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Alaziz Bilá

Abu Mansur Nizar, conhecido por seu nome de reinado como al-Aziz Billah ou Alaziz Bilá, foi o quinto califa da dinastia fatímida, de 975 até sua morte em 996. Seu reinado viu a captura de Damasco e a expansão fatímida para o Levante, o que trouxe al-Aziz ao conflito com o imperador bizantino Basílio II pelo controle de Alepo. Durante o curso dessa expansão, al-Aziz tomou para seu serviço um grande número de soldados-escravos turcos e Dailamitas, quebrando assim o quase monopólio sobre o poder militar fatímida detido até então pelos Berberes Kutama.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Nizar, o futuro al-Aziz Billah, nasceu em 10 de maio de 955, o terceiro filho do quarto califa fatímida, al-Mu'izz li-Din Allah. Sua mãe, Durzan, geralmente conhecida como al-Sayyida al-Muʿizzīya ("a Senhora de al-Mu'izz") era a concubina principal de al-Mu'izz, e provavelmente de origem beduína. Ela era conhecida por sua bela voz para o canto, o que lhe rendeu o apelido de Taghrīd ("Gorjeio"). Ela também é registrada como a primeira patrona feminina da arquitetura fatímida. Ela morreu em 995. Em 974, seu irmão mais velho Abdallah ibn al-Mu'izz — que havia sido o herdeiro designado de preferência ao mais velho dos filhos de al-Mu'izz, Tamim — morreu, e Nizar se tornou o sucessor designado de seu pai (walī al-ʿahd). A sucessão não foi confirmada[a] diante dos membros da dinastia e da corte, no entanto, até um dia antes da morte de al-Mu'izz em 18 de dezembro de 975. Sua proclamação oficial como califa foi adiada até 9 de agosto de 976.

Administração e economia

De acordo com as fontes, al-Aziz Billah era "alto, com cabelos ruivos e olhos azuis, generoso, corajoso, apreciador de cavalos e da caça e de disposição muito humana e tolerante". Ele se destacou por sua habilidade como administrador, reformando as finanças do estado fatímida, padronizando e agilizando o pagamento de funcionários e tomando medidas para garantir a integridade deles. Ao mesmo tempo, era conhecido por seu estilo de vida extravagante e obsessão por objetos e materiais preciosos, animais raros e iguarias; diz-se que em uma ocasião, ele fez pombos-correio trazerem cerejas de Baalbek. A economia egípcia também foi incentivada, e a receita tributária aumentou, através da expansão de ruas e canais e do estabelecimento de uma moeda estável. O bem-estar econômico geral também foi aparente em um elaborado programa de construção.

Reformas militares

Al-Aziz também empreendeu grandes reformas militares. Os Berberes, e especialmente a tribo Kutama, eram tradicionalmente a base dos exércitos fatímidas e desempenharam o papel principal na tomada da Ifríquia e na conquista do Egito e do sul do Levante sob os antecessores de al-Aziz. Até a década de 970, os Kutama forneciam a cavalaria, com a infantaria composta por escravos eslavos (Ṣaqāliba), gregos (Rūm) e africanos negros (Sūdān ou ʿabīd). No entanto, as incursões no Levante revelaram as inadequações de um exército baseado principalmente nos Kutama e, a partir de 978, al-Aziz começou a introduzir mercenários do Oriente Islâmico, especialmente soldados-escravos turcos e Dailamitas (ghilmān). A adoção do sistema ghilmān teve repercussões de longo alcance, pois os ghilmān turcos rapidamente assumiram cargos de confiança no estado e começaram a rivalizar com os Kutama por influência, especialmente quando o fluxo de novos recrutas da pátria Kutama diminuiu após c. 987/88. Consequentemente, um forte antagonismo se desenvolveu entre os dois grupos, denominados Maghāriba ("Ocidentais") e Mashāriqa ("Orientais"), respectivamente, que explodiria em guerra aberta após a morte de al-Aziz.

Políticas religiosas

O emprego do cristão Ibn Nesturus, assim como o do judeu Manashsha como Secretário para o Levante, foi um exemplo proeminente da tolerância dos fatímidas em assuntos religiosos, incentivada ainda mais sob al-Aziz por sua esposa cristã melquita. Dois de seus irmãos, Orestes e Arsênio, foram nomeados como Patriarca de Jerusalém e bispo metropolitano do Cairo, respectivamente. Os cristãos coptas também se beneficiaram do favor do califa: por exemplo, ao permitir que reconstruíssem a Igreja de São Mercúrio apesar da oposição muçulmana, ou ao se recusar a punir um homem muçulmano que se converteu ao cristianismo. Essa leniência, coroada pela nomeação de Ibn Nesturus e Manashsha para altos cargos, foi ressentida pela população muçulmana, incitada por panfletos hostis que circulavam entre eles. O califa foi brevemente forçado a depor seus dois ministros e prendê-los, mas logo sua indubitável habilidade garantiu sua libertação e reintegração. O ânimo anticristão foi mais evidente em 996, quando mercadores de Amalfi foram suspeitos de serem responsáveis por um incêndio que destruiu o arsenal no Cairo; em um pogrom anticristão em toda a cidade, os amalfitanos foram assassinados e igrejas foram saqueadas.

Expansão na Síria

Nos assuntos externos, al-Aziz concentrou-se na extensão do controle fatímida sobre a Síria, cuja conquista havia começado imediatamente após a Conquista fatímida do Egito em 969. A posse da Síria, e particularmente da Palestina, era um objetivo constante de política externa para muitos governantes do Egito, tanto antes quanto depois dos fatímidas, para impedir a rota de invasão mais provável ao país pelos impérios da Ásia Ocidental. No caso fatímida, esse impulso recebeu ímpeto adicional por suas ambições de liderar todo o mundo islâmico e destronar o Califado Abássida conquistando o Iraque e as terras islâmicas orientais, o que só era possível através da Síria. Ao mesmo tempo, o equilíbrio de poder na região foi alterado com a expansão simultânea do Império Bizantino para o norte da Síria contra o emirado hamadânida de Alepo, culminando na captura de Antioquia em 969. Os fatímidas usaram o avanço bizantino como um item importante em sua propaganda, alegando ser a única potência capaz de liderar a jihād contra a ameaça "infiel". No entanto, a política fatímida em relação à Síria durante a parte inicial do reinado de al-Aziz foi dominada pelo vizir Ibn Killis, que, de acordo com o historiador Hugh N. Kennedy, "acreditava que os fatímidas deveriam se concentrar em controlar a Palestina e o sul da Síria, enquanto deixavam o norte para os hamadânidas e seus sucessores para formar um estado-tampão contra os bizantinos, com quem o califa deveria tentar manter boas relações".

Expansão na Arábia e retirada do Norte da África

Juntamente com a Síria, al-Aziz presidiu a uma expansão da influência fatímida na Península Arábica. O Hajj — ou pelo menos as caravanas que partiam do Cairo com os peregrinos do mundo islâmico ocidental — foi colocado sob controlo e proteção fatímida, apesar do custo considerável que isso acarretava. Os emires de Meca, embora de facto autónomos, reconheciam a suserania dos fatímidas desde a conquista do Egito, em sinal do qual os fatímidas gozavam do prestigioso privilégio de fornecer todos os anos a nova cobertura da Caaba (a quiswa) e de hastear uma coroa cerimonial, a shamsa diante da Caaba. A morte de al-Mu'izz em 975 foi usada como pretexto — muito provavelmente com o incentivo dos carmatas — pelo Xerife de Meca para a renúncia à suserania fatímida, mas o envio de um exército que cortou o abastecimento da cidade restaurou rapidamente o controlo fatímida.

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Família

Imagem: Unknown authorUnknown author · BY-SA · Openverse

As informações sobre as consortes de al-Aziz não são claras. O seu filho sobrevivente mais velho era uma filha, Sitt al-Mulk, nascida em 970. A sua mãe é designada como uma umm walad nas fontes, indicando que a certa altura ela também deu um filho a al-Aziz, que aparentemente morreu na infância. Ela é comummente identificada com a Sayyida al-ʿAzīzīya ("a Senhora de Aziz"), que é frequentemente mencionada nas fontes e morreu em 995. Em 979, al-Aziz casou-se com uma prima sua (a relação precisa é desconhecida). Teve também uma terceira mulher, uma cristã grega bizantina, que foi a mãe do seu sucessor, al-Hakim.

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Fontes consultadas

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