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Orgulho e Preconceito

Pride and Prejudice é um romance da escritora britânica Jane Austen. Publicado pela primeira vez em 1813, embora houvesse sido concluído em 1797, antes de a autora completar 21 anos, em Steventon, Hampshire, onde Jane morava com os pais. Originalmente denominado First Impressions, nunca foi publicado sob este título; ao fazer a revisão dos escritos, Jane intitulou a obra e a publicou como Pride and Prejudice. Austen pode ter tido em mente o capítulo final do romance de Fanny Burney, Cecilia, chamado "Pride and Prejudice".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Enredo

No início do romance, Mr. Bingley, um jovem e saudável cavalheiro, aluga uma propriedade no campo chamada Netherfield, perto dos Bennet. Ele chega à cidade acompanhado de suas irmãs, Caroline Bingley e Louisa Hurst, seu cunhado, Mr. Hurst, e de um amigo, Mr. Darcy. Enquanto Bingley é bem recebido pela comunidade, Darcy mantém uma postura mais distante e desconfiada com relação às pessoas do campo. Bingley e Jane Bennet iniciam um relacionamento, a despeito das interferências inadequadas e embaraçosas de Mrs. Bennet e da oposição das irmãs de Bingley, que consideram Jane socialmente inferior. Enquanto isso, Elizabeth é “ferida” pela rejeição de Darcy durante uma dança local, e decide rebater a indiferença de Darcy com sua perspicácia e espirituosidade. Elizabeth começa, por sua vez, uma amizade com Mr. Wickham, um oficial que tem animosidades com Darcy. Wickham conta-lhe que foi maltratado por ele e isso passa a ser um dos motivos pelos quais Elizabeth odeia Darcy. Ironicamente, mas sem o conhecimento dela, Darcy começa a se interessar aos poucos por Elizabeth.

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Tema

Muitos críticos têm analisado o título como um dos pontos importantes na temática de Pride and Prejudice; contudo, Robert Fox considera fatores comercias na escolha do título, pois, após o sucesso de Sense and Sensibility, nada mais natural do que oferecer outro romance do mesmo autor usando novamente a fórmula da antítese no título. E as qualidades indicadas no título não podem ser consideradas exclusivas de um ou outro protagonista: ambos, Elizabeth e Darcy apresentam “pride and prejudice". Um dos temas mais persistentes dos trabalhos de Austen é a importância do ambiente e do crescimento do caráter e moralidade no desenvolvimento dos jovens. Situação social e riqueza não são necessariamente vantagens no mundo e, para Austen, os pais são ineficazes. Em Pride and Prejudice, a falha de Mr e Mrs Bennet (em especial a última) como pais acaba tendo como consequência a ausência de senso moral de Lydia; Darcy, por outro lado, apesar de ser honrado, é também vaidoso e arrogante.

Casamento

No decorrer do romance ocorrem ao todo 4 casamentos, cada um dos noivos têm personalidades diversas e interesses ainda mas diferentes, fazendo-nos pensar em como a representação desses casamentos são únicos. Logo no começo do livro pode-se ver como o casamento é de extrema importância não só para as mulheres da família Bennet, mas para a sociedade inglesa como um todo: “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de esposa”. Casar cedo era uma necessidade da época para as mulheres. A temática do casamento aparece pela primeira vez quando Mr. Collins aparece na história a procura de uma noiva, não parecendo se importar com quem seria. Com ele ocorre o primeiro casamento durante o livro, entre ele e Charlotte Lucas. Esse casamento teve como base uma troca de interesse entre os noivos, Charlotte por já ser considerada velha para se casar e o senhor Collins devido a sua posição como clérigo. Collins acha urgente casar pois precisa dar o exemplo ao povo com um bom casamento. Sendo um casamento de interesse e convivência mas sem amor, o convívio entre o par foi escasso, podendo ser considerado até como inexiste, antes do noivado. Esse casamento se tornou uma grande oportunidade para os dois, pois acreditavam que iriam ter uma vida tranquila e vivida de forma leve.

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Histórico

Originalmente denominado por Jane Austen, foi escrito entre outubro de 1796 e agosto de 1797. Em 1º de novembro de 1797, o pai de Austen mostrou o manuscrito para o editor Thomas Cadell, de Londres, mas foi rejeitado, ficando nas mãos de Austen. Austen revisou o roteiro entre 1811 e 1812, e posteriormente mudou o título para Pride and Prejudice. A autora pode ter tido em mente o capítulo final do romance de Fanny Burney, Cecilia, chamado "Pride and Prejudice". No período entre a complementação de First Impressions e sua revisão, dois outros trabalhos foram publicados com o mesmo nome: um romance de Margaret Holford e uma comédia de Horace Smith. Austen vendeu os direitos autorais do livro para Thomas Egerton, de Whitehall, por £110 (Austen tinha pedido £150). Egerton publicou a 1ª edição de Pride and Prejudice em 3 volumes, em janeiro de 1813, com uma 2ª edição em novembro daquele ano, e uma 3ª edição em 1817.

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Recepção

O romance foi bem recebido na época, e Jan Fergus o chama "her most popular novel, both with the public and with her family and friends" ("seu romance mais popular, tanto com o público, quanto com sua família e amigos"), e David Gilson, em A Bibliography of Jane Austen (Clarendon, 1982), revela que Pride and Prejudice foi referido como “o romance elegante” por Anne Isabella Milbanke, esposa de Lord Byron. Contudo, Charlotte Brontë ,em uma carta para o crítico e editor George Henry Lewes, se declararia grandemente desapontado com o romance de Austen, se tratando de "um cuidadoso cercado, um jardim muito bel cultivado, com limites cuidados e flores delicadas, mas ... sem nenhum campo aberto, nem ar fresco ou uma colina verdejante, tampouco um belo riacho."

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Adaptações

Literatura

O romance inspirou vários outros trabalhos, que não são, exatamente, adaptações diretas. Entre os livros inspirados em Pride and Prejudice podem ser citados:

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Fontes consultadas

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