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Blitzkrieg

A Blitzkrieg é uma palavra usada para descrever um ataque surpresa de armas combinadas, utilizando uma força concentrada e rápida, que pode consistir de formações blindadas e de infantaria motorizada ou mecanizada; juntamente com artilharia, assalto aéreo e apoio aéreo aproximado; com o objetivo de romper as linhas de defesa do oponente, desestabilizar os defensores, desequilibrar os inimigos ao dificultar sua resposta a uma frente em constante mudança e derrotá-los em uma Vernichtungsschlacht decisiva: uma batalha de aniquilação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Origens

A estratégia da "guerra-relâmpago" foi aperfeiçoada pelo general alemão Heinz Guderian no final de década de 1930. O efeito desejado pela guerra-relâmpago só pode ser obtido pela utilização coordenada da infantaria, dos blindados e da aviação, que agem conjuntamente para "perfurar" as linhas inimigas em um ponto de ruptura. Todo "atrito" com as forças inimigas era evitado. Se um foco de resistência era encontrado, era imediatamente cercado, suas comunicações interrompidas (o que dificultava a tomada de decisões e a transmissão de ordens) e o resto das tropas de ataque continuava seu avanço ao interior do campo inimigo o mais rapidamente possível. O foco de resistência era destruído mais tarde, pelas forças de infantaria que seguiam o ataque surpresa. Foi graças a essa táctica ofensiva inovadora que a Wehrmacht conseguiu vencer os exércitos aliados durante a primeira parte de Segunda Guerra Mundial, principalmente quando da invasão da Polônia, da Dinamarca (Operação Weserübung), da França (com os Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo), Iugoslávia, Grécia e da União Soviética (Operação Barbarossa), e também graças ao seu poderio militar superior e ao despreparo das forças armadas dos países invadidos. Segundo Albert Speer, esta estratégia só foi inicialmente bem-sucedida porque a IG Farben importou combustíveis sintéticos, óleo lubrificante e diesel da Standard Oil e da Texaco através de portos espanhóis, sem o qual a Invasão da Polônia e o próprio conceito de Blitzkrieg não teria sido possível.

O papel dos estimulantes na Blitzkrieg

Segundo alguns autores, um dos factores do sucesso da blitzkrieg, em particular durante as invasões da Polónia em 1939 e de França em 1940, foi a utilização de Pervitin, uma metanfetamina, para melhorar o desempenho e a capacidade de concentração das tropas. Primeiro testada na Polónia — onde a sua distribuição ficou ao critério de comandantes, oficiais médicos ou iniciativas individuais — foi depois já oficialmente distribuída ás tropas antes da invasão da França. De Abril a Junho de 1940, a Wehrmacht recebeu mais de 35 milhões de tabletes de Pervitin. A droga reduzia a sensibilidade à dor e à fome e á necessidade de dormir. Isto possibilitou o avanço rápido e constante dos alemães, que já não sentiam necessidade de descansar e dormir; segundo o próprio Guderiam, em França, as suas tropas não descansaram durante dezessete dias.

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Pós-Segunda Guerra Mundial

Depois da Segunda Guerra Mundial, e particularmente durante o período da Guerra Fria, os comandos militares temiam uma invasão de tipo "blitzkrieg", quer pelo Pacto de Varsóvia quer por parte da OTAN (NATO). Em tempos mais próximos, o princípio da "blitzkrieg" foi usado pelos Estados Unidos sob o comando do general norte-americano Norman Schwarzkopf para alcançar uma rápida vitória sobre o Iraque de Saddam Hussein em 1991 na Guerra do Golfo, e na Invasão do Iraque de 2003 pelo general Tommy Franks.

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O termo

Imagem: enigmabadger · BY-NC-SA · Openverse

A origem do termo "blitzkrieg" é controversa e debatível. Se realmente existiu como doutrina militar, foi parte da estratégia de guerra alemã desenvolvida entre os anos de 1933 e 1939. Mas, para muitos historiadores, há dúvidas contundentes de que se a blitzkrieg era de fato uma estratégia militar coerente empregada ou resultado de decisões táticas feitas no momento, trabalhadas em cima de táticas militares concebida antes mesmo da Segunda Grande Guerra começar. Para muitos historiadores e especialistas, a palavra blitzkrieg não era usada como termo militar e as táticas alemãs empregadas nas ofensivas entre 1939 e 1942 (com exceção da Operação Barbarossa) eram na verdade improvisadas, não baseadas em uma estratégia militar ampla previamente desenhada. Assim, muitos historiadores afirmam que os alemães não inventaram uma nova estratégia de guerra, mas apenas utilizaram novas tecnologias e as aplicaram nas ideias tradicionais da doutrina alemã de Bewegungskrieg ("guerra de movimento") para alcançar suas vitórias decisivas. Portanto, para diversos acadêmicos, a noção da blitzkrieg como um termo militar planejado é, provavelmente, um mito. Um dos argumentos usados para defender tal afirmação é o fato de que o termo não era usado pela Wehrmacht, sendo apenas mencionado mais notavelmente e com maior frequência pelos generais alemães apenas após o conflito ter terminado.

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