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Prostíbulo

Prostíbulo, bordel, lupanar, casa de prostituição, casa de prazeres, casa de tolerância ou, popularmente, puteiro, é um estabelecimento destinado à prostituição, o qual atua muitas vezes de forma ilegal, uma vez que tal prática é considerada crime na maioria dos países.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

Até recentemente,[quando?] em vários exércitos ao redor do mundo, bordéis móveis eram incorporados ao exército como unidades auxiliares, especialmente associadas a unidades de combate em missões prolongadas no exterior. Por ser um tema controverso, os bordéis militares e as mulheres que prestavam serviços sexuais nesses locais eram frequentemente designados com eufemismos criativos. Exemplos desse jargão incluem la boîte à bonbons ("a caixa de doces"), substituindo o termo "bordel militaire de campagne". A França utilizou bordéis móveis durante a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Primeira Guerra da Indochina para fornecer serviços sexuais aos soldados franceses que estavam em combate em regiões onde os bordéis eram raros, como a linha de frente ou guarnições isoladas. Bordéis foram proibidos na França em 1946, mas a Legião Estrangeira Francesa continuou a utilizar bordéis móveis até o final da década de 1990.

Antiguidade

A primeira menção registrada da prostituição como uma profissão aparece nos registros sumérios de ca. 2400 a.C., e descreve um templo-bordelo operado por sacerdotes sumérios na cidade de Uruk. O 'kakum' ou o templo foi dedicado à deusa Istar e abrigou três graus de mulheres. O primeiro grupo realizou-se apenas nos ritos sexuais do templo; o segundo grupo participava também dos rituais, mas atendia aos seus visitantes também; e a terceira e mais baixa classe morava nas terras do templo, mas as moças eram livres para procurar também clientes nas ruas. Em anos posteriores, a prostituição sagrada existia também na Assíria, Grécia, Roma, Índia, China, Japão e muitos outros países. Ela também é mencionada no Velho Testamento da Bíblia. Em quase todas as culturas antigas a prostituição era legalizada e regularizada, permitindo a exploração quase sempre desinibida das prostitutas escravizadas.

Europa

Os primeiros na Europa ocidental, que regularizavam prostíbulos e a prostituição após longos séculos de abolição por razões religiosas do cristianismo católico, foram a Inglaterra do rei Henrique II e o Leão sob o rei Afonso IX. No entanto, ao contrário da antiga Roma os governantes cristãos ocupavam-se com o bem-estar das prostitutas e proibiram a prostituição forçada. As primeiras cidades europeias ocidentais, depois do fim do império romano, recomeçaram entre 1350 e 1450 a oferecerem prostitutas em prostíbulos municipais. Prefeituras, príncipes e até bispos que possuíam territórios próprios, viraram donos de prostíbulos, conseguindo de uma vez três benefícios: direitos, legalização e proteção para as prostitutas, abastecimento da população com prostitutas e um bom lucro que aumentava as verbas do governo. Outros governos liberavam certas zonas para a prostituição, onde investidores podiam construir prostíbulos e taverneiros ofereciam garotas. Muitas vezes era proibido abrir os prostíbulos em dias festivos ou durante a missa, para possibilitar as prostitutas participarem da missa e não desviar os homens do caminho à igreja. Muitas vezes certas pessoas como clérigos, judeus ou, em certos casos, todos os homens casados foram impedidos a frequentarem os prostíbulos.

Brasil

No Brasil, durante o século XIX, muitos antigos sobrados da época patriarcal foram transformados em prostíbulos. Além de mulheres e meninas pobres traficadas da Europa e brasileiras voluntárias qualquer um podia comprar escravas e obrigá-las a tudo, entre outros a se prostituírem, e ele tinha o poder ilimitado sobre o corpo das escravas que lhe permitia a torturá-las até concederem toda a devida atenção e submissão que queria para poder explorá-la da melhor forma. O tempo de ouro para os prostíbulos chegou, porém, depois da abolição, porque milhares de negras e mulatas habituadas com a promiscuidade e a submissão sexual tiveram que procurar um sustento, e traficantes e cafetões importavam cada vez mais meninas do Leste da Europa e outras regiões sob promessas falsas, principalmente judias do leste da Europa, albanesas, mulheres e garotas do Império Habsburgo, mas também francesas e italianas para os homens com melhor poder aquisitivo. Dessa época tratam muitos livros do escritor Jorge Amado, retratando muitas prostitutas e descrevendo a vida nos prostíbulos. Chegou ao auge em 1930, quando os prostíbulos do Rio de Janeiro eram famosos no mundo inteiro; o bordel Casa Rosa é hoje um centro de cultura. Além disso existiam e existem prostíbulos clandestinos improvisados em regiões subdesenvolvidos como para garimpeiros na Amazônia, em que meninas e mulheres de famílias pobres do Nordeste e outras regiões trabalham e são exploradas ilegalmente, mas muitas vezes com conivência de autoridades locais, tema abordado corajosamente no filme Anjos do Sol.

Estados Unidos

De 1911 a 1913, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos contou o número de prostitutas em bordéis para usar os dados contra o temido "Tráfico de Escravas Brancas". Esse esforço coletou informações de 318 cidades em 26 estados do leste. Estimou-se que cerca de 100 mil mulheres trabalhavam em bordéis, embora algumas estimativas apontassem para um total de até 500.000 prostitutas. Durante o final do século XIX, os bordéis nos Estados Unidos não eram segredo. George Kneeland expressou sua crescente preocupação com o comércio sexual organizado na América, afirmando que a prostituição havia se tornado um "negócio altamente comercializado e lucrativo que penetrava nos recantos mais profundos da vida política, cultural e econômica da cidade". Bordéis eram frequentemente chamados de "casas desordeiras", e suas residentes recebiam diversos nomes, alguns eufemísticos — por exemplo, mulher abandonada, boa daisy, anjo caído, fille de joie, pássaro joia, dama da noite, senhora sombria, pomba manchada, mulher devassa e mulher da cidade — e outros menos gentis — como hooker, vadia e prostituta. À medida que o século XIX avançava, a prostituição como profissão tornou-se mais comum, deixando de ser apenas uma atividade ocasional. Como resultado dessas mudanças, a maneira como a prostituição era praticada também mudou. Muitas prostitutas ainda trabalhavam de forma independente, mas a nova classe de prostitutas profissionais criou uma demanda por locais específicos para exercer regularmente sua atividade, e o bordel atendeu a essa necessidade.

África

Na África existem prostíbulos enormes em Nigéria, África do Sul e muitos outros países. A pobreza, as guerras civís, a posição baixa da mulher, a tradição da escravidão e a falta de controle por causa de governos ausentes, fracos, coniventes e corruptos permitem a existência de casas com, às vezes, centenas de mulheres e meninas mesmo em países que, pela lei, não permitem prostíbulos. Quase sem direitos e sem ajuda da polícia as meninas podem ser exploradas e traficadas livremente e sofrem de muita violência, sobretudo do lado de clientes. Os prostíbulos das categorias mais baixas, chamadas em certas regiões de "bushbir" são destinados para homens com pequeno poder aquisitivo e cheios de meninas extremamente carentes e tão baratas, que hão de atender dia a noite a, às vezes, mais de cem homens por dia e nem têm como se levantar e limpar enter um programa e outro.

Oriente Médio

Para clientes muçulmanos alguns prostíbulos do Oriente Médio oferecem o serviço de um casamento temporário permitido no islã. O cliente casa-se com a prostituta de sua escolha antes do programa em uma cerimônia de meio minuto, e ao sair do prostíbulo assina uma carta de divórcio. Assim ele pode aproveitar-se da prostituta sem cair em pecado segundo as normas do islã. Tais prostitutas chamam-se, em inglês, "halal prostitutes" (prostituta halal).

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Fontes consultadas

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