Globoplay Novelas
Globoplay Novelas é um canal de televisão por assinatura brasileiro pertencente à Globo. Foi lançado no dia 18 de maio de 2010 com o nome Canal Viva, com uma programação voltada ao resgate da memória televisiva da TV Globo, exibindo novelas, séries de humor, minisséries, programas de variedades e especiais.
Antecedentes
Durante a década de 1990, a Globosat discutiu a criação de um canal exclusivo para reprises de telenovelas da TV Globo, chamado Golden Times. Embora tenha havido a possibilidade de incluir títulos da Rede Tupi e da TV Excelsior, o projeto não avançou devido a questões relacionadas a direitos autorais e ao estado de conservação dos arquivos antigos. Em 2005, para comemorar os 40 anos da TV Globo, o canal Multishow lançou o Festival TV Globo 40 Anos, que reprisou sucessos da emissora como Sai de Baixo, Armação Ilimitada, Não Fuja da Raia e TV Pirata. Além disso, exibiu pequenos compactos de minisséries como Anos Dourados, Anos Rebeldes, As Noivas de Copacabana, Labirinto, Sex Appeal, Presença de Anita e O Quinto dos Infernos, marcando a primeira experiência de reapresentações da dramaturgia global na televisão por assinatura.
Canal Viva (2010–2025)
O canal Viva foi lançado em 18 de maio de 2010 pela empresa Canais Globo, anteriormente conhecida como Globosat. Desde sua estreia, a proposta do canal foi dedicar grande parte da programação a reprises de conteúdos originalmente exibidos pela TV Globo. O público-alvo inicial era composto por mulheres com mais de 35 anos, de todas as classes sociais. As primeiras imagens do Viva foram um top de 10 segundos após um slide contando os dias de sua estreia, acompanhado de um institucional apresentando a sua programação. O primeiro programa a ser exibido foi um episódio da série Mulher. A grade de programação de estreia incluía reprises de telenovelas, programas do acervo da Globo e reapresentações de atrações atuais da TV Globo e do canal GNT em horários alternativos. Também foram exibidos seriados internacionais dublados até maio de 2012. Na estreia, duas telenovelas foram selecionadas para representar o gênero, sendo elas Quatro por Quatro (1994–95) e Por Amor (1997–98), enquanto o horário das 23h45 foi reservado para minisséries da TV Globo, faixa que foi remanejada para as 23h15 em julho de 2011 e seria posteriormente extinta.[carece de fontes?]
Globoplay Novelas (2025–presente)
Em 7 de maio de 2025, para comemorar os 15 anos do canal Viva, a Globo anunciou um pacote de mudanças, incluindo o rebranding do canal, que passaria a se chamar Globoplay Novelas. A decisão foi motivada pelo aumento do interesse por telenovelas, especialmente na plataforma Globoplay, conteúdo que também representa as maiores audiências do Viva. Com a reformulação, o canal deixaria de exibir séries humorísticas e reprises de programas variados, passando a contar com uma grade de programação inteiramente dedicada às telenovelas. Produções como A Grande Família, Toma Lá, Dá Cá e Tapas & Beijos, que alcançavam altos índices de audiência no Viva — muitas vezes superando até transmissões esportivas na TV por assinatura —, foram transferidas para o Multishow. Já outras atrações, incluindo telenovelas já transmitidas, foram disponibilizadas gratuitamente, por tempo limitado, no Globoplay, enquanto que Malhação 2014 teve seu final antecipado no canal.
A programação inicial do canal, no período em que ainda se chamava Viva, tinha como foco atrair um público feminino das classes A, B e C, com mais de 25 anos, identificado por pesquisas da Globosat como fiel à televisão aberta e interessado em temas como família e bem-estar. A grade original era composta majoritariamente por atrações da própria Globo, como novelas, séries, minisséries, programas de auditório e especiais, além de alguns programas já exibidos pelo GNT. Com o tempo, o canal passou a concentrar sua programação em produções dramatúrgicas, como telenovelas, minisséries e séries de humor. A partir de 2017, os programas de variedades passaram a ser exibidos em versões mais antigas em vez de edições recentes. Em 2019, o canal deixou de reapresentar programas atuais da Globo, eliminando gradativamente filmes (retirados em 2020) e priorizando conteúdos ligados à teledramaturgia. O conteúdo estrangeiro esteve presente em momentos distintos da história do canal. Em 2012, foi lançado o bloco Clássicos em Série, dedicado a produções internacionais que fizeram sucesso na TV Globo, como Dallas e Twin Peaks. Esse bloco foi posteriormente descontinuado. A retomada da exibição de produções estrangeiras ocorreu em 2022, com a exibição da novela mexicana Marimar.
Uso de imagens
Os profissionais ligados à área da teledramaturgia, tanto os ainda vinculados à TV Globo quanto os que hoje estão fora da emissora, têm reclamado de não receber pelos usos de suas imagens nas reapresentações exibidas pelo Canal Viva. Segundo esses profissionais, a emissora deveria pagar os direitos ao elenco das produções, assunto que teria sido debatido em reuniões de um grupo liderado por Antônio Fagundes, que busca melhores condições de trabalho. De acordo com três atores ouvidos pelo Blog Mundo da TV, mantido por Fernando Oliveira no portal R7, o Viva apenas licencia o conteúdo da Globo, sendo esta, portanto, a responsável pelo pagamento aos profissionais. A situação gera um impasse jurídico, pois muitos dos atores ainda estão contratados pela Globo e já recebem remuneração. Ainda assim, há questionamentos sobre o pagamento específico pelas reprises. Consultados pela coluna de Flávio Ricco, tanto a Globo quanto o Viva responderam: a Globo afirmou que os pagamentos pelas reprises são feitos normalmente, enquanto o Viva esclareceu que não tem obrigação de pagar direitos a autores, atores ou demais envolvidos, pois apenas licencia os conteúdos. Segundo o canal: “O contrato do Viva é de licenciamento do conteúdo da TV Globo e de outros fornecedores internacionais ou de produtoras independentes. Pagamos pelo conteúdo. Os fornecedores, como a TV Globo, BBC, CBSG etc., são responsáveis pelo pagamento dos direitos a seus contratados”.
Reprises de Da Cor do Pecado e Malhação 1998
Durante a reprise da novela Da Cor do Pecado (2004), em 2021, o canal passou a exibir uma “cartela de contexto da época” ao final de cada capítulo, informando que “esta obra reproduz comportamentos e costumes da época em que foi realizada”. A medida foi adotada por conta do título da novela, considerado uma expressão racista. A cartela passou a ser exibida também em outros programas na sequência da grade, sem maiores justificativas públicas por parte do canal. A mesma prática também foi adotada em lançamentos posteriores no Globoplay. Na ocasião, o canal também foi acusado de censura por evitar o uso do título da novela nas chamadas promocionais, exibindo apenas a palavra Estreia durante o primeiro capítulo, substituindo a hashtag #DaCorDoPecadoNoVIVA, que só passou a ser usada nas reapresentações e nas redes sociais.


