Robson Pinheiro
Robson Pinheiro Santos é um médium psicógrafo brasileiro. Suas obras psicografadas destacam-se pela influência da Umbanda.
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Cresceu na região do vale do Rio Doce onde teve as suas primeiras experiências mediúnicas ainda na adolescência. De formação protestante, veio a conhecer a Doutrina Espírita por orientação de companheiros espirituais, tendo ingressado no movimento espírita em 1978, no Grupo Espírita da Caridade, em Ipatinga. Transferiu-se mais tarde para Belo Horizonte, em cuja região metropolitana teve oportunidade de contribuir para a constituição de diversas casas espíritas. Fundou ainda a editora "Casa dos Espíritos", órgão independente da divulgação doutrinária e o "Núcleo de Expansão da Consciência", responsável pela divulgação da doutrina através de cursos, seminários, vídeos, jornais, livros, revistas e pela promoção de peças teatrais espíritas. Atualmente atua na Sociedade Espírita Everilda Batista, que ajudou a fundar, e onde desenvolve atividades mediúnicas e sociais. É também idealizador, fundador e coordenador do Instituto Robson Pinheiro, da Unispiritus, da Clínica Holística Joseph Gleber e do Colegiado Guardiões da Humanidade.
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Apesar do sucesso de seus livros e cursos, ele despertou polêmicas em relação a sua atuação como médium e autor. Uma dessas polêmicas se refere a um erro histórico existente na biografia do suposto espírito Joseph Gleber, publicada no livro Medicina da Alma (1997), psicografado por Robson Pinheiro. O texto da biografia de Joseph Gleber afirma que J. Robert Oppenheimer, físico norte-americano que dirigiu o Projeto Manhantan (responsável pela criação da bomba atômica norte-americana) teria sido um dos físicos que trabalharam no projeto da bomba atômica alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A biografia de Joseph Gleber também contém fatos improváveis, como afirmar que judeus como Gleber e Oppenheimer teriam sido convidados pelo regime de Adolf Hitler para trabalhar no desenvolvimento da bomba atômica para a Alemanha nazista. Nesse contexto, cabe apontar que em 1935, antes do início do projeto de energia nuclear alemão, foram implementadas as chamadas Leis de Nuremberg, que institucionalizaram a perseguição aos judeus na Alemanha, resultando inclusive na proibição de que judeus mantivessem cargos de professores nas universidades alemãs. Muitos físicos judeus eminentes, como Einstein, deixaram a Alemanha nazista antes mesmo de 1935. Diante do erro histórico quanto ao papel de Oppenheimer do projeto da bomba atômica alemã, a segunda edição de "Medicina da Alma" (2007) incluiu uma nota de rodapé onde se lê: "Segundo ele [o espírito Joseph Gleber], compete às pesquisas humanas estabelecer os laços entre Oppenheimer e o governo totalitário; embora esse fato possa não estar demonstrado nas evidências conhecidas do grande público, prefere sustentar aquilo que, de acordo com seu ponto de vista espiritual, corresponde à verdade histórica.". No entanto, estudos sobre o projeto Manhattan, sobre a vida de J. Robert Oppenheimer e sobre o projeto da bomba atômica alemã não trazem nenhuma referência sobre a suposta associação entre o físico norte-americano e o governo nazista.


