Ca-Ju
Ca-Ju é o maior clássico de futebol de Caxias do Sul e o segundo maior do estado do Rio Grande do Sul, já que é o confronto que reúne as agremiações com mais títulos relevantes do interior gaúcho. Foram 93 vitórias do Caxias, 98 vitórias do Juventude e 99 empates.
O clássico envolve as equipes da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, campeã gaúcha de 2000 e o Esporte Clube Juventude, campeão brasileiro da Série B de 1994, campeão gaúcho de 1998 e da Copa do Brasil de 1999, entre muitos outros títulos citadinos e estaduais conquistados por estes dois clubes gaúchos. O Nascimento da Rivalidade (1913 - 1935) O Juventude foi o pioneiro, fundado em 29 de junho de 1913. Durante seus primeiros 20 anos, o clube dominou o cenário local, mas faltava um rival à altura na cidade que gerasse uma polarização real. Essa lacuna foi preenchida em 10 de abril de 1935, quando foi fundado o Grêmio Esportivo Flamengo (que mais tarde viria a ser o Caxias). O Flamengo nasceu da união de dois outros clubes (Ruy Barbosa e Juvenil), com o objetivo explícito de enfrentar a hegemonia do Juventude. O primeiro clássico da história aconteceu em 4 de agosto de 1935, pelo Campeonato da 2ª Região do Rio Grande do Sul. O GE Flamengo venceu por 3 a 1.
Números
O jogo mais recente aconteceu em 21 de janeiro de 2026, pelo Campeonato Gaúcho, com mando do Juventude, terminando em 1x0 para o Juventude. Não aconteceram Ca-Jus em 1944, 1945, 1946, 1960, 1967, 1972, 1973, 1974, 1998, 2002, 2006 e 2007. No ano de 2025, o Juventude quebrou o jejum de 22 anos sem vencer, pelo Campeonato Gaúcho, na casa do rival. Pelo lado do Caxias, no entanto, a estatística é contrária. No ano de 2026 o grená completou 7 anos sem vencer o seu maior rival. O recorde de invencibilidade pertence ao Caxias: 12 Ca-Jus, entre 1981 e 1984, com 7 vitórias e 5 empates. Caxias 5 a 0 Juventude*, em 27 de agosto de 2016, pela Super Copa Gaúcha.
Ca-Ju do Porco
Assim ficou conhecido o Ca-Ju 153. Era o primeiro do que seriam 12 confrontos entre Caxias e Juventude naquele ano. Minutos antes de iniciar a partida, a TOSCA (Torcida Organizada S.E.R. Caxias), principal torcida do Grená, acabou soltando um porco fardado com as cores do Juventude no gramado. Um dos presentes naquele momento era Germano Rigotto. Na época diretor do Departamento de Relações Públicas do Caxias, Rigotto acabou levando a fama pelo episódio, mesmo não estando envolvido na brincadeira. Ele conta como foi a reação da torcida quando o porco entrou no gramado: “Neste Ca-Ju, surgiu dentro da TOSCA a ideia de levar um porquinho para o estádio com a camiseta do Juventude. Eles organizaram isso e levaram ele dentro de um tambor, cheio de papel picado. Um dos membros da torcida cavou um buraco embaixo do muro do alambrado, onde seria a passagem do porco. Cerca de 10 minutos antes de começar o jogo, quando os times estavam para entrar em campo, tiraram ele de dentro do tambor e colocaram embaixo do alambrado.”
O gesto da galinha
O clássico ocorreu em 9 de agosto de 2015, no Estádio Centenário. Ao deixar o campo, o atacante Maílson, do Juventude, que havia atuado pelo Caxias em 2014, passou em frente à torcida grená e fez gestos provocativos, imitando uma galinha ao bater os braços contra o corpo. Na semana seguinte, Maílson e Jô, ambos jogadores do Juventude, saíam de um restaurante durante a noite quando foram surpreendidos por um disparo de arma de fogo que atingiu o veículo de Maílson. Nenhum dos dois ficou ferido. Ao registrar boletim de ocorrência, o atacante afirmou que vinha recebendo ameaças por meio de redes sociais e mensagens de celular nos dias anteriores.
Bandeira cravada no Alfredo Jaconi
Após o clássico no dia 16 de março de 2017, no Alfredo Jaconi, casa do Juventude, vencido pelo Caxias por 1 a 0, o meia Wagner, jogador grená, pegou uma bandeira do clube, levou-a até o centro do gramado e cravou-a no campo do rival, como sinal de conquista. O acontecimento irritou a torcida juventudista. O meia Wagner ainda é motivo de lembrança e provocação entre as torcidas.
Os sinalizadores verdes na torcida do Caxias
Em 2021, época da Covid, torcedores grenás que estavam na cobertura de um prédio, fizeram uma vaquinha para comprar fogos para recepcionar o time, mas o vendedor entregou sinalizadores verdes (cor do rival Juventude), em vez dos vermelhos e azuis solicitados, causando grande confusão e revolta, com a história viralizando na internet como um exemplo do folclore do futebol gaúcho.
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Pelo Campeonato Brasileiro Série A até hoje foram 3 jogos, com 3 empates: Pela Seletiva do Campeonato Brasileiro de 1977, foram realizados 2 jogos, com 2 vitórias do Caxias:
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O Ca-Ju foi disputado em 6 ocasiões pelo Campeonato Brasileiro Série B, com 4 vitórias do Caxias e 2 do Juventude, 10 gols pró Caxias e 6 gols pró Juventude:
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O Ca-Ju foi disputado em 10 ocasiões pelo Campeonato Brasileiro Série C, com 2 vitórias do Juventude e 8 empates, 7 gols pró Juventude e 5 gols pró Caxias, considerados os jogos pelo Módulo Azul da Copa União 1987:
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A cidade historicamente se dividiu entre juventudistas, tradicionalmente ligados à colônia italiana, às classes médias e ao comércio local, e flamenguistas, também conhecidos como grenás, que em diversos períodos tiveram maior apelo popular e operário. Fato que acentuou ainda mais a rivalidade entre as agremiações. A rivalidade também é marcada por apelidos que definem as personalidades das torcidas: Papo (Juventude): O apelido surgiu porque, nos primeiros anos, os jogadores e dirigentes do Juventude eram conhecidos por serem bons de lábia, ou "bons de papo", para atrair novos sócios e jogadores. Grená (Caxias): Refere-se à cor principal da camisa do clube, uma homenagem à bandeira da cidade de Caxias do Sul e também às cores do antigo Flamengo local. O Caxias teria 93.000 torcedores e o Juventude 78.000, segundo pesquisa da Pluri Consultoria divulgada em 2 de janeiro de 2014. No entanto, essa pesquisa é contestada por ter contado com uma amostragem muito pequena de entrevistados, além de ter sido realizada apenas na cidade de Caxias do Sul, sem considerar outras regiões. Por isso, é considerada estatisticamente frágil demais para cravar qualquer hierarquia real.
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No ranking da CBF em 2025, o Juventude ocupa atualmente a 17ª posição, com 8.426 pontos, enquanto o Caxias encontra-se na 58ª colocação, com 2.051 pontos. Já no ranking da Conmebol, o Juventude aparece na 215ª posição, com 20 pontos. O Caxias não consta nesse ranking por nunca ter disputado competições continentais.
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Ca-Ju Sangue Bom
Juventude e Caxias, como as principais agremiações esportivas da cidade e da região, realizam diversas ações solidárias para ajudar a comunidade. Dentre elas, destaca-se o “CaJu Sangue Bom”, no qual os clubes se unem à Secretaria Municipal da Saúde e promovem uma campanha de doação de sangue para reforçar os estoques e salvar vidas.


