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Blues britânico

O blues britânico é uma forma de música derivada do blues estadunidense que se originou na década de 1950 e que alcançou o máximo de popularidade na década de 1960, quando desenvolveu um distintone influente estilo dominado pela guitarra elétrica e deu origem a estrelas internacionais de alguns proponentes do gênero, incluindo The Rolling Stones, Eric Clapton, Fleetwood Mac e Led Zeppelin. Um número destes moveu-se para o mainstream do rock e, como resultado, o blues britânico ajudou a formar muitos sub-gêneros do rock. Desde então, o interesse direto no blues no Reino Unido diminiui, mas muitos dos artistas-chave retornaram ao estilo em anos recente, novos atos emergiram e há um renovado interesse no gênero.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/09/2026
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Origens

O blues estadunidense se tornou conhecido no Reino Unido da década de 1930 em diante através algumas fontes, como gravações levadas ao país, particularmente por negros do exército americano estacionados lá na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria, e também através de importações ilegais. O blues era relativamente conhecido para músicos britânicos de jazz e fãs e presente especialmente nos trabalhos de figuras como as cantoras Ma Rainey e Bessie Smith e os influenciados pelos blues boogie woogie de Jelly Roll Morton e Fats Waller. Em 1955, a maior parte das gravações britânicas eram realizadas na HMV e EMI, sendo que esta trouxe a sua subsidiária Decca Records, que começou a distribuir o jazz americano, aumentando as gravações de blues para o que era um mercado emergente. Muitos tiveram contato com a música através da mania do skiffle na segunda parte da década de 1950, particularmente pelas canções de Leadbelly, interpretadas por artistas como Lonnie Donegan. Como o skiffle começou a perder popularidade no final dessa década e o rock and roll britânico começou a dominar as paradas, vários músicos foram do skiffle para o blues. Entre esses estava o guitarrista e tocador de gaita Cyril Davies, que fez cuidou do London Skiffle Club (Clube de Skiffle de Londres), que tinha sede na casa pública Roundhouse em Londres, e o também guitarrista Alexis Korner. Ambos trabalharam para o líder de bandas de jazz Chris Barber, tocando no segmento R&B que ele introduziu para o espetáculo. O clube servia como um ponto de encontro para os atos do skiffle britânico e Barber era responsável por trazer músicos americanos de folk e blues, os quais eram muitos melhor pagos e mais conhecidos na Europa do que em sua terra natal. O primeiro grande artista foi Big Bill Broonzy, que visitou a Inglaterra na metade da década de 1950, mas que mais do que o seu Chicago blues elétrico, tocava um folk blues ajustando-se às expectativas do blues americano como um forma de música folk. Em 1957, Davies e Korner decidiram que o seu interesse central era o blues e fecharam o clube de skiffle, reabrindo-o um mês depois como The London Blues and Barrelhouse Club (O Clube de Blues e Bar de Londres). Nesse momento, o blues britânico era tocado imitando o Delta blues e o country, fazendo parte da segunda onda emergente do folk britânico. Criticado ao mudar esse estilo, Muddy Waters, que visitou o país em 1958, inicialmente chocou as audiências britânicas ao tocar um blues elétrico com amplificadores; porém, brevemente já estava tocando para multidões estáticas e em delírio. Davies e Korner, tendo já se separado de Barber, agora tocavam um blues elétrico amplificado que se tornou modelo para o sub-gênero; eles formaram a banda Blues Incorporated.

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O "boom" do blues britânico

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Enquanto a Blues Incorporated e a Mayall's Bluesbreakers eram bem conhecidos nos circuitos de jazz e R&B de Londres, a próxima geração de bandas de blues britânico estavam prontas para ter uma popularidade no mainstream. Os Rolling Stones e os Yardbirds foram beneficiados pelo Beat Boom britânico que começou a romper a barreira do seu a partir de 1962 e que, em 1964, levou essa bandas a encabeçarem a Invasão Britânica. Além de covers de canções do Chicago Blues, os Stones interpretavam músicas de Chuck Berry, Buddy Holly e Bobby e Shirley Womack. Foi com uma canção destes que a banda teve uma música sua como número um no Reino Unido, em 1964. O blues continuou influenciando a música dos Rolling Stones - o seu lançamento de Little Red Rooster como single levou a canção ao topo das listas do país, em dezembro de 1964 - mas eles não eram somente um grupo de blues. Os Yardbirds tiveram um pouco de sucesso com o single "For Your Love", baseada em blues e com alguns sons pop, em 1965, o que causou a saída de Eric Clapton da banda. Como no caso dos Stone, o blues continuou sendo a maior influência entre muitas outras nos Yardbirds, mesmo com diferentes formações, que incluíram Jeff Beck e Jimmy Page. A outra banda que teve um impacto similar nesse período foi a The Animals, que tinha um som dominado pelos teclados de Alan Price, não muito usual à época, e uma das poucas vozes que podiam rivalizar com os cantores de blues americano pelo impacto, com Eric Burdon nos vocais. Eles se mudaram para Londres em 1964 e lançaram uma série de singles de sucesso, começando com "House of the Rising Sun", misturando folk e soul mais comerciais, enquanto seus álbuns eram dominados por um padrão de blues.

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Sobrevivência e ressurgência

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Apesar de ofuscados pelo crescimento do rock, o blues não desapareceu no Reino Unido, com bluesmen americanos como John Lee Hooker, Eddie Taylor, e Freddie King continuando a serem bem recebidos no país. Uma cena doméstica ativa liderada por figuras como Dave Kelly e sua irmã, Jo Ann Kelly, ajudou a manter o blues acústico vivo no circuito britânico de folk. Dave Kelly também foi um dos fundadores do The Blues Band com os antigos integrantes da Manfred Mann, Paul Jones e Tom McGuinness, Hughie Flint e Gary Fletcher. A Blues Band foi creditada como ter dado o pontapé inicial para um segundo "boom" do blues no Reino Unido, que, pelos anos 1990, liderou festivais pelo país, incluindo The Swanage Blues Festival, The Burnley National Blues Festival, The Gloucester Blues and Heritage Festival e The Great British Rhythm and Blues Festival em Colne. O século vinte e um viu uma explosão de interesse no blues no Reino Unido que pode ser vista pelo sucesso de atos anteriormente desconhecidos como Seasick Steve, in the return to the blues by major figures who began in the first boom, including Peter Green, Mick Fleetwood, Chris Rea and Eric Clapton, assim como a chegada de artistas mais jovens como Matt Schofield e Aynsley Lister.

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Impacto

Imagem: de Paula FJ · BY-NC-SA · Openverse

Além de dar um começo a muitos músicos importantes de blues, pop e rock, a cena britânica de blues também deu origem a sub-gêneros do rock como o rock psicodélico e o rock progressivo. A perseguição dessa linha de desenvolvimento desde o final da década de 1970 formou bandas de rock baseadas no blues, como Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, que liderariam o Hard rock, e mais recentemente, o Heavy rock e Heavy metal. Talvez a mais importante contribuição do blues britânico seja a surpreendente re-exportação do blues americano de volta para os Estados Unidos, onde, com o sucesso de bandas como Rolling Stones e Fleetwood Mac, audiências começaram a olhar novamente a músicos negros de blues como Muddy Waters, Howlin' Wolf e John Lee Hooker, que, repentinamente, começaram a ser atração na classe média americanos. O resultado foi a re-avaliação de blues nos Estados Unidos, o que fez com que muitos americanos mais facilmente se tornassem músicos de bues, abrindo portas para o Southern rock e o desenvolvimentos do Texas blues com músicos como Stevie Ray Vaughan.

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