Café, con aroma de mujer
Café, con aroma de mujer é uma telenovela colombiana produzida pela então empresa de programação RCN Televisión, antes da abertura de mercado da televisão aberta colombiana e exibida entre 30 de novembro de 1994 a 24 de julho de 1995, em 169 capítulos, pelo canal estatal Canal A, substituindo La potra Zaina e substituída por Eternamente Manuela. Foi criada e escrita por Fernando Gaitán, protagonizada por Margarita Rosa de Francisco e Guy Ecker, contando com a atuações antagônicas de Alejandra Borrero, Silvia de Dios e Cristóbal Errázuriz. No Brasil foi exibido pelo canal SBT entre 5 de março de 2001 a 3 de setembro de 2001, sendo reexibida três vezes entre 2005 e 2014. Transmitida e adaptada em vários países, é considerada uma das telenovelas mais populares da televisão colombiana na sua época. Ganhou em 1995, 7 prêmios TVyNovelas, incluindo o de melhor telenovela.
Teresa Suárez (Margarita Rosa de Francisco), apelidada de "Gaviota" ("Gaivota" no Brasil), e sua mãe, Carmenza Suárez (Constanza Duque), são duas colhedoras de café que ao longo do ano viajam para diferentes áreas cafeeiras da Colômbia à procura de trabalho onde há colheita. Todo mês de outubro, quando o eixo do café inicia seu pico, elas se mudam para a propriedade Casablanca, no município Filandia, onde têm um trabalho assegurado por seu proprietário, Octavio Vallejo. No início de uma das colheitas, Vallejo morre e toda a sua família, que está espalhada pelo mundo, retorna a Casablanca para o funeral. Ao retornar à fazenda, depois de muitos anos de ausência, seu neto Sebastián Vallejo (Guy Ecker) conhece Gaviota e, com isso, supera o medo que tem pelas mulheres. Depois de alguns encontros, apaixonam-se perdidamente, sendo para cada um deles a primeira experiência concreta do amor. Ambos se amam secretamente da família aristocrática, mas Sebastián deve retornar a Londres para terminar seus estudos. Os dois concordam em se reunir depois de um ano, na mesma data, para se casar. Logo após a partida de Sebastián, Gaviota descobre que ela está grávida. Com a falta de meios para comunicar com ele e sem ter ninguém a quem recorrer, decide viajar para a Europa a procura dele, sendo enganados por uma rede de tráfico de seres humanos, que se aproveitam de sua ingenuidade esperando realmente explorá-la como prostituta em Paris.
Café, con aroma de mujer marcou uma grande diferença nas telenovelas na América Latina e na forma como elas eram criadas, porque envolvia dois ambientes até então não haviam sido tão unidos. Ambas as áreas rurais e modernas da Colômbia tiveram um papel importante no desenvolvimento da produção, desde tramas no coração das plantações de café, oferecendo uma vista panorâmica e autêntica da cultura dos cafeicultores colombianos, bem como na capital mostrando o negócio do café em uma grande empresa exportadora e do trabalho da Federação Nacional de Cafeteiros da Colômbia. Na época das transmissões de Café, con aroma de mujer, o sistema de audiência era diferente dos de hoje, portanto, não há precisão ou certeza de quantas pessoas assistiam a novela, mas é conhecido pelas indicações de audiência da época (29.5 pessoas, 65.1 residências e 69.9% de participação) que foi a novela de maior sucesso na história da televisão pública, e até mesmo parte da televisão privada (até 1999) com a chegada de Yo soy Betty, la fea. Da mesma forma, a novela é o grande fenômeno da história da classificação na Colômbia, lendas urbanas dizem que durante a sua transmissão a Colômbia foi paralisada, no seu capítulo final (aproximadamente 73.2 residências) as seções do congresso da república foram paradas; outros dizem que o a novela tinha mais de 10 milhões de espectadores médios. Sem números de audiência claros não se pode averiguar essa declarações e são denominadas apenas como lendas. Conhece-se que foi superado por Yo soy Betty, la fea, também escrito por Fernando Gaitán, porque excede em número de espectadores e porque o sistema de medida é mais preciso.
Imagem: alfjos · BY-SA · Openverse
No início da produção de Café, as canções e músicas não eram uma parte importante, mas após a atriz Margarita Rosa de Francisco gravar a música "Gaviota" usada como abertura da telenovela, Josefina Severino Schlegel, compositora e produtora musical da novela, e o autor Fernando Gaitán, notaram que havia espaço para mais músicas na trama, e as canções da protagonista foram incluídas e adicionadas ao enredo. Após o êxito da novela, a gravadora colombiana Sonolux lançou o primeiro álbum em 1994, e, devido ao sucesso, um segundo álbum em 1995. Após o sucesso da trilha sonora de Café, con aroma de mujer, a atriz Margarita Rosa de Francisco lançou três álbuns solos entre 1997 e 2012, eventualmente contribuindo em novelas que atua.
Foi exibida pelo SBT entre 5 de março de 2001 a 3 de setembro de 2001, em 157 capítulos, às 20h15, substituindo Esmeralda e sendo substituída por Pícara Sonhadora. Foi reprisada pela primeira vez pelo SBT entre 8 de agosto de 2005 a 31 de março de 2006, substituindo Pequena Travessa e substituída por Laços de Amor. Foi reprisada pela segunda vez entre 20 de janeiro de 2014 e 4 de agosto de 2014, desta vez com 139 capítulos, substituindo Maria do Bairro e sendo substituída pela telenovela brasileira Esmeralda.
Audiência
Em sua primeira exibição em 2001, teve média de 18 pontos no Ibope, na época competia durante 30 minutos com a novela da Rede Globo Porto dos Milagres e ficava entre 16 e 17 pontos no Ibope. Em sua primeira reprise em 2005, a trama teve média de 8.79 pontos, um sucesso para o SBT, chegando a marcar 11 pontos. Em sua segunda reprise em 2014, teve média de 4.63 pontos, sendo considerada um sucesso para o SBT. A audiência oscilava entre 4 e 6 pontos diariamente.
Dublagem
A dublagem foi encomendada pelo SBT e foi realizada pelo estúdio Herbert Richers e teve a direção de Peterson Adriano, com tradução de Manolo Rey. A versão brasileira tema da novela, Gaivota, é interpretada pela cantora country Sandra Porto, com direção musical de Cayon Gadia, produtor musical do SBT responsável pela trilha sonora de várias novelas da emissora, letras adaptadas e traduzidas por Claudio Rabelo.
Duas adaptações mexicanas e um remake colombiano de Café, com aroma de mujer foram produzidas.


