Catedral de Iorque
A Catedral e Igreja Metropolítica de São Pedro em Iorque, mais conhecida como Catedral de Iorque é a maior catedral de estilo gótico do norte europeu, localizada na cidade de Iorque, Inglaterra. É a sede do arcebispo de Iorque, e catedral da Diocese de Iorque.
Medidas em direção a um edifício mais importante começaram em 630. Uma estrutura de pedra foi completada em 637 por Osvaldo da Nortúmbria e foi dedicada a São Pedro. A igreja logo caiu em ruínas e foi dilapidada em torno de 670, quando bispo Vilfrido subiu para a Sé de Iorque. Ele realizou esforços para reparar e renovar a estrutura. A escola anexa e a biblioteca foram estabelecidas e, ao chegar o século VIII, estavam entre as mais importantes no norte da Europa. Em 741, a igreja foi destruída por um incêndio. Foi reconstruída como uma estrutura ainda mais impressionante, contendo trinta altares. A igreja e toda a área, em seguida, passaram pelas mãos de numerosos invasores, e sua história é obscura até o século X]. Houve uma série de arcebispos beneditinos, incluindo Santo Osvaldo, Vulfstano e Aldredo, que viajaram para Westminster para a coroação de Guilherme, o Conquistador em 1066. Aldredo morreu em 1069 e foi sepultado na igreja.
A Catedral de Iorque é a maior catedral de estilo gótico do norte da Europa e claramente marca o desenvolvimento da arquitetura gótica inglesa desde seu período inicial até o período perpendicular. O edifício atual foi iniciado ao redor de 1230, sendo que sua construção terminou em 1472. Tem uma planta em forma de cruz, com uma sala capitular octogonal ligada ao transepto norte, uma torre central e duas torres na frente oeste. A pedra usada para a construção um calcário de cor branco-creme, extraído na cidade vizinha de Tadcaster. A catedral tem 148 metros de comprimento e cada uma das suas três torres tem 60 metros de altura. O coro, que tem uma altura interior de 31 metros, só é superado em altura, na Inglaterra, pelo coro da Abadia de Westminster. Os transeptos norte e sul foram as primeiras partes a serem construídas na nova igreja. Têm janelas em lanceta simples, a mais famosa delas sendo a Cinco Irmãs, no transepto norte. Estes são cinco lancetas, cada uma com 16 metros de altura e envidraçadas com vidros cinzentos em grisaille, ao invés de cenas narrativas ou motivos simbólicos que são geralmente vistos em vitrais medievais. No transepto sul, a famosa rosácea, cujo vidro remonta a cerca de 1500, e que comemora a união das casas reais de Iorque e Lencastre. Os telhados dos transeptos são de madeira, sendo que o do transepto sul foi queimado no incêndio de 1984 e foi substituído no trabalho de restauração completado em 1988. Após a conclusão dos transeptos, o trabalho começou na sala capitular e em seu portal que o liga ao transepto norte. A casa capitular é no estilo do início do Período Decorado Gótico, em que os padrões geométricos foram usados no rendilhado das janelas, que eram mais largas do que nos estilos de períodos anteriores. No entanto, a obra foi concluída antes do surgimento do arco conopial, um arco em "S" duplo que foi largamente empregado no final deste período. As janelas cobrem quase todo o espaço superior da parede, permitindo ampla entrada de iluminação na sala capitular. Ela tem formato octogonal, como em muitas catedrais, mas notadamente não tem coluna central de suporte do telhado. O teto de madeira, de design inovador, é leve o suficiente para ser suportado pelos contrafortes das paredes. A sala capitular tem muitas cabeças esculpidas acima da cobertura, as quais representam algumas das melhores esculturas góticas do país. Há cabeças humanas, todas diferentes entre si, algumas caretas, anjos, animais e figuras grotescas. Exclusivamente nos transeptos e na sala capitular, há uso de mármore Purbeck adornando os pilares, o que contribui para a riqueza da decoração.
Vitrais
Iorque como um todo, e especialmente a Catedral, têm uma longa tradição na criação de belos vitrais. Alguns dos vitrais da Catedral de Iorque remontam ao século XII. A Grande Janela Oriental, com 76 pés de altura, foi criada no início do século XV, sendo o maior exemplo de vitral medieval no mundo. Outras janelas espetaculares da catedral incluem uma rosácea ornamentada e a janela "Cinco Irmãs", com cinquenta pés de altura. Devido ao grande período de tempo ao longo do qual o vidro foi instalado, diferentes tipos de envidraçamento e técnicas de pintura que evoluíram durante centenas de anos podem ser vistas nas diferentes janelas. Há cerca de 2 milhões de peças individuais de vidro que compõem os 128 vitrais da catedral. Grande parte do vidro foi retirado e depois remontado na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, e as janelas estão constantemente sendo limpas e restauradas para manter sua beleza intacta
As torres e os sinos
As duas torres ocidentais da catedral contam com sinos e relógio com badalos. A torre ocidental norte contém o sino Great Peter e os seis sinos de relógio. A torre ocidental sul tem 14 sinos pendurados para mudança de toques e 11 sinos do carrilhão, que são o tocados por meios de um teclado na câmara de toque. Os sinos tocam a cada quarto de hora durante o dia e o Great Peter marca a mudança de hora. Os sinos para mudança de toque são tocados regularmente aos domingos, antes dos serviços e em outras vezes. Os tocadores praticam nas noites de terça-feira. Ocasionalmente, os sinos do carrilhão são tocados antes dos serviços.
O incêndio de 1829 destruiu o órgão, e a base do órgão atual data de 1832, quando Elliot e Hill construíram um novo instrumento. Este órgão foi reconstruído em 1859 por William Hill e filhos. Em 1901, J.W. Walker e filhos conduziram uma reconstrução. Os Walkers adicionaram uma quantidade significativa de foles ao instrumento. Algum trabalho foi realizado em 1915 por Harrison & Harrison, quando o famoso Tuba Mirabilis foi adicionado. Outros trabalhos menores foram feita aos trancos e barrancos pela mesma empresa, até 1928. Em 1961, J.W. Walker reconstruiu o instrumento, que foi limpo em 1982. O fogo de 1984 afetou o Órgão, porém não irremediavelmente. O dano fez com que se apressasse uma grande restauração, que foi iniciada em 1991 e terminou um ano mais tarde, por Geoffrey Coffin, que havia sido Organista Assistente na Catedral. Details of the organ from the National Pipe Organ Register
Organistas
Entre 2001 e 2008, a pessoa tradicionalmente conhecida como Organista passou a ser chamada de Mestre de Música e o Organista Assistente se tornou Organista. Em 2008, o título de Mestre de Música foi mudado para Diretor de Música e Robert Sharpe assumiu a responsabilidade dos corais de meninos e de meninas. O cargo de Estudios de Órgão foi substituído em 2008 por Assistente do Director de Música(atualmente ocupado por David Pipe). John Scott Whiteley é o organista.
Acredita-se que há muitos anos existe um fantasma de J.H. Charles, um dos ex-organistas, que morreu numa queda quando limpava as válvulas do órgão da igreja.
O relógio astronômico da Catedral de Iorque foi instalado no transepto norte da catedral em 1955. O relógio é um memorial aos elementos da Força Aérea britânica que operaram nas bases de Yorkshire, Durham, e Nortúmbria que foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial.
Em novembro de 2002, a Catedral de Iorque recebeu iluminação colorida na primeira vez em sua história. Na ocasião, a mídia local e regional noticiou o fato. A iluminação foi planejada por Mark Brayshaw, que nasceu em Iorque. Iluminações similares foram projetadas para os períodos natalinos nos anos subsequentes.


