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Bupropiona

O bupropiom ou bupropiona é um fármaco utilizado principalmente para o tratamento da depressão e do tabagismo. Outros usos incluem o tratamento do transtorno do défice de atenção e hiperatividade, a perda de peso, etc.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Indicações

A principal indicação do bupropiom é o tratamento de estados depressivos. Foi feita uma meta-análise, em que se combinaram vários estudos, para se chegar a uma conclusão final generalizada, com o objetivo de avaliar a eficácia e a tolerância de 21 fármacos utilizados para o tratamento da depressão, em que o bupropiom ficou em 15º lugar a nível de eficácia e em 10º lugar a nível de tolerância. Há de destacar a significativa variabilidade dos resultados, no caso do bupropiom, a nível de eficácia e mesmo de tolerância, o que é mais comum em antidepressivos atípicos, como é o caso do bupropiom. Foi o primeiro antidepressivo a ser aprovado pela FDA para o tratamento da depressão sazonal. O bupropiom é eficaz na prevenção desses casos, em que normalmente o indivíduo apresenta sintomas depressivos no período de outono e inverno, sendo que eles desaparecem na primavera e no verão. O bupropiom é eficaz por si só como antidepressivo, principalmente em certos casos, mas pode também ser usado em conjunto com outros antidepressivos, sendo muitas vezes acrescentado como adjunto a tratamentos que não estão a ter a resposta desejada. É, no entanto, essencial ter uma especial atenção ao antidepressivo usado em conjunto com o bupropiom, já que este é um forte inibidor da enzima CYP2D6, que é responsável pelo metabolismo de muitos fármacos dessa classe.

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Mecanismo de ação

O bupropiom é considerado um antidepressivo atípico, já que o seu mecanismo de ação pode ser considerado único entre os diversos fármacos utilizados para o tratamento da depressão. A sua ação envolve também os seus metabólitos, principalmente o hidroxibupropiom, que partilha vários dos seus mecanismos. É um inibidor da recaptação da noradrenalina e dopamina, mas a sua ação nesses campos é extremamente fraca e ligeira, respectivamente. No caso da dopamina, a sua afinidade (Ki) pelo DAT (Transportador de Dopamina) é de aproximadamente 526 nM, enquanto a sua potência inibitória (IC50) é de cerca de 443 nM. Já no caso da noradrenalina, os seus valores são significativamente mais fracos. Ao contrário da grande parte dos antidepressivos, o bupropiom não inibe a recaptação da serotonina. No entanto, é um modulador alostérico negativo de um dos seus receptores, o 5-HT3, o que pode influenciar de forma positiva a sua ação antidepressiva.

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Efeitos secundários

O bupropiom apresenta uma boa tolerância, principalmente quando comparado com outros tratamentos para a depressão.[quais?] No entanto, tal como todos os medicamentos, também existem efeitos secundários, que podem ou não ocorrer durante o tratamento. Em uma revisão da literatura sobre movimentos anormais relacionados a bupropiona foi achado, em ordem de frequência, discinesias, distonias, parkinsonismo, mioclonus, tics, gagueira, alterações do sono REM, e balismo. Alguns dos efeitos secundários que podem ocorrer são:

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Contraindicações

O bupropiom não deve ser utilizado em pessoas com epilepsia ou historial de convulsões, anorexia e bulimia ou problemas hepáticos. Não deve ser utilizado em conjunto com IMAOs, e, caso esteja a ser feito o uso deles, deve ser feita uma paragem de pelo menos 14 dias antes de utilizar bupropiom.

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História

O bupropiom foi inventado em 1969 e introduzido no mercado como um antidepressivo em 1985, sob o nome de Wellbutrin. No entanto, foi notada uma incidência significativa de convulsões na dose terapêutica recomendada, o que levou à sua retirada do mercado em 1986. No entanto, foi notado que o risco de convulsões era altamente dependente da dose utilizada, e o bupropiom voltou a entrar no mercado em 1989, com uma dose máxima reduzida. Para além disso, foi também desenvolvida uma versão do fármaco na forma de libertação gradual, o que reduz o risco de efeitos secundários, já que a dose não é libertada imediatamente na sua totalidade. Hoje em dia, a fórmula mais comum é a de libertação prolongada, em que é possível a toma do fármaco apenas uma vez ao dia, sendo o risco de convulsões nas doses terapêuticas comparável à maioria dos antidepressivos.

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Fontes consultadas

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