Bruxa
No ocultismo, bruxa(o) é uma pessoa que usa o sobrenatural para: investigar o futuro, ou fazer feitiço(encanto), ou causar algum mal. Sendo também um adjetivo que representa "feia" ou "mal-humorada".
A etimologia da palavra é incerta, mas acredita-se venha do italiano brucia (queima), do verbo bruciare (queimar), ou de brixtia, que vem do nome da deusa gaulesa Bricta. Há também uma possível relação com alguns vocábulos proto-celtas, como brixtom e brixtu - ambos com significados associados a magia ou feitiço.[carece de fontes?] Na língua céltico-francesa antiga, no caso do Tablete de Larzac, os adeptos usavam o termo brixtia (isto é, bardaria) para "bruxaria". São Patrick, membro da Igreja Católica Céltica (ou 'Culdee'), da Irlanda medieval, ensinou uma oração cristã, de caráter anti-pagão e anti-bruxesco, chamada "Eu Me Levanto Hoje: o escudo de são Patrick", onde Patrick fala em "Leis negras dos pagãos" em uma língua céltica como "Dubrechtu gentliuchtae", "Leis falsas dos hereges" em céltico como "Saebrechtu eretecdae", e "Encantamentos de bruxas e alquimistas ou ferreiros, e dríades ou druidas" em céltico como "Brichtu ban ocus gobann ocus druad"; isto é, a grafia céltica de "leis negras" e de "leis falsas" contém a palavra "brechtu", o que atesta que "brechtu" possui a denotação de lei ou doutrina, ao passo que, para se referir às bruxas, em si, a palavra utilizada em céltico é "Brichtu", um termo intimamente associado à lei ou doutrina, de modo equivalente ao Tablete de Larzac ("Brictom") e ao Tablete de Chamalières ("Brixtia"), levando em consideração que, no irlandês antigo, a palavra "bricht" significa "encantamento ou fórmula mágica" e, no bretão antigo, a palavra "brith" significa 'bruxaria' ou 'magia'. Isso atesta que tais grafias, presentes em línguas célticas, constituíam a etimologia comum para os termos 'bruxa' e 'bruxaria'. Essa etimologia-raiz, como já apontado anteriormente, refere-se aos "Bryxs" ou "Bardos" ou "Aedos", isto é, aqueles que haviam conquistado um grau iniciático - os iniciados na bruxaria, cuja Lei Hermética era aprendida através da memorização dos ensinamentos mágico-espirituais, de forma poético-encantatória.[carece de fontes?]
À afirmativa de existência de bruxas à forma retratada em registros da Idade Média, incluindo histórias infantis que permaneceram em evidência até os dias atuais, admite-se uma ressalva: elas parecem ter existido apenas no imaginário popular como uma velha louca por feitiços enigmáticos, surgidas na esteira de uma época dominada por medos, quando qualquer manifestação diversa ou mesmo a crença na inexistência de bruxas da forma retratada pelas autoridades clericais era implacavelmente perseguida pela Igreja. A feitiçaria já era citada desde os primeiros séculos de nossa era. Autores como o filósofo grego Lúcio Apuleio (123-170) fazia alusão a uma criatura que se apresentava em forma de coruja (Hécate) que na verdade era uma forma descendente de certas mulheres que voavam de madrugada, ávidas de carne e sangue humanos. Para os intelectuais, estes acontecimentos não passavam do imaginário popular, sonhos, pesadelos e, assim, recusavam-se a admitir a existência de bruxas. Porém, entre muitos povos não era assim: os éditos dos francos salianos falavam da Estrige como se ela existisse de fato. Os penitenciais atestavam a crença nessas mulheres luxuriosas. No início do século XI, Burcardo, o bispo de Worms, pedia aos padres que fizessem perguntas às penitentes no intuito de descobrir se eram seguidoras de Satã, (…) se tinham o poder de matar com armas invisíveis cristãos batizados (…) Se sim, quarenta dias de jejum e sete anos de penitências.


