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Carro de combate

Um carro de combate é um sistema de armas que reúne em si, sob determinada prioridade sistémica, as 5 acções essenciais ao combate: Poder de fogo, Ação de Choque, Protecção, Mobilidade, e Informações e Comunicações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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História

Muitas fontes creditam os primeiros projetos de carros de combate a Leonardo da Vinci, que imaginou um poderoso veículo com canhões sobre rodas.

Primeira Guerra Mundial

Tendo já visto a utilização de carros armados da Rolls-Royce em 1914, e tendo conhecimento do esquema para criar um veículo de combate de lagartas, Winston Churchill patrocinou o Landships Committee para supervisionar o desenvolvimento desta nova arma. O primeiro protótipo de um tanque criado com sucesso, com a alcunha de "Little Willie", foi testado a 6 de Setembro de 1915. Embora inicialmente chamados de "landships" (Português: navios terrestres) pelo Almirante, eram geralmente referidos como "water-carriers" (Português: transportadores de água), e mais tarde referidos oficialmente como "tanques" para manter em segredo o projecto. A palavra "tanque" foi utilizada para dar a sensação aos trabalhadores, que estes estariam a trabalhar na construção de contentores de água com lagartas para o exército Britânico na Mesopotâmia.

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi a primeira guerra onde os veículos blindados foram fundamentais para o sucesso no campo de batalha. Neste período os tanques se transformaram em verdadeiros sistemas complexos de armas móveis, sendo capaz de alcançar vitórias táticas em tempos incrivelmente curtos. Entretanto, ao mesmo tempo foram desenvolvidas eficientes armas anticarro, provando que por mais fortes que fossem, os blindados não eram invulneráveis. Alguns exércitos aliaram a mobilidade da infantaria com a proteção da cavalaria, criando divisões de infantaria motorizada altamente poderosas.

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Design

Os três tradicionais factores que determinam a eficácia de um tanque são: poder de fogo, mobilidade e proteção. O poder de fogo é a habilidade de um carro de combate para destruir um alvo. Tal inclui a distância máxima no qual os alvos podem ser atacados, a habilidade para atacar alvos em movimento, a velocidade no qual os alvos podem ser destruídos, a capacidade de destruir veículos blindados ou tropas protegidas, e a habilidade de continuar em combate após se ter recebido danos. Seguem-se alguns exemplos de como diferentes países são influências pelo design dos seus carros de combate:

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Vulnerabilidades

Apesar do que se possa pensar, o fator ruído não é uma vulnerabilidade no carro de combate, pois a missão de uma unidade de carros de combate é estreitar o contacto com o inimigo, para o destruir, capturar ou repelir o seu assalto, ou seja, quando uma unidade de carros de combate é mobilizada tem como objectivo combater.

Infantaria

O carro de combate continua vulnerável à infantaria, especialmente em zonas fechadas, como por exemplo cidades. A blindagem e a mobilidade dos carros de combate também os faz serem grandes e bastante ruidosos, dando a uma infantaria inimiga a iniciativa, e permitindo-lhes seguirem e fugirem de um carro de combate até a oportunidade de um contra-ataque surpresa surgir. É por este motivo que as tácticas modernas de combate insistem que os carros de combate tenham por perto o apoio de infantaria aliada (Agrupamentos ou Subagrupamentos). Mesmo para forças experientes, não é fácil para um soldado se aproximar de um carro de combate sem ser detectado, especialmente se o comandante do carro de combate (Chefe de Carro) estiver dentro da torre com um campo de visão bom. Caso o Chefe de Carro não esteja protegido dentro do carro de combate, este fica exposto a fogo ligeiro.

Helicópteros

A maior ameaça para um carro de combate nos dias de hoje é o helicóptero anticarro armado com armas anticarro teleguiadas, ou canhões. O helicóptero pode rapidamente aparecer e disparar de trás de um obstáculo, tendo uma grande mobilidade para atacar de sítios menos esperados.

Minas

O carro de combate continua vulnerável a minas, que têm a vantagem de atacar o carro de combate na parte onde este tem menos blindagem, e podem ser bem escondidas. Em adição as minas modernas podem ser lançadas, e em particular, a partir de artilharia ou de um avião, e serem posicionadas entre uma formação de carros em movimento.

Aviões

Muitos aviões, incluindo o A-10 Thunderbolt II, foram desenvolvidos especificamente para suporte aéreo próximo, que inclui em muitos casos a destruição de carros de combate. Um dos destruidores de tanques lendários foi o Ilyushin Il-2, que foi utilizado pela União Soviética contra a Alemanha Nazista. O famoso Junkers Ju 87, apesar de não ter sido inicialmente projetado para ataque a tanques, foi empregado nesse papel primeiramente na Batalha da França de 1940, onde teve sucesso limitado por ser difícil bombardear um alvo em movimento de tamanho pequeno. Versões posteriores ganharam canhões de 37 mm, capazes de penetrar a blindagem superior de qualquer tanque soviético ou aliado.

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Fontes consultadas

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