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Bugs Bunny

Pernalonga é o protagonista das séries de TV animadas Looney Tunes e Merrie Melodies. É o personagem mais popular de ambas as séries e o mascote da Warner Bros. Seus melhores amigos são Patolino e Gaguinho.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Origem

De acordo com o livro Bugs Bunny: 50 Years and Only One Grey Hare, Pernalonga foi criado em 1938, no Brooklyn, por Tex Avery e Robert McKimson, que foi responsável pelo design definitivo do personagem. De acordo com Mel Blanc, seu dublador original, Pernalonga tem (na sua voz original em inglês) um sotaque característico de Flatbush e uma equilibrada mistura entre os dialetos do Condado de Bronx e do Brooklyn. Em outras palavras, o Pernalonga fala com o sotaque da cidade de Nova Iorque em sua voz original.

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Influências

Imagem: Enokson · BY · Openverse

Muitos historiadores de animação nos EUA acreditam que Pernalonga pode ter tido sua personalidade influenciada por um personagem anterior de Walt Disney, uma lebre chamada "Max Hare", desenhada por Charlie Thorson, que apareceu pela primeira vez em um desenho de Sinfonias Tolas ("Silly Symphonies") chamado "A Tartaruga e a Lebre" ("The Tortoise and the Hare"), dirigido por Wilfred Jackson. Tex Avery, um dos criadores do Pernalonga, admitia ter copiado um pouco da personalidade de "Max Hare" para Pernalonga, embora o design de Avery para Pernalonga tenha ficado com uma aparência mais inocente do que o coelho de Thorson — a aparência se encaixou melhor com seu comportamento sarcástico. A maneira que Pernalonga morde sua cenoura com o canto da boca também lembra muito o jeito que o comediante Groucho Marx fumava seu charuto. Um dos bordões mais populares do Pernalonga, Of course you know, this means war! ("É claro que vocês sabem que isso significa guerra!") também foi inicialmente dito por Groucho em filmes como Duck Soup e Uma Noite na Ópera.

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O nome "Bugs Bunny"

Imagem: Prayitno / Thank you for (12 millions +) view · BY · Openverse

Segundo o dublador Mel Blanc, o Pernalonga inicialmente seria chamado de "Happy Rabbit", somente depois é que ele ganharia o nome de Bugs Bunny nos Estados Unidos. Charlie Thorson, foi o responsável pelo coelho ter recebido este nome. O personagem acabou ganhando esse nome, por causa de um "model sheet" (papel com modelos de vários ângulos do personagem) desenhado por Ben Hardaway (que tinha o apelido de Ben "Bugs" Hardaway ou somente "Bugs"). Charlie Thorson escreveu na folha do desenho: "Bugs' bunny" ("o coelho de Bugs"), ele escreveu assim para creditar os desenhos do coelho, como de propriedade de Ben "Bugs" Hardaway. Então quando foram feitos cartazes promocionais para o cinema anunciando o curta que estavam produzindo, o nome que estava escrito na folha do "model sheet", foi usado para se tornar o nome oficial do coelho: "Bugs Bunny", também como uma homenagem à "Bugs" Hardaway.

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Espécie

Imagem: JD Hancock · BY · Openverse

Bugs Bunny é um personagem mais conhecido por ser um coelho. No entanto, há diferenças notáveis que provam que também é uma lebre. O facto de ele viver numa toca seria um coelho, mas o facto de ele ter orelhas compridas seria por ser uma lebre. Ou seja, apesar do seu apelido, "Bunny", significar coelho, Bugs Bunny é na verdade uma mistura entre coelho e lebre. Esse facto pode até ser confirmado na maioria das curtas clássicas onde é mencionado nos títulos do personagem, duas espécies de animais: "Hare" (lebre) ou "Rabbit"/"Wabbit" (coelho).

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História

Imagem: JD Hancock · BY · Openverse

Happy Rabbit

Happy Rabbit, o protótipo do Pernalonga, apareceu pela primeira vez no curta animado "Porky's Hare Hunt", lançado em 30 de abril de 1938. Co-dirigido por Ben Hardaway e creditado por Cal Dalton (que era responsável pela concepção inicial do coelho), este curta tinha um tema quase idêntico ao desenho de 1937 "Porky's Duck Hunt" (dirigido por Tex Avery), que tinha introduzido o Patolino. Neste desenho o coelho ainda era totalmente diferente do que o Pernalonga viria a ser, em vez de ter o pelo da cor cinza, ele era um coelho branco, e tinha uma personalidade bem mais amalucada, como se fose um "Patolino em roupa de coelho". O dublador estadunidense Mel Blanc foi quem fez a voz do coelho, que inicialmente tinha um sotaque caipira, e que perdeu depois ao se transformar oficialmente em Pernalonga. Blanc inicialmente, também havia dado uma risada ao coelho (ha, ha, ha,HA, ha!), que mais tarde ele viria a utilizar para o personagem Pica-Pau de Walter Lantz. Este coelho inspirou os estúdio de Leon Schlesinger a continuarem a desenvolver o personagem em outros curtas animados.

Bugs Bunny

A primeira aparição oficial do Pernalonga em um desenho animado, com o nome de "Bugs Bunny" foi no curta The Wild Hare, dirigido por Tex Avery e lançado em 27 de julho de 1940. Foi neste desenho animado que ele disse pela primeira vez o seu famoso bordão "What's up, doc?" (O que é que há, velhinho?) para o Hortelino. Foi também o primeiro encontro de Pernalonga e Hortelino em suas formas completamente desenvolvidas. O historiador de animação Joe Adamson considera The Wild hare como o primeiro desenho "oficial" do Pernalonga com o nome de "Bugs Bunny". E é também o primeiro desenho animado onde Mel Blanc usa a "voz padrão" para o Pernalonga.

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A Voz do Pernalonga

Nos EUA

Seu Ator original foi Mel Blanc, que definiu a voz do coelho como "um mistura do sotaque do Bronx e do Brooklyn". Depois da morte de Blanc, foi interpretado por Jeff Bergman (1990-1993), Greg Burson (1993-1996), e desde o filme Space Jam é interpretado por Billy West (que também faz o Hortelino, é conhecido também por fazer a voz do Pica-Pau nos novos episódios de 1999 e por dublar Philip J. Fry na série Futurama), embora em ocasiões como o filme Looney Tunes: Back in Action seja interpretado por Joe Alaskey.

Em Portugal

Em Portugal, foi dublado por Paulo Oom na série clássica; nos filmes Space Jam e Looney Tunes: De Volta à Ação e na série de 2015, Wabbit. Em Baby Looney Tunes e The Looney Tunes Show (dobragem do Biggs) foi dobrado por Tiago Caetano e em The Looney Tunes Show (dobragem da RTP2) foi dobrado por Carlos Aberto Macedo.

No Brasil

No Brasil, o Pernalonga teve sua primeira dublagem feita na Herbert Richers, em 1963. A primeira voz do coelho foi feita por Cahuê Filho, que dublou vários curtas do Pernalonga na Herbert Richers, e, contrariando o que muitos pensam, essa foi provavelmente a primeira dublagem do coelho no Brasil. Posteriormente, a maior parte dos trabalhos de dublagem foram transferidos para a Cinecastro, que à mercê do excedente de novos projetos e trabalhos de dublagem, abriu sua filial em São Paulo nessa mesma época.[carece de fontes?] A marcante frase "Versão Brasileira Cinecastro, Rio de Janeiro e São Paulo", padrão na abertura da maioria dos curtas do pernalonga, só foi aparecer em 1971. Cahuê Filho, provavelmente na Herbert Richers, dublou o Show do Pernalonga (The Bugs Bunny Show), e mais tarde, já na Cinecastro, vários episódios da década de 1940, como "O Refúgio", "O pirata" e "A corrida".

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Na TV brasileira

Pernalonga na TV Rio

O "Show do Pernalonga" (The Bugs Bunny Show, no original) estreou na TV Rio em abril de 1963, exibindo os curtas dos anos de 1948 e 1960 com dublagem do estúdio Herbert Richers. Entretanto, aconteceu um incêndio no estúdio, em maio daquele ano, destruindo vários materiais, incluindo o "Show do Pernalonga". Por esta razão, é impossível de acessar este material.

Pernalonga na Rede Globo

Pernalonga passou na Rede Globo no início dos anos 70, exibido de maneira independente na faixa matutina da emissora. O clássico "Show do Pernalonga" foi exibido em sua forma original na programação. Nessa época, os curtas dublados nos estúdios da Cinecastro também fizeram sua provável estréia no Brasil, com o pacote de curtas da década de 1930 e 1940 distribuídos na época pela United Artists (A.A.P.), que tinham uma vinheta de abertura característica (Nos canais à cabo essa vinheta ainda aparece esporadicamente). Nos anos 80 foi exibido dentro dos programas Balão Mágico e Xou da Xuxa e na década de 90 na TV Colosso e Angel Mix. A Rede Globo exibiu o desenho até 1999, e depois os deixou fora do ar durante algum tempo, só voltando a passá-los novamente em 2004. Eles voltaram dentro da TV Globinho, e algumas vezes de madrugada no bloco festival de desenhos, como "tapa buraco" da programação, antes da exibição do Telecurso 2000, e continuaram até 2005 quando a Globo deixou de exibi-los.

Pernalonga no SBT

No SBT, o Pernalonga estreou nos anos 80 e foi exibido dentro de vários programas da emissora, tais como: Show da Simony, Bozo, Mariane, Show Maravilha, Casa da Angélica, Eliana & Cia, no Bom Dia & Cia ainda sob o comando de Jackeline Petkovic, Festolândia entre outros. O SBT adquiriu e sempre exibiu apenas os curtas produzidos a partir de 1948, pois os curtas anteriores pertenciam — na época da compra de direitos de exibição — a outra distribuidora (United Artists / A.A.P.). Os curtas que sempre foram exibidos pelo SBT eram distribuídos pela Warner Bros Television em formato de show de televisão, com meia hora de duração, abertura, encerramento e vinhetas características. A emissora, numa tentativa de padronização, desmembrou os programas e editou a abertura e o encerramento de quase todos os episódios, ficando sem a narração de título, dos créditos da dublagem e do "Por enquanto é só, pessoal" no encerramento. Este padrão tornou-se uma característica clássica e marcante das exibições do Pernalonga no SBT.

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Na TV Portuguesa

Imagem: G_A_B_R_I_E_L_E · BY-NC-ND · Openverse

Em Portugal, Bugs Bunny até aos anos 60, foi um autêntico sucesso nas salas de cinema portuguesas. Na televisão, as primeiras curtas de Bugs Bunny chegaram à RTP em 1973, a seguir ao "Telejornal" do bloco "os teus desenhos animados favoritos", onde passava também o "Woody Woodpecker (Pica-Pau)". Em 1974, o canal criou uma rubrica chamada "Cinema de Animação" e as curtas foram selecionadas para o bloco. Entre 1986 e 1992, as curtas foram emitidas à quarta-feira à noite, antes da "Lotação Esgotada". Em 2003, foram transmitidas na RTP1, nos programas "Crianças" e "Hora Warner". Até aos anos 90, Looney Tunes recebeu atenção do público e foi um sucesso na RTP. Em 2007 e 2008, passaram na RTP Memória no espaço "Desenhos Animados" e algumas vezes em horário nobre. Nunca mais voltou a ter o sucesso que tinha no século XX, mas deixou a sua marca na história da televisão de Portugal.

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Fontes consultadas

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