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Romênia

Romênia (português brasileiro) ou Roménia (português europeu) ) é uma república unitária semipresidencialista localizada no leste e sudeste da Europa, no norte da península dos Bálcãs e na costa ocidental do mar Negro. O país faz fronteira com Hungria, Sérvia, Ucrânia, Moldávia e Bulgária, abrangendo um território de 238 391 quilômetros quadrados, com um clima predominantemente temperado-continental.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Etimologia

O nome Romênia deriva do termo latino romanus, que significa "cidadão de Roma". O primeiro uso conhecido desta denominação foi atestado no século XVI por humanistas italianos que viajavam pela Transilvânia, Moldávia e Valáquia. O documento sobrevivente mais antigo escrito em romeno é uma carta de 1521 conhecida como a "Carta de Neacșu de Câmpulung", que também é notável por incluir a primeira ocorrência documentada do nome do país: a Valáquia é mencionada como Țeara Rumânească (ortografia antiga para "terra do romenos"; teara do latim terra; ortografia atual: Țara Românească). Duas formas de ortografias — român e rumân — eram usadas indistintamente até desenvolvimentos sociolinguísticos no final do século XVII levarem a uma diferenciação semântica das duas formas: rumân passou a significar "fiador", enquanto român manteve o significado etnolinguístico original. Depois da abolição da servidão em 1746, a palavra rumân gradualmente caiu em desuso e a ortografia estabilizou-se na forma român. Tudor Vladimirescu, um líder revolucionário do início do século XIX, usou o termo Rumânia para se referir exclusivamente ao principado da Valáquia. O uso do nome da Romênia para se referir à pátria comum de todos os romenos foi documentado pela primeira vez no início do século XIX. O nome foi adotado oficialmente em 11 de dezembro de 1861.

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História

Antiguidade

Os restos humanos encontrados em Peștera cu Oase ("A Caverna com Ossos"), datados como sendo de cerca de 40 mil anos atrás, representam os mais antigos registros conhecidos do Homo sapiens na Europa. No período Neolítico, a região de Cucuteni, no nordeste do país, era o lar da mais antiga civilização europeia, conhecida como a Cultura de Cucuteni. Também o mais antigo conhecido trabalho com sal no mundo está em Poiana Slatinei, perto da aldeia de Lunca; foi usado pela primeira vez no início do Neolítico, por volta de 6 050 a.C., pela Cultura Starčevo-Criş e mais tarde pela Cultura de Cucuteni. Antes da conquista romana da Dácia, os territórios entre os rios Danúbio e Dniester eram habitados por vários povos trácios, como os dácios e os getas. Heródoto, em sua obra Histórias, observa a diferença religiosa entre os getas e os outros trácios, no entanto, de acordo com Estrabão, dácios e getas falavam a mesma língua. Dião Cássio chama a atenção para as semelhanças culturais entre os dois povos. Ainda há uma disputa acadêmica sobre se os dácios e os getas eram o mesmo povo.

Idade média

Na Idade Média, os romenos viviam em três principados: Valáquia (em romeno: Țara Românească — "Terra Romena"), Moldávia (em romeno: Moldova) e Transilvânia. A existência de voivodatos romenos independentes na Transilvânia no século IX é mencionada em Feitos dos Húngaros, mas por volta do século XII, a região tinha se tornado em grande parte autônoma do Reino da Hungria. Em outras áreas, Estados locais muito pequenos e com diferentes graus de independência desenvolveram-se, mas apenas sob o regime de Bassarabe I e Bodano I os principados maiores da Valáquia e da Moldávia surgiram, no século XIV, para combater a ameaça do Império Otomano. Em 1541, toda a península dos Bálcãs, além de Hungria, Moldávia, Valáquia e Transilvânia, estava sob suserania otomana, preservando autonomia interna parcial ou total até meados do século XIX (a Transilvânia até 1711). Este período é caracterizado por vários governantes proeminentes, tais como: Alexandre, o Bom (r. 1400–1432), Estêvão, o Grande (r. 1457–1504), Basílio, o Lobo (r. 1634–1653) e Demétrio Cantemiro (r. 1693 e 1710–1711) na Moldávia; Mircea, o Velho (r. 1386–1418), Vlad, o Empalador (r. 1448, 1456–1462 e 1476), Mateus Bassarabe (r. 1632–1654) e Constantino Brancovano (r. 1688–1714) na Valáquia; e Gabriel Bethlen (r. 1613–1629) no Principado da Transilvânia, assim como João Corvino (r. 1441–1453) e Matias Corvino na Transilvânia, enquanto ela ainda era parte do Reino da Hungria. Em 1600, os três principados eram governados simultaneamente pelo príncipe Miguel, o Valente (Mihai Viteazul), da Valáquia, que foi considerado, posteriormente, o precursor da Romênia moderna e tornou-se um ponto de referência para os nacionalistas, bem como um catalisador para a criação de um Estado romeno unificado.

Independência e monarquia

Durante o período do domínio do Império Austro-Húngaro na Transilvânia e da suserania otomana sobre a Valáquia e a Moldávia, a maioria dos romenos tinha poucos direitos num território onde eles eram a maioria da população. Temas nacionalistas tornaram-se populares durante a revolta da Valáquia em 1821 e nas revoluções de 1848 na Moldávia e na Valáquia. A bandeira adotada pelos revolucionários valáquios era um tricolor horizontal azul-amarelo-vermelho (com azul acima, em linha com o sentido de "liberdade, justiça, fraternidade"), enquanto os estudantes romenos em Paris saudaram o novo governo com a mesma bandeira "como um símbolo de união entre moldávios e valáquios". A mesma bandeira, com o tricolor a ser montado verticalmente, viria a ser oficialmente adotada como a bandeira nacional da Romênia.

Guerras Mundiais e Grande Romênia

O país se manteve neutro durante os dois primeiros anos da Primeira Guerra Mundial. No entanto, após o assinatura do Tratado de Bucareste, segundo o qual a Romênia iria adquirir territórios com maioria romena da Áustria-Hungria, o governo fez um acordo de paz com Tríplice Entente e declarou guerra contra a Tríplice Aliança, em 27 de agosto de 1916. Depois de conseguir alguns avanços iniciais, a campanha militar romena rapidamente se transformou em um desastre para o país, assim como para as Potências Centrais, que ocupariam dois terços do território romeno dentro de alguns meses, antes de chegar a um impasse em 1917. As perdas militares e civis totais no período entre 1916 e 1918, dentro de fronteiras contemporâneas romenas, foram estimados em 748 mil mortos. Depois da guerra, a transferência da Bucovina da Áustria foi reconhecida pelo Tratado de Saint-Germain-en-Laye de 1919, do Banato e da Transilvânia da Hungria pelo Tratado de Trianon de 1920 e da Bessarábia do domínio russo pelo Tratado de Paris, em 1920.

Regime socialista

Durante a ocupação soviética da Romênia, o governo, dominado pelo Partido Comunista Romeno, convocou novas eleições em 1946, que foram fraudulentamente vencidas, com uma maioria fabricada de 70% dos votos. Dessa maneira, os comunistas romenos rapidamente se estabeleceram como a força política dominante do país e, em 1947, forçaram o rei Miguel I a abdicar e exilar-se, quando então foi proclamada uma república popular. A Romênia permaneceu sob a ocupação militar e controle econômico direto da União Soviética até o final dos anos 1950. Durante este período, os vastos recursos naturais do país foram continuamente drenados por empresas mistas soviéticas-romenas (SovRoms), criadas para fins de exploração unilaterais.

Democracia e integração europeia

Após a revolução, a Frente de Salvação Nacional (FSN), conduzida por Ion Iliescu, fez reformas democráticas e econômicas parciais. Em abril de 1990, um protesto que contestava os resultados das eleições e acusava a FSN, incluindo Iliescu, de ser composta por ex-comunistas e membros da Securitate, rapidamente cresceu para se tornar o que foi chamado de Golaniad. As manifestações pacíficas acabaram em violência, o que instigou a intervenção de mineiros de carvão convocados por Iliescu. Este episódio foi amplamente documentado por meios de comunicação locais e estrangeiros. A subsequente desintegração da Frente de Salvação culminou na criação de vários partidos políticos, incluindo o Partido Social-Democrata e o Partido Democrata. O governo anterior comandou a Romênia de 1990 até 1996, através de várias coalizões que tinham Ion Iliescu como chefe de Estado. Desde então, houve várias transições democráticas: em 1996, Emil Constantinescu foi eleito presidente; em 2000, Iliescu retornou ao poder, enquanto Traian Băsescu foi eleito em 2004 e, por pouco, reeleito em 2009.

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Geografia

Uma grande parte das fronteiras da Romênia com a Sérvia e a Bulgária seguem o curso do Danúbio. O Danúbio deságua no mar Negro onde forma o delta do Danúbio, juntamente com o rio Prut que serve de fronteira com a República da Moldávia. Os montes Cárpatos dominam a parte ocidental da Romênia, com picos de até 2 700 metros. O mais elevado, o Moldoveanu, atinge os 2 744 metros. As principais cidades são a capital, Bucareste, Brașov, Timișoara, Cluj-Napoca, Constança, Craiova, Iași, Brăila e Galați.

Clima

Devido à distância do mar aberto e por sua localização na porção sudeste do continente europeu, a Romênia tem um clima temperado e continental, com quatro estações definidas. A temperatura média anual é de 11 °C no sul e 8 °C no norte. No verão, as temperaturas máximas médias em Bucareste sobem para 28 °C e temperaturas acima de 35 °C são bastante comuns nas zonas mais baixas do país. No inverno, a temperatura máxima média é inferior a 2 °C. O nível de precipitação atinge 750 mm por ano apenas nas mais altas montanhas ocidentais, enquanto em Bucareste o índice cai para cerca de 600 mm.

Biodiversidade

Grande parte do país (47% do território) está coberta por ecossistemas naturais e seminaturais. A Romênia tem uma das maiores áreas de florestas intactas na Europa, que abrangem quase 27% do seu território. A fauna é composta por 33 792 espécies de animais, 33 085 invertebrados e 707 vertebrados, com quase 400 espécies únicas de mamíferos, aves, répteis e anfíbios, incluindo cerca de 50% da população de ursos-pardos e 20% dos lobos do continente europeu (excluindo a Rússia). Mais de 3 700 espécies de plantas foram identificadas no país, das quais 23 foram consideradas monumentos naturais, 74 foram extintas, 39 estão ameaçadas de extinção, 171 estão vulneráveis e 1 253 são raras. Há quase 10 mil quilômetros quadrados (cerca de 5% da área total) de áreas protegidas. que cobrem 13 parques nacionais e três reservas da biosfera. O delta do Danúbio, com 5,8 mil quilômetros quadrados de área, é a maior região pantanosa contínua da Europa e mantém sozinho 1 688 espécies de plantas diferentes.

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Demografia

Segundo o censo de 2021, a população da Romênia era de 19 milhões de habitantes (um milhão a menos que dez anos antes). Assim como outros países da região, a população deverá diminuir gradualmente nos próximos anos, como resultado de baixas taxas de fertilidade e taxa de migração líquida negativa. Em outubro de 2011, os romenos compunham 88,9% da população do país. As maiores minorias étnicas eram os ciganos (8,3% da população) e húngaros (6,5% da população). Os húngaros constituem a maioria nos municípios de Harghita e Covasna. Outras minorias incluem ucranianos, alemães, turcos, russos lipovanos e tártaros. Em 1930, havia 745 421 alemães na Romênia, mas apenas cerca de 36 mil permanecem até os dias atuais. Em 2009, também havia cerca de 133 mil imigrantes vivendo na Romênia, provenientes principalmente da Moldávia e da China. A taxa de fecundidade total em 2013 foi estimada em 1,31 filho por mulher, o que está abaixo da taxa de substituição de 2,1, sendo uma das mais baixas do mundo. Em 2012, 31% dos partos foram de mulheres solteiras. A taxa de natalidade (9,49‰, 2012) é muito menor do que a taxa de mortalidade (11,84 ‰, 2012), o que resulta na diminuição (-0,26% ao ano, de 2012) e no envelhecimento da população (idade média: 39,1 de 2012), sendo que cerca de 14,9% do total da população com 65 anos ou mais. A expectativa de vida em 2013 foi estimada em 74,45 anos (70,99 anos para homens e 78,13 anos para mulheres). O número de romenos e pessoas com antepassados nascidos na Romênia vivendo no exterior é estimada em cerca de 12 milhões.

Religiões

A Romênia é um Estado laico e não tem religião oficial. A esmagadora maioria da população, no entanto, se identifica como cristã. No censo de 2011 do país, 86,5% dos entrevistados identificaram-se como cristãos ortodoxos pertencentes à Igreja Ortodoxa Romena. Outras denominações incluem o protestantismo (6,9%), o catolicismo romano (4,6%) e o catolicismo grego (0,8%). Os restantes 2,2% da população incluem 64 337 muçulmanos (principalmente de turcos e tártaros), 3 519 judeus e 39 660 pessoas irreligiosas, ateias ou agnósticas. O catolicismo (tanto o católico romano como o católico romeno) e o protestantismo também estão representados, principalmente nas áreas habitadas pela população mais próxima da influência ocidental. Em Dobruja, a região situada na costa do mar Negro, há uma pequena minoria muçulmana (de etnia turca e tártara), uma remanescente do governo otomano e de migrações da Crimeia.

Línguas

A língua oficial é romeno, uma língua românica oriental semelhante ao arromeno, megleno-romeno e istrorromeno, mas que também partilha muitas características com outras línguas românicas, como o italiano, francês, espanhol e português. O romeno é a língua materna de 85% da população, enquanto o húngaro e romani são falados por 6,2% e 1,2% dos habitantes, respectivamente. Há 25 mil falantes nativos do alemão e 32 mil falantes de turco no país, assim como quase 50 mil falantes de ucraniano, concentrados em algumas regiões perto da fronteira, onde eles formam uma maioria. De acordo com a constituição, conselhos locais podem garantir os direitos linguísticos de todas as minorias, sendo que há localidades onde a linguagem minoritária pode ser usada na administração pública, no sistema judicial e educacional. Os cidadãos estrangeiros e apátridas que vivem na Romênia têm acesso à justiça e à educação em sua própria língua. O inglês e o francês são as principais línguas estrangeiras ensinadas nas escolas. Em 2010, a Organização Internacional da Francofonia identificou 4 756 100 falantes de francês no país. De acordo com o Eurobarómetro de 2012, o inglês é falado por 31% dos romenos, o francês por 17% e o italiano por 7%.

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Governo e política

A constituição da Romênia se baseia na constituição da Quinta República Francesa e foi aprovada em um referendo nacional em 8 de dezembro de 1991, sendo alterada em outubro de 2003 para estar em conformidade com a legislação da União Europeia. O país é governado com base em um sistema político democrático, multipartidário e com separação de poderes. É uma república semipresidencialista, onde as funções executivas são realizadas tanto pelo governo quanto pelo presidente, que é eleito por voto popular para no máximo dois mandatos de cinco anos e nomeia o primeiro-ministro, que por sua vez nomeia o Conselho de Ministros. O ramo legislativo do governo, conhecido coletivamente como Parlamento, é composto por duas câmaras (Senado e Câmara dos Deputados), cujos membros são eleitos a cada quatro anos. O sistema jurídico é independente dos outros poderes do Estado e é composto por um sistema hierárquico de tribunais, cujo ponto máximo é a Alta Corte de Cassação e Justiça, que é o tribunal supremo da Romênia. Há também tribunais de recurso, tribunais de comarca e tribunais locais. O sistema judicial romeno é fortemente influenciada pelo modelo francês, considerando que ele é baseado no direito civil e é inquisitorial por natureza. O Tribunal Constitucional (Curtea Constituțională) é responsável por avaliar a conformidade das leis e outras regulamentações estatais à Constituição, que é a lei fundamental do país e só pode ser alterada através de um referendo público.

Relações internacionais

Desde dezembro de 1989, a Romênia tem seguido uma política de fortalecimento das relações com o mundo ocidental em geral, mais especificamente com os Estados Unidos e a União Europeia (UE). O país ingressou na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a 23 de março de 2004, na UE em 1 de janeiro de 2007 e no Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial em 1972, além de também ser um dos membros fundadores da Organização Mundial do Comércio (OMC). O atual governo declarou seu objetivo de estreitar os laços e ajudar outros países (em especial, a Moldávia, a Ucrânia e a Geórgia) no processo de integração com o resto do Ocidente. A Romênia também deixou claro desde o final da década de 1990 que apoia a adesão à OTAN e da UE de todas as ex-repúblicas soviéticas democráticas localizadas na Europa Oriental e no Cáucaso. O país também declarou seu apoio público à adesão da Turquia e da Croácia à União Europeia. Por ter uma grande minoria húngara, a Romênia também desenvolveu fortes relações com a Hungria. O governo romeno optou, em 1 de janeiro de 2007, por aderir ao Espaço Schengen, sendo que sua candidatura foi aprovada pelo Parlamento Europeu em junho de 2011, mas foi rejeitada pelo Conselho da União Europeia em setembro do mesmo ano.

Forças armadas

As forças armadas romenas consistem em um exército, uma marinha e uma força aérea, e são lideradas por seu comandante em chefe, o presidente, supervisionado pelo ministro da defesa. Com um orçamento superior a 1,78 bilhões * de euros (2,5% do PIB), em 2015 contava com mais de 73 350 militares em suas fileiras. Nos últimos anos, as forças armadas têm se modernizado, especialmente devido a sua missão de combate no Afeganistão. A força aérea opera MiG-21s e Mig-29s soviéticos atualizados, com suas fileiras sendo engrossadas por novos F-16s, de fabricação americana, comprados de Portugal em outubro de 2013. A marinha adquiriu novas fragatas Type 22 da marinha britânica. Tropas romenas também participaram da fase de ocupação do Iraque. Eles retiraram suas tropas de lá em julho de 2009. A marinha do país ainda participou da intervenção militar na Líbia em 2011.

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Subdivisões

A Romênia é dividida em 41 distritos e o município de Bucareste. Cada município é administrado por um conselho municipal, responsável pelos assuntos locais, bem como por um prefeito responsável pela administração de assuntos do distrito. O prefeito é nomeado pelo governo central, mas não pode ser um membro de qualquer partido político. Cada distrito é subdividido em cidades e comunas, que têm o seu próprio prefeito e conselho local. Há um total de 319 cidades e 2 686 comunas na Romênia. Das cidades maiores, 103 têm estatuto de município, o que lhes dá maior poder administrativo sobre assuntos locais. O município de Bucareste é um caso especial. Ele é dividido em seis setores e tem um prefeito, um prefeito geral e um conselho geral da cidade.

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Economia

Em 2013, o PIB (PPC) da Romênia foi cerca de 386 bilhões * de dólares e um PIB per capita (PPC) de 19 397 de dólares. De acordo com o The World Factbook da CIA, o país é uma economia de renda média-alta. De acordo com o Eurostat, o PIB per capita romeno era equivalente a 55% da média da UE em 2013, um aumento de 42% em relação a 2007 (o ano da adesão da Romênia à UE). Depois de 1989, o país viveu uma década de instabilidade econômica, causada em parte por uma base industrial obsoleta e pela falta de reformas estruturais. A partir dos anos 2000, no entanto, a economia romena foi transformada com uma relativa estabilidade macroeconômica, caracterizada por um crescimento elevado, baixo desemprego e inflação em declínio. Em 2006, de acordo com o Escritório de Estatísticas da Romênia, o PIB registrou um aumento de 7,7%, uma das taxas mais elevadas da Europa na época. No entanto, um declínio econômico depois da Grande Recessão no final da década de 2000 forçou o governo a tomar dinheiro emprestado no exterior, incluindo um programa de resgate do FMI de 20 bilhões de euros. O PIB vem crescendo a uma taxa de 2% ao ano desde então. A Romênia ainda tem uma das mais baixas salário médio mensal líquido na UE (540 euros em 2012) e uma inflação de 3,7% em 2013. A taxa de desemprego registrada em 2012 foi de 7%.

Turismo

O turismo na Romênia concentra-se em paisagens naturais e sua rica história, tendo também um contributo importante para a economia. Em 2006, o turismo doméstico e internacional compôs 4,8% do PIB e cerca de meio milhão de postos de trabalho (5,8% do emprego total). Depois do comércio, o turismo é o ramo mais importante da indústria de serviços, principalmente devido seu desenvolvimento rápido e dinâmico. De acordo com estimativas do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a Romênia ocupa a quarta posição entre os países em desenvolvimento na categoria de crescimento rápido do turismo. O número de turistas aumentou de 4,8 milhões em 2002 para 6,6 milhões em 2004, atraindo investimentos de ES$ 400 milhões neste período.

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Infraestrutura

Transportes

De acordo com o The World Factbook, a rede rodoviária romena tinha uma extensão de 81 713 quilômetros em 2009 (excluindo as áreas urbanas), dos quais 66 632 km eram pavimentados. Há planos para construir uma rede de 2 262 km de autoestradas, que consistiria de seis autoestradas principais e outras seis autoestradas de desvio. No entanto, em julho de 2015, havia 707 km de autoestradas estabelecidas, com outros 230 km em construção ou em licitação. O Banco Mundial estima que a rede ferroviária do país tenha 22 298 quilômetros, sendo a quarta maior rede ferroviária europeia. O transporte ferroviário sofreu uma queda dramática depois de 1989. Em 2004, cerca de 99 milhões de viagens de passageiros foram realizadas. Em 2013, o setor passou por renascimento devido a melhorias da infraestrutura e privatização parcial de linhas, que respondem por 45% de todos os movimentos de passageiros e de mercadorias no país. O Metrô de Bucareste, o único sistema metropolitano do país, foi aberto em 1979 e se estende por 61,41 km, com uma média de passageiros, em 2007, de 600 mil por semana. Há dezesseis aeroportos comerciais internacionais em serviço, sendo que cinco deles são capazes de receber aeronaves de fuselagem larga. Em 2013, mais de 7,6 milhões de passageiros voaram através do Aeroporto Internacional Henri Coandă.

Energia

A Romênia é um exportador líquido de energia elétrica e está na posição 46ª no mundo em termos de consumo de energia. Cerca de um terço da energia produzida provém de fontes renováveis, principalmente a energia hidroelétrica. Em 2010, as principais fontes eram carvão (36%), hidroelétrica (33%), nuclear (19%) e hidrocarbonetos (11%). Em 2021, a Romênia tinha, em energia elétrica renovável instalada, 6 655 MW em energia hidroelétrica (29º maior do mundo), 3 013 MW em energia eólica (29º maior do mundo), 1 398 MW em energia solar (39º maior do mundo), e 135 MW em biomassa. O país tem uma das maiores capacidades de refinação na Europa Oriental, embora a produção de gás natural e petróleo tenha sido decrescente por mais de uma década.

Educação

Desde a Revolução Romena de 1989, o sistema educacional tem estado em um processo contínuo de reforma, o que tem recebido críticas. Em 2004, 4,4 milhões de romenos estavam matriculados na escola. Destes, 650 mil no jardim de infância (3–6 anos), 3,1 milhões nos níveis primário e secundário e outros 650 mil no nível superior (universidades). No mesmo ano, a taxa de alfabetização de adultos era de 97,3% (45ª em todo o mundo), enquanto a taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior foi de 75% (52ª em todo o mundo). O jardim de infância é opcional entre os 3 e os 6 anos. A escola inicia aos 7 anos (às vezes em 6) e é obrigatória até a oitava série. A educação primária e secundária é dividida em 12 ou 13 graus. Existe também um sistema semilegal e informal de aulas particulares, usadas principalmente durante a escola secundária, que prosperou durante o regime comunista.

Ciência e tecnologia

Historicamente, os pesquisadores e inventores romenos têm feito contribuições notáveis para vários campos da ciência. Traian Vuia fez experimentos pioneiros e bem-sucedidos na aviação e Aurel Vlaicu construiu e voou alguns dos primeiros aviões da história, enquanto Henri Coandă descobriu o efeito Coandă em fluidos. Victor Babeş descobriu mais de 50 tipos de bactérias; o biólogo Nicolae Paulescu descobriu a insulina, enquanto Emil Palade recebeu um Prêmio Nobel por suas contribuições à biologia celular. Lazăr Edeleanu foi o primeiro químico a sintetizar a anfetamina, enquanto Costin Nenițescu desenvolveu inúmeras novas classes de compostos em química orgânica. Matemáticos notáveis incluem Spiru Haret, Grigore Moisil e Ștefan Odobleja; físicos e inventores: Șerban Țițeica, Alexandru Proca e Ștefan Procopiu.

Saúde

A Romênia tem um sistema de saúde universal e as despesas totais de saúde do governo são de aproximadamente 5% do PIB. Ele abrange exames médicos, quaisquer intervenções cirúrgicas e qualquer assistência médica, além de fornecer medicamentos gratuitos ou subsidiados para várias doenças. O Estado é obrigado a financiar hospitais e clínicas públicas. As causas mais comuns de morte são as doenças cardiovasculares e câncer. Doenças transmissíveis, como a tuberculose, sífilis ou hepatite viral, são mais comuns do que na Europa Ocidental. Em 2010, a Romênia tinha 428 hospitais públicos e 25 hospitais privados, com 6,2 leitos por 1 000 habitantes, e mais de 200 mil equipes médicas, incluindo mais de 52 mil médicos. Em 2013, a taxa de emigração de médicos foi de 9%, superior à média europeia de 2,5%.

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Cultura

Artes e monumentos

A origem dos romenos começou a ser discutida no final do século XVIII entre os estudiosos da Escola da Transilvânia. Vários escritores ganharam destaque no século XIX, como George Cosbuc, Ioan Slavici, Mihail Kogălniceanu, Vasile Alecsandri, Nicolae Bălcescu, Ion Luca Caragiale, Ion Creangă e Mihai Eminescu, sendo posteriormente considerado o maior e mais influente poeta romeno, em particular para o poema Luceafărul. No século XX, entre os artistas romenos aclamados internacionalmente estavam Tristan Tzara, Marcel Janco, Mircea Eliade, Nicolae Grigorescu, Marin Preda, Liviu Rebreanu, Eugène Ionesco, Emil Cioran e Constantin Brâncuși. O romeno sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1986, enquanto a escritora Herta Müller recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 2009.

Feriados, tradições e gastronomia

Há 12 feriados nacionais, incluindo o Grande Dia da União, celebrado no dia 1 de dezembro em comemoração da união da Transilvânia com a Romênia em 1918. As férias de inverno incluem as festividades do Natal e do Ano Novo, durante os quais ocorrem várias danças folclóricas e jogos tradicionais são comuns, como plugușorul, sorcova, ursul e capra. Durante a Páscoa, ovos pintados são muito comuns, enquanto que em 1 de março, no feriado Mărțișor, também há uma tradição de troca de presentes, provavelmente de origem trácia. A vestimenta tradicional romena, que ficou fora de uso ao longo do século XX, é uma roupa cerimonial popular usada em festividades, especialmente nas áreas rurais. O costume de sacrificar suínos vivos durante o Natal e cordeiros durante a Páscoa exigiu uma derrogação especial do União Europeia depois de 2007.

Esportes

O futebol é o esporte mais popular no país, com mais de 234 mil jogadores registrados em 2010. O corpo diretivo é a Federação Romena de Futebol, que pertence à UEFA. A seleção nacional de futebol participou de sete Copas do Mundo FIFA e teve seu período de maior sucesso na década de 1990, quando alcançou as quartas de final da Copa do Mundo FIFA de 1994 e ficou em terceiro lugar pela FIFA em 1997. O jogador núcleo desta "geração de ouro" era Gheorghe Hagi, que foi apelidado de "o Maradona dos Cárpatos". O tênis é o segundo esporte mais popular, com mais de 15 mil jogadores registrados. A Romênia chegou à final da Copa Davis três vezes (1969, 1971, 1972). O tenista Ilie Năstase ganhou vários títulos de Grand Slam e foi o primeiro jogador a ser classificado como número 1 pela Associação de Tenistas Profissionais (ATP) entre 1973 e 1974. Virginia Ruzici ganhou o Aberto da França em 1978 e foi vice-campeã em 1980. Simona Halep tornou-se a primeira tenista romena a vencer o torneio de Wimbledon, em 2019. Anteriormente, ela já ganhara o Grand Slam de Roland Garros, um ano antes.

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Fontes consultadas

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