

Primeiro casamento

Berta e Rodolfo II da Borgonha se casaram no ano de 922. Ele era filho do rei Rodolfo I da Borgonha e de Guila da Provença. Os governantes da Antiga Casa de Guelfo da Borgonha Transjurana tinham feito guerra na Turgóvia (hoje um cantão na Suíça), adjacente à região da Suábia várias vezes, e, por isso, o casamento serviu como um gesto de reconciliação. Rodolfo tinha atacado o território em 918, e novamente em 919, na Batalha de Winterhur, quando o rei Rodolfo foi derrotado pelo duque Burcardo II. Assim, foi feita a aliança matrimonial para pôr um fim à luta. O pai da jovem também cedeu ao novo genro as terras a oeste do Rio Reuss, e ao sul do Rio Reno, essencialmente a Argóvia, e fez do irmã de Rodolfo, Luís, o conde da Turgóvia.

Segundo casamento

Em 12 de dezembro de 937, a rainha viúva se casou com Hugo, em Colombier. Ele era filho de Teobaldo de Arles e de Berta da Lotaríngia, filha do rei Lotário II da Lotaríngia, e portanto, descendente de Carlos Magno. Contudo, o casamento não foi feliz, e Hugo costumava trair a esposa com várias amantes. Ele já tinha sido casado três vezes antes: primeiro com Guila da Provença (a mãe de Rodolfo II), depois com Alda/Hilda, e por fim, foi o último marido de Marózia, mãe do Papa João XI, de outro relacionamento. Para expandir o seu reino, Hugo decidiu casar a filha da esposa, Adelaide, com o seu próprio filho, Lotário II da Itália, nascido de seu segundo casamento com Alda ou Hilda. A notícia do casamento provocou indignação em outros monarcas da época. Otão I, conhecido como "o Grande", percebeu que um reino reunificado da Itália seria um grande ameaça para o seu império, e, imediatamente, sequestrou o irmão de Adelaide, Conrado I, o novo rei da Borgonha que tinha apenas 12 anos, que cresceu prisioneiro da corte alemã. Mais tarde, Otão I se casaria com Adelaide, após a morte de Lotário II.

Últimos anos e Legado

Durante essa época turbulenta, a antiga rainha se estabeleceu em Payerne, hoje na Suíça, onde foi fundado o Priorado de Payerne, entre 950 e 960, pela família real da Borgonha. Em 965, a filha de Berta, a imperatriz Adelaide, colocou Payerne, dedicado a Maria, sob a autoridade da Abadia de Cluny, localizada na Borgonha. Em 1033, o imperador Conrado II, foi eleito e coroado rei da Borgonha no priorado. Procurando a paz, ela acabou por encontrar uma situação caótica, pois os sarracenos continuavam a atormentar os camponeses locais, que revidavam da melhor forma que podiam. Berta, decidida a resolver o problema, levantou um exército para expulsar os piratas espanhóis de uma vez por todas, e convocou os monges beneditinos de Cluny para reconstruir o mosteiro, e ensinar as mulheres a tecer lã, para que pudessem ter uma fonte de renda tão necessária. A partir desse episódio, nasceu a lenda da rainha Berta.

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Lendas

Berta adquiriu uma ótima reputação, sendo chamada de "Boa Rainha Berta" na Suíça romanda, principalmente em Vaud, e inúmeros mitos e lendas surgiram sobre a sua vida. O livro de lendas suíças de C. Kohlrusch, publicado em 1854, retrata Berta como gentil e benevolente. Porque ela não gostava de se vestir com roupas e joias caras e morar em palácios magníficos, ela era chamada de "a mulher humilde" pelo povo. Vestida com roupas simples, com a sua roca de fiar apoiada na sela, ela cavalgava pelos terras no seu garanhão. Ela parava em sítios e fazendas de leite para ver como as famílias de seus súditos estavam, para inspecionar os galinheiros, e para perguntar sobre os estados dos animais e o rendimento dos cultivos. Na primeira metade do século XII, os monges de Payerne falsificaram uma série de documentos que ficaram conhecidos como o "Testamento da Rainha Berta", e declararam Berta a fundadora de Payerne. Com os documentos falsificados adquiriram direitos que não eram seus. A lenda da rainha Berta como benfeitora de Vaud, que foi revivida quando o cantão foi fundado, também remonta a estes documentos.

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Fontes consultadas

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