Brás Baltasar da Silveira
Brás Baltasar da Silveira foi um fidalgo português, governador da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Senhor de São Cosmado, na comarca de Lamego, comendador de Ranhados e das mais comendas do pai.
Sua família tinha origem em Viseu. Seu bisavô foi D. Luís Lobo da Silveira, quinto senhor de Sarzedas e Sovereira (ou Sobreira) Formosa por morte de sua mãe, comendador da Ordem de Cristo, que serviu em Ceuta e casou com D. Joana de Lima, filha do camareiro-mor do infante D. Duarte, comendador de Vitorino, D. Diogo de Lima, neto do segundo Visconde de Vila Nova de Cerveira. Seu avô D. Fernão da Silveira foi marechal de campo em Flandres, almirante da Armada. Felgueiras Gaio diz capitão de cavalos em Alemanha, marechal de campo, governador de Cascais, dos principais conselheiros de D. João IV, almirante da Armada Real, que morreu com grande valor na batalha das Linhas de Elvas. Casara com D. Joana de Távora Leitão, filha de Francisco de Sá e Meneses e Antonia de Andrade Leitão, neta materna de Baltasar Leitão de Azevedo, e por isso se perpetuou em seus descendentes o nome de batismo Balthazar.
Moço Fidalgo por alvará do rei D. Pedro II em 29 de novembro de 1690, Fidalgo Escudeiro no dia seguinte. Serviu nas armadas da costa de Portugal e depois nos exércitos da Beira e do Alentejo, a partir de 1694, de soldado a sargento-mor de batalha e Mestre-de-campo General na guerra da Sucessão Espanhola. Nessa guerra, para a Beira foi nomeado Tristão da Cunha de Ataíde, senhor e futuro conde de Povolide. Lutaram nesta guerra D. Brás da Silveira governou a Beira com o posto de mestre de campo general, D. Pedro de Melo, Antônio de Saldanha, que depois foi governador de Angola. Para o Minho, o Marquês de Fontes, depois de Abrantes e futuro embaixador em Roma, o conde de Coculim D. Francisco Naper de Lencastre e Aires de Saldanha, que governava o Rio de Janeiro. General da província da Beira foi nomeado o marquês das Minas, e com ele foi seu filho, o conde do Prado que andava livrando-se da morte que deu a um corregedor em Lisboa...
O Nobiliário de familias de Portugal de Felgueiras Gaio diz que, «sendo governador de São Paulo, teve amores com certa senhora que foi obrigado a recebella com medo que o matassem, e com ela teve grande dote, a qual dizem que matara no Mar, vindo para o reino, de peçonha, cujo casamento se anulou por ser feito sem licença d'El-Rey». Assim sendo, no Reino pode casar-se decentemente com licença do Rei e escolheu casar-se em 18 de outubro de 1729 com Joana Inês Vicência de Menezes, filha de Aleixo de Sousa da Silva, segundo conde de Santiago de Beduído, terceiro filho do primeiro conde, casado em 1695 com Leonor, filha do segundo Marquês de Fronteira. Aleixo, seu sogro, mais moço que o próprio genro, pois nasceu em 1675, foi do conselho de Sua Majestade e era deputado da Junta dos Três Estados. Enviuvando, D. Brás casou-se em 25 de fevereiro de 1732 com D. Maria Caetana de Távora, dama do Paço, nascida em 1699, filha de Tristão da Cunha de Ataíde, primeiro conde de Povolide. Tiveram nove filhos.


