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Fita cassete

A fita cassete(pt-BR) ou cassete áudio(pt-PT?), ou simplesmente cassete, abreaviado K7, é um padrão de fita magnética para gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, invenção da empresa neerlandesa Philips.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

Antes da fita cassete

Em 1935, décadas antes da introdução da fita cassete, a AEG lançou o primeiro tape deck de rolo (em alemão: Tonband), com o seu nome comercializado como "Magnetophon", baseado na invenção da fita magnética (1928) de Fritz Pfleumer, que utilizou tecnologia similar, mas com os rolos expostos (com uma fita foi desenvolvida pela BASF). Esses dispositivos eram muito caros e relativamente difíceis de utilização, e eram utilizados apenas por profissionais em emissoras de rádio e estúdios de gravação. Para uso pessoal, o gravador de fita não foi muito comum, tendo sido deixado de lado na década de 50; com preços entre 700 e 1 500 MA, essas máquinas eram muito caras para o mercado em massa, e a construção de seu tubo a vácuo os fez muito difícil de manuseio. No começo de 1960, no entanto, os pesos e preços caíram quando os tubos a vácuo foram substituídos por transistores. Gravadores de deck de rolo se tornaram algo mais comum no uso caseiro, apesar de que eles ainda sim eram presentes em uma pequena quantidade de casas com gravadores de longa duração.

O começo

Previstos originalmente como meio para ditado e uso como gravador de som prático e portátil, a qualidade dos primeiros reprodutores não era muito adequada para música. Além disso, os primeiros modelos tinham falhas na mecânica. Porém, rapidamente as falhas foram sanadas, diversos modelos produzidos, e alguns foram incorporados aos receptores portáteis de rádio. Assim as melhoras na qualidade de som fizeram com que o cassete suplantasse a gravação da fita de rolo na maioria de seus usos domésticos e profissionais. É preciso lembrar também que, na metade da década de 1960, o consumo da música explodiu, logo uma forma prática de se gravar e ouvir música foi o ideal para um público jovem.

O auge

Entre a década de 1970 e os meados da década de 1990, o cassete era um dos dois formatos mais comuns para a música pré-gravada, junto aos discos de vinil (compactos e LPs). A venda de conjuntos integrados (no Brasil, "3 em 1") com receptor FM, toca-discos para vinil e gravador cassete fizeram com que houvesse uma tremenda difusão nas fitas gravadas domesticamente: cada um podia fazer a sua seleção de músicas das rádios ou dos discos. Durante a década de 1980, a popularidade do cassete se manteve como resultado dos gravadores portáteis de bolso e dos reprodutores pessoais como o Walkman da Sony, cujo tamanho não era muito maior do que o do próprio cassete e que permitia a música ser levada "dentro do seu bolso".

Decadência

Em muitos países ocidentais, o mercado de cassetes entrou em sério declive após o seu auge no final da década de 1980. Isto notou-se particularmente com os cassetes pré-gravados, cujas vendas foram superadas pelas dos CDs durante a década de 1990. Em 2001, os cassetes constituíram somente 4% de toda a música vendida nos Estados Unidos. Não obstante, no final da década de 2000, os cassetes virgens ainda estavam sendo produzidos. Muitas companhias fabricantes do audiocassete deixaram de produzi-lo no final da década de 2000, já que este tem sido fortemente desbancado pelos meios digitais com os reprodutores de MP3, cuja mídia pode ser um CD, cartão de memória ou DVD com uma qualidade de som superior e maior duração.

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Tipos de fitas

Por duração

O cassete, dependendo do comprimento da fita, permite diversas durações de gravação. Precisamente, o nome da fita já indica a sua duração, como C-60 (60 minutos, 30 para cada lado). Quanto maior o comprimento, mais fina é a fita, a fim de que ocupem o mesmo espaço do cartucho que as de menor comprimento. Quanto mais finas as fitas, pior é a adaptação às da própria caixa, o que pode provocar um mau contato cabeçote-fita, que pode fazer com que a fita se enrosque, podendo danificar o toca fitas. Os fabricantes desaconselham energicamente o uso das C-120 e, em menor escala, as C-90. As fitas que estão (ou estiveram) disponíveis no mercado são:

Por material magnético

Utilizam-se diversos tipos de material magnético para os cassetes. Cada um deles tem diferentes requisitos de polarização (bias) e equalização. Segundo este critério, podem-se distinguir quatro tipos de fitas: A qualidade se reflete normalmente no preço, sendo as mais baratas as de tipo I. As fitas tipo II se consideram como de qualidade de som superior e as de tipo IV com qualidade máxima, podendo ser gravada com volumes superiores, melhorando assim a relação sinal/ruído.

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Fontes consultadas

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