Capitão de mar e guerra
Capitão de mar e guerra é um posto de oficial superior utilizado nas forças navais de diversos países do mundo de língua portuguesa, incluindo as de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. É equiparado ao posto de coronel das forças terrestres.
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Em regra, o capitão de mar e guerra ou equivalente é o oficial de posto mais elevado a poder exercer a função de comandante de um navio de guerra. Um oficial de posto imediatamente superior ao daquele (usualmente, comodoro ou contra-almirante) é já considerado oficial general, não lhe competindo assim o comando de navios individuais, mas sim o de forças navais ou outros grupos de navios. Mesmo o navio onde embarca o oficial general comandante de uma força naval (navio-chefe, capitânia) não é comandado diretamente por este, mantendo-se sob o comando efetivo do respetivo comandante. Tradicionalmente, competiu sempre aos capitães de mar e guerra o comando dos maiores e mais poderosos navios de guerra de uma armada que, até meados do século XIX, eram as naus ou navios de linha. Posteriormente, passaram tipicamente a comandar cruzadores, couraçados e - já no século XX - porta-aviões, submarinos de mísseis balísticos e grandes navios de assalto anfíbio. Atualmente, a grande maioria das marinhas já não dispõe de navios de porte suficientemente grande para o seu comando ser exercido por capitães de mar e guerra, uma vez que os seus os maiores navios combatentes são geralmente as fragatas que são tipicamente comandadas por capitães de fragata. Na Marinha do Brasil, os capitães de mar e guerra comandam atualmente os navios-aeródromo, os navios doca, os navios de desembarque de carros de combate, o navio-escola Brasil e o veleiro Cisne Branco. Na Marinha Portuguesa, atualmente apenas o navio-escola Sagres é comandado por capitães de mar guerra, sendo que os últimos navios combatentes de porte suficientemente grande para o seu comando ser exercido por oficiais deste posto foram os avisos da classe Afonso de Albuquerque abatidos na década de 1960.
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Até então, o comandante de um navio era simplesmente chamado "capitão". Se comandava um conjunto de navios, além do seu próprio, era chamado "capitão-mor", como acontecia, por exemplo nas esquadras que partiam de Lisboa para a Índia. Sempre que se reunia uma frota, ou esquadra, o seu capitão-mor era nomeado pelo Rei, sendo frequentemente escolhidos nobres sem experiência de navegação. Esta situação altera-se em 1641 quando foram nomeados capitães de mar e guerra na frota que António Teles de Meneses comandou contra os espanhóis. Na carta de patente da nomeação de um destes Miguel de Cabedo, é referida a sua experiência anterior nas Armadas da Coroa e do Estado do Brasil como justificativa para a sua nomeação. Na obra Memórias Militares de António de Couto Castelo Branco (1707), surge nova referência ao posto, descrito como …o qual mandava em tudo, como o governador de uma praça. …devia saber marcar o sol…, conhecer a variação da agulha…, …safar a nau para combate e manobrá-la para ganhar barlavento.


