Breslávia
Breslávia é uma cidade da Baixa Silésia, na Polônia. Tem cerca de 640 000 habitantes, o que a torna a quarta mais populosa cidade da Polônia. Localiza–se nas margens do rio Oder, a cerca de 350 km ao sudoeste de Varsóvia.
O nome da cidade foi mencionado pela primeira vez no ano 1000 pela "Crônica de Dietmar" (em latim: Thietmari Merseburgensis episcopi Chronicon) como Wrotizlawa (conforme descrito pelo Congresso de Gniezno). A junta municipal estabeleceu, pela primeira vez, Sigillum civitatis Wratislavie. Um nome simplificado deu-se em 1175 como Wrezlaw, Prezla ou Breslaw. A ortografia checa utilizou-se em documentos em latim, como Wratislavia ou Vratislávia. Neste momento, Prezla foi utilizado no alto-alemão médio, que se converteu em Preßlau. Em meados do século XIV, no alto-alemão, a forma Breslau começou a substituir as suas versões anteriores. Tradicionalmente, imaginava-se que o nome da cidade provinha de Wrocisław (pronunciado vrotsísuav) ou Vratislau, que se imagina que provenha do duque Vratislau I da Boêmia. Também é possível que tenha sido denominado em homenagem ao duque tribal da Silésia, ou de um antigo governante da cidade chamado Vratislau.
A cidade foi fundada no século X e, no ano 1000, foi fundado também o episcopado de Breslávia. Na crônica do século XII de Galo Anônimo, a cidade foi nomeada uma das três principais cidades do Reino da Polônia, ao lado de Cracóvia e Sandomierz. Boleslaus vero, in Wratislaw, et in Cracovia, et in Sandomir, sedes regni principales obtinuat. A região da Silésia e a cidade pertenceram à Polónia (990 ao século XIV), ao Reino da Boêmia (hoje República Checa), à Áustria (1526 a 1741), à Prússia (em 1871, o rei da Prússia fundou o Império Alemão. Desde 1945, Breslávia (Wroclaw) é uma cidade polaca. No final do século XVII, os dados de nascimento e morte da cidade serviram de base para o cientista Edmond Halley elaborar um estudo que apresentou a primeira tábua de vida elaborada cientificamente.
Da Revolução Industrial à Segunda Guerra Mundial
Na primeira metade do século XIX, iniciou-se um importante desenvolvimento industrial e econômico, que tornou a cidade uma das maiores e mais importantes da Alemanha. Sua população, que era de pouco mais de 90 000 habitantes, saltou para mais de 500 000 habitantes. Esse grande aumento populacionais deu-se graças ao comércio, energia e matérias-primas da Alta Silésia, e também pelo trabalho exercido pelos cidadãos alemães e poloneses. Após a Primeira Guerra Mundial, Breslávia foi afetada pela obrigação imposta à Alemanha pelos vencedores de ceder a parte com mais recursos de toda a alta Silésia à recém-restituída Polônia. A recuperação, por parte da Polônia, dos territórios da Silésia, provocou consideráveis tensões entre a Alemanha e a Polônia no período compreendido entre as Grandes Guerras. Nas eleições de 5 de março de 1933, o Partido Nazista conquistou 51,7 por cento dos votos da cidade, uma das áreas de maior apoio eleitoral de Hitler.
Do pós-guerra aos dias atuais
Os acordos de Ialta e Potsdam entre os aliados trouxeram, como consequência, que a Polônia obtivesse a cidade e todos da Silésia, e procedesse à deportação de toda a população alemã (cerca de 570 000 pessoas) para o resto da Alemanha. O repovoamento da cidade veio depois da guerra, em grande parte provinda do centro da Polônia, mas também com aqueles que haviam sido deportados de Lwów (atualmente Ucrânia), no final da guerra, onde os poloneses haviam representado o grupo étnico maior, mesmo que muitos (45 por cento), ucranianos, os quais, com documentos poloneses, tenham povoado os novos territórios recém-conquistados. Autoridades comunistas da Polônia tentaram banir o passado alemão da cidade em todas as suas manifestações e promoveram uma visão histórica segundo a qual Breslau, agora oficialmente Wrocław, e a Silésia sempre fizeram parte da Polônia, habitada por poloneses. Após o término do Guerra Fria, e como resultado da melhoria das relações entre Alemanha e Polônia, os atuais habitantes de Breslávia estão descobrindo o passado de sua cidade e fazendo contatos com ex-habitantes alemães, que, atualmente, visitam a cidade com fins turísticos.
No início do século XIX, a cidade era habitada por 78 mil pessoas (dados de 1819). Na metade do século, a população ultrapassou 150 mil habitantes, já em 1870, passou dos 200 mil. A unificação da Alemanha em 1871 colaborou com o rápido crescimento populacional da cidade. No início do século XX vivia na Breslávia mais de meio milhão de pessoas (de acordo com a compilação de Heinz Rogmann de 1937, em 1910 vivia 512 105 pessoas, enquanto que o suplemento da Enciclopédia de Orgelbrand fornece o número de 510 929 habitantes). A Breslávia tornou-se a sexta cidade em número de habitantes do Império alemão. De acordo com o censo de 1910 feito por historiadores poloneses e também alguns alemães, este inventário, como outros alemães da primeira metade do século XIX, é considerado impreciso, falso e tendencioso) Em Breslávia a população era 95,71% de alemães, 2,95% de poloneses, 0,67% de polaco-alemães e 0,67% de tchecos.
O clube mais famoso da cidade é Śląsk Wrocław, fundado em 1947, tendo sido campeão polonês de futebol em 1977 e 2012. Outro clube importante é o Sparta Wrocław - quatro vezes campeão polonês de speedway. A Maratona de Breslávia é realizada anualmente. Entre 21 e 22 de julho de 2012, foi disputada Turniej Wrocław Polish Masters, no Estádio Municipal de Breslávia, no qual também foram disputadas várias partidas da Eurocopa 2012.
Breslávia é uma das cidades de clima mais ameno da Polônia. A temperatura média anual é de 9,8 graus Celsius (50 graus Fahrenheit). O mês mais frio é janeiro (temperatura média de −0,5 grau Celsius), a neve é comum no inverno, e o mês mais quente é julho (temperatura média de 19,9 graus Celsius). A temperatura mais alta registrada em Breslávia foi de 39,0 graus Celsius, em 31 de julho de 1994 e a mais baixa registrada foi em 8 de janeiro de 1985 (−30,0 graus Celsius).


