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Cătălina Ponor

Cătălina Ponor é uma ex-ginasta romena que competiu na categoria artística da modalidade ininterruptamente entre os anos de 2001 e 2007, quando decidiu deixar oficialmente os treinos por "razões médicas". Em 2011, voltou a treinar com a equipe romena na cidade de Izvorani com o objetivo de ir aos Jogos Olímpicos de Londres.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Biografia

Imagem: tmsworkshop · BY · Openverse

Cătălina Ponor nasceu na cidade de Constança, Romênia em 20 de agosto de 1987, filha de pais ciganos. Mudou-se de sua cidade apenas para treinar ginástica. Em 2005, sua vida pessoal veio a público. No começo do ano, a jovem, de até então, dezessete anos, descobria um irmão que sua mãe nunca havia mencionado: Seus pais divorciaram-se quando as crianças eram muito jovens e seu pai mudou-se para a Suécia com o menino. A revelação mudou a vida e os rumas da carreira de Cătălina.

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Carreira

Imagem: Români celebri · BY-NC-ND · Openverse

Cătălina inicou sua vida na ginástica aos quatro anos, em 1991. Aos quatorze entrou para a equipe júnior e aos quinze já integrava a elite sênior da ginástica romena. Seus aparelhos de melhores resultados e rendimento são o solo e a trave.

ROM Júnior

Ponor iniciou sua carreira treinando no ginásio Farul Sport Club, com os treinadores Matei Stanie e Gabriela Dosoftei. Em 2002, fora descoberta pelos treinadores da equipe romena, Octavian Belu e Mariana Bitang, e convidada a integrar a equipe junior nacional. Convite aceito, Cătălina mudou-se para a cidade sede do ginásio de Deva. Sua passagem por essa categoria foi de apenas um ano, o que impossibilitou sua participação em campeonatos, devido ao tempo de preparo.

ROM Sênior

Em 2003, Cătălina iniciou seu treinamento na elite sênior romena e em seguida, vieram seus primeiros campeonatos. O primeiro, na Copa do Mundo, de etapa realizada em Stuttgart - 2003, rendeu a Catalina duas medalhas: o ouro na trave, com a pontuação final de 9,587 e o bronze no solo, com o score de 9,237. No ano seguinte, na primeira etapa da Copa do Mundo, dessa vez realizada na cidade de Gante, Ponor conquistava mais duas medalhas - dois ouros. O primeiro, no solo, veio com a pontuação de 9,350 e o segundo, na trave, com o total de 9,662. Ainda em 2004, na etapa de Glasgow da mesma competição, a ginasta conquistou mais medalhas. Novamente no solo e na trave, ela atingiu pontuações ainda maiores que nas disputas anteriores - 9,650 e 9,700, respectivamente. Na terceira etapa da Copa, agora em Lyon, Cătălina baixou a média na execução e subiu ao pódio apenas na segunda colocação em ambos os aparelhos. Já na quarta etapa, em Cottbus, a jovem voltou às primeiras posições e às medalhas de ouro, tanto na trave quanto no solo. Na final da Copa do Mundo, realizada em Birmingham, Ponor manteve seu posto de número um da trave.

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Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística

Imagem: Români celebri · BY-NC-ND · Openverse

Ponor participou de quatro edições da competição de Campeonatos Mundias de Ginástica Artística, sendo elas em ordem: Anaheim em 2003, Melbourne em 2005, Stuttgart em 2007 e Tóquio em 2011. O seu melhor desempenho foi na edição de Anaheim em 2003 do evento, na qual conquistou três medalhas de prata. Durante o evento de Tóquio em 2011, se classificou para duas finais, mas não obteve nenhuma medalha, sendo esta considerada a sua pior participação em competições do tipo.

Anaheim 2003

Em sua primeira competição de nível mundial, Ponor obteve três medalhas. Subiu ao pódio por três vezes na segunda colocação. A primeira veio por equipes, ao disputar o campeonato ao lado das ginastas Oana Ban, Alexandra Eremia, Florica Leonida, Aura Andreea Munteanu e Monica Roşu. A equipe americana, anfitriã, fora a única a superar as romenas. As Seleções de ginástica artística da Austrália completaram o pódio. No dia de disputas por aparelhos, Cătălina foi novamente ao pódio. Na trave, fora superada pela chinesa Fan Ye, por 0,3 décimos. E no solo, a ginasta ficou atrás da brasileira Daiane dos Santos.

Melbourne 2005

Catalina chegou a Melbourne na Austrália como a principal atleta da competição, uma vez que havia ganhado três medalhas olímpicas de ouro no ano anterior. Sua segunda participação em Mundiais, em Melbourne - Austrália, trouxe para Ponor apenas uma medalha de bronze, na trave, atrás das americanas Nastia Liukin - estreante em Mundiais - e Chellsie Memmel, campeã do individual geral desta edição. Após os incidentes em sua vida pessoal e profissional, Ponor estava mudada e adotava uma postura agressiva, o que surpreendeu seus admiradores e companheiros de esporte na época, por resultar em ruins colocações.

Stuttgart 2007

Ao voltar para a ginástica, este fora o único campeonato de que participou. Em Stuttgart - Alemanha, Cătălina colaborou para a conquista da medalha de bronze da equipe romena. Ao lado de Sandra Izbasa, Steliana Nistor, Cerasela Patrascu, Daniela Druncea e Andreea Grigore, a equipe fora apenas superada pelas americanas e chinesas, ouro e prata, respectivamente.

Tóquio 2011

Depois de ter anunciado a aposentadoria, a ginasta voltou a competir no Mundial de Tóquio em 2011. Ponor ajudou a equipe romena a se classificar na quarta colocação para a final por equipes, após obter o total de 44,132 nos três aparelhos nos quais competiu (com exceção das barras assimétricas). Na final por equipes, colaborou com o time romeno a alcançar a 4ª colocação. Classificada para a final da trave, a ginasta pontuou 14,241, suficiente para a sétima colocação. Assim, Cătălina encerrou a sua participação em Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística com cinco medalhas: três de prata e duas de bronze.

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Jogos Olímpicos

Imagem: Miriam Jeske · BY · Openverse

Atenas 2004

Em sua primeira participação olímpica durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2004, Ponor demonstrou que teria um grande futuro na ginástica (artística) olímpica ao alcançar, aos dezessete anos, o feito de sua compatriota Nadia Comaneci: ganhar três medalhas de ouro em apenas uma edição dos Jogos. A primeira veio ao lado das compatriotas Oana Ban, Monica Rosu, Silvia Stroescu, Daniela Sofrinie e Alexandra Eremia na disputa por equipes. Mais tarde, no dia de competições por aparelhos, Ponor deixou a favorita, Carly Patterson, com a medalha de prata na disputa na trave. Sua compatriota, Alexandra Eremia, completou o pódio. Por fim, no solo, com 9,750, Cătălina conquistou, com a maior margem até então atingida em Olimpíadas (0,188), a sua terceira medalha de ouro na competição, realização inédita desde 1988, quando a também romena Daniela Silivas conquistou três medalhas de ouro em uma única edição olímpica.

Londres 2012

Em sua segunda participação Olímpica durante os Jogos Olímpicos de Verão de Londres em 2012, conquistou a medalha de prata no solo, e a de bronze por equipes, e ficou em 4° lugar na trave após ser superada por Aly Raisman, dos Estados Unidos, em ambos.

Rio 2016

Em junho de 2016, Ponor conquistou duas medalhas de bronze no Campeonato Europeu de Ginástica Artística de 2016. Em 06 de julho de 2016, ela foi selecionada para representar a Romênia nos Jogos Olímpicos de Verão de Rio 2016, marcando a sua terceira participação em uma olimpíada; apesar de Larisa Iordache conquistar seu quarto título nacional consecutivo e citando preocupações com lesões em Iordache. O anúncio foi feito pouco depois de Ponor ser nomeado o porta-bandeira da Romênia para as cerimônias de abertura, a primeira vez que esta homenagem foi concedida a uma ginasta.

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