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Carlota Joaquina, Princesa do Brazil

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil é um filme histórico e satírico, lançado em 1995 e dirigido por Carla Camurati. É estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Sinopse

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

O filme começa na Escócia, onde a menina Yolanda escuta de seu tio a história da infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, também explicando sobre a monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal, circustâncias que levaram-na a ser Princesa do Brasil. A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da rainha Dona Maria I, em 1792, levam seu filho, o então príncipe D. João de Bragança e sua esposa, Carlota Joaquina, ao trono real português. Em 1807, para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, o casal e a corte transferem-se às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real e grande parte da nobreza portuguesa vive exilada por 14 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota e D. João, que após a morte da mãe, deixa de ser príncipe-regente e torna-se rei de Portugal e, posteriormente, do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves.

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Recepção

Imagem: Universo Produção · BY-NC-ND · Openverse

No Papo de Cinema, Bruno Carmelo avaliou com nota 8/10 dizendo que "o deboche crítico, aliado ao evidente cuidado de produção (....) torna a obra uma exceção entre exceções: a diretora conseguiu financiamento para um filme oneroso, sobre um tema a princípio hermético para o público médio, no momento em que o mercado sequer sabia como distribuir um filme nacional." Na Folha de S.Paulo, Marcelo Coelho disse que "o trabalho de Carla Camurati merece elogios. Cria um mundo de estranha opulência visual, em que o luxo e o grotesco parecem conviver como num quadro de Salvador Dalí. Outros críticos teceram comentários negativos sobre o filme. Ronaldo Vainfas disse que "é uma história cheia de erros de todo tipo, deturpações, imprecisões, invenções", e para Luiz Carlos Villalta, "constitui um amplo ataque ao conhecimento histórico", reforçando estereótipos que a historiografia recente já derrubou e conduzindo o espectador "mais ao deboche do que à reflexão crítica sobre a história do Brasil."

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Fontes consultadas

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