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Lyndon B. Johnson

Lyndon Baines Johnson, conhecido comumente como LBJ, foi um político norte-americano e o 36º presidente dos Estados Unidos, cargo que assumiu após servir como o 37º vice-presidente dos Estados Unidos. É uma das quatro pessoas que ocuparam os quatro cargos federais mais elevados por eleição nos Estados Unidos: representante, senador, vice-presidente e presidente. Membro do Partido Democrata do Texas, Johnson fez parte da Câmara dos Representantes entre 1937–1949 e do Senado entre 1949–1961. Após não ter conseguido a indicação para presidente em 1960, recebeu a oferta de John F. Kennedy para ser seu running mate na eleição de 1960.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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Primeiros anos

Lyndon Baines Johnson, popularmente conhecido LBJ, nasceu em 27 de agosto de 1908 em Stonewall, Texas, em uma pequena casa no Rio Pedernales, o mais velho dos cinco filhos de Samuel Ealy Johnson Jr. (1877–1937) e Rebekah Baines (1881–1958). Johnson tinha um irmão, Sam Houston Johnson (1914–78), e três irmãs; Rebekah (1910–78), Josefa (1912–61), e Lucia (1916–97). A cidade próxima de Johnson City foi nomeada assim em homenagem ao primo de seu pai, James Polk Johnson, cujos antepassados tinham vindo do oeste do Condado de Oglethorpe, na Geórgia. LBJ tinha ancestralidade inglesa e alemã. O avô de Johnson, Samuel Ealy Johnson Sr., foi criado como um Batista, e por um tempo foi um membro da igreja dos Discípulos de Cristo. Em seus últimos anos o avô de Johnson se tornou um cristadelfiano; o pai de Johnson também se juntou a igreja cristadelfiana no fim da vida. Mais tarde, como um político, Johnson foi influenciado na sua atitude positiva em relação aos judeus pelas crenças religiosas que sua família, especialmente seu avô, tinha compartilhado com ele. o verso favorito da Bíblia de Johnson veio da versão do rei James de Isaías 1:18. "Vinde então, e argui-me ..."

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Começo da carreira política

Após anos dando aula em Houston, Johnson entrou para a política. Em 1930, ele fez campanha para o senador texano Welly Hopkins durante sua corrida para o Congresso. Hopkins recomendou Lyndon para o congressista Richard M. Kleberg, que fez dele seu secretário para legislação. Johnson foi eleito então presidente do "Pequeno Congresso" ("Little Congress"), um grupo de ajudantes de congressistas, onde ele cultivou relacionamentos com parlamentares, jornalistas e lobistas. Johnson se tornou amigo, por exemplo, dos ajudantes do presidente Franklin D. Roosevelt e do vice John Nance Garner. Johnson casou com Claudia Alta Taylor, conhecida como "Lady Bird", de Karnack, Texas, em 17 de novembro de 1934, após ele cursar a Universidade de Georgetown. O casal teve duas filhas, Lynda Bird, nascida em 1944, e Luci Baines, nascida em 1947. Johnson deu as suas filhas nomes que formassem as iniciais "LBJ"; até o cachorro da família, com seu nome sendo Little Beagle Johnson, e o seu rancho particular (o LBJ Ranch) também receberam suas iniciais.

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Carreira no Congresso

Câmara dos Representantes (1937-1949)

Em 1937, Johnson ganhou o assento no Congresso dos Estados Unidos pelo 10º Distrito do Texas, que engloba a cidade de Austin. Fez campanha com uma plataforma que defendia as políticas do New Deal. Ele acabou servindo na Câmara dos Representantes de 10 de abril de 1937 até 3 de janeiro de 1949. O presidente Franklin D. Roosevelt descobriu que Johnson seria um importante aliado e um conduíte para informações, especialmente para assuntos que envolvessem política interna do Texas. Johnson foi então apontado para fazer parte do Comitê de Assuntos Navais da Câmara. Trabalhou para trazer luz para as zonas rurais do seu estado e melhorar a qualidade de vida do povo do seu distrito. Johnson indicava para projetos de infraestrutura empresas que ele conhecia, como a Brown Brothers, Herman e George, que mais tarde injetariam dinheiro na sua carreira política. Em 1941, ele concorreu para o senado contra W. Lee "Pappy" O'Daniel, mas acabou perdendo.

Senado (1949-1961)

Nas eleições para o Congresso em 1948, Johnson concorreu para o Senado novamente. As primárias do Partido Democrata foram controversas. Ele enfrentou o governador Coke Stevenson e um terceiro candidato. Johnson levava as multidões para ver seus discursos em um helicóptero alugado, o "The Johnson City Windmill". Usava o dinheiro que angariava para espalhar papéis e jornais de propaganda pela cidade e ganhou o voto dos conservadores ao criticar os sindicatos (que na época estavam surgindo em todos os lugares). Stevenson terminou em primeiro nas primárias mas acabou acontecendo um segundo turno; Johnson iniciou uma campanha ainda mais agressiva, enquanto Stevenson cambaleava na sua popularidade.

Senador pelo Texas

Uma vez no senado, Johnson era conhecido por seus colegas por conseguir "cortejar" muito bem os velhos senadores, especialmente Richard Russell, um democrata da Geórgia, líder da "Coalizão Conservadora" e um dos homens mais poderosos do Senado. Johnson continuou a ganhar a simpatia de Russell e os dois desenvolveram uma amizade. Johnson foi apontado para o Comitê do Senado para as Forças Armadas e no final da década de 1950, ele ajudou a criar o Subcomitê de Preparação de Investigação. Johnson se tornou chefe desse subcomitê e liderou investigações sobre gastos com Defesa e sua eficiência. Lyndon ganhou atenção nacional devido a forma como ele lidava com a imprensa, a eficiência que seu comitê emitia relatórios e sua garantia de que cada um destes relatórios fossem aprovados por unanimidade. Após as eleições de 1950, Johnson se tornou o segundo no comando no Senado, abaixo de Ernest McFarland de Arizona, servindo nesta posição de 1951 a 1953.

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Vice presidência (1961–63)

Nomeação

Os sucessos de Johnson no senado lhe renderam popularidade o suficiente para que ele pleiteasse a candidatura a presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata; ele era descrito como o "filho favorito" da delegação do Texas para a convenção nacional do partido em 1956 e parecia estar numa posição forte para conseguir a nomeação em 1960. Jim Rowe pedia repetitivamente para Johnson lançar sua campanha ainda em 1959, mas Johnson achava que era melhor esperar, achando que a candidatura do jovem John Kennedy iria criar uma divisão entre os democratas que ele poderia explorar. Rowe, frustrado, se juntou a campanha de Humphrey, em um movimento que Johnson também achava que se encaixava em sua estratégia. Lyndon entrou na campanha muito tarde, apenas em julho de 1960 (cinco meses antes do eleição nacional) e sua relutância em deixar Washington permitiu que a campanha de Kennedy fizesse avanços substanciais entre as lideranças do partido e entre o eleitorado. Johnson subestimou as qualidades de Kennedy, seu charme e inteligência, comparado com sua reputação de durão. O escritor Caro sugeriu que a exitância de Johnson pode ser atribuída ao seu medo do fracasso.

No cargo

Depois da eleição, Johnson estava preocupado a respeito da tradicional ineficiência e irrelevância do seu novo cargo de vice-presidente e buscou conseguir mais autoridade para sua posição do que era previsto. Inicialmente ele tentou transferir a autoridade do Líder da maioria do Senado para a vice-presidência, já que o cargo de vice lhe fazia presidente do senado, mas ele enfrentou muita resistência do seu próprio partido (incluindo velhos apoiadores). Johnson buscou aumentar sua influência dentro do Poder Executivo. Escreveu uma ordem executiva para Kennedy analisar, que dava a ele próprio "supervisão geral" sobre assuntos de segurança nacional e requeria que todas as agências governamentais para "cooperar totalmente com o vice presidente em executar seus deveres". A resposta de Kennedy foi assinar uma carta não oficial que permitia a Johnson "avaliar" as políticas de segurança nacional. O presidente já havia negado pedidos similares de Johnson de se tornar um conselheiro maior dentro do Salão Oval e ter uma equipe completa dentro da Casa Branca para o Vice.

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Presidência (1963–69)

Johnson herdou de Kennedy em 1963 uma economia saudável, que apresentava um bom crescimento do PIB e desemprego baixo. Não havia tantas crises e controvérsias no exterior, permitindo que o novo presidente pudesse focar mais em assuntos internos. Tudo isso mudou, contudo, com o aumento de intensidade da Guerra do Vietnã. Johnson começou seu novo mandato de forma similar a forma como ele havia assumido o poder um ano e meio antes, pronto para "levar a diante os planos e programas de John Fitzgerald Kennedy. Não porque estamos tristes ou por simpatia, mas porque eles são corretos". Após a aprovação da Lei dos Direitos Civis de 1964, o buraco entre os segregacionistas e a administração Johnson cresceu. Então, em março de ocorreram as marchas de Selma a Montgomery em Alabama, liderados por Martin Luther King. A marcha e sua repercussão levaram o Congresso a debater a criação de uma lei para proteger o direito a voto de grupos específicos, como os negros.

Rápida sucessão

Em 22 de novembro de 1963, John F. Kennedy foi assassinado a tiros enquanto visitava a cidade de Dallas, no Texas. Johnson foi então empossado presidente a bordo do Air Force One (o avião presidencial) no mesmo dia. Na verdade, a cerimônia aconteceu apenas duas horas e oito minutos após a morte de JFK. Quase que imediatamente começaram a surgir teorias da conspiração que implicavam Lyndon no ocorrido (mesmo que nenhuma evidência que indique isso tenha sido apresentada). Fez o juramento do cargo na presença da juíza Sarah T. Hughes, uma amiga da família. Na pressa da ocasião, não havia uma bíblia por perto, então no juramento foi usado um livro missal que estava na mesa de Kennedy. A foto icônica de Cecil Stoughton a bordo do avião presidencial mostrando Johnson fazendo o juramento ao lado da agora viúva Sra. Kennedy se tornou uma das fotos presidenciais mais importantes da história.

Iniciativas legislativas

O novo presidente achava que seria vantajoso correr atrás rapidamente por uma das prioridades legislativas de Kennedy, corte de impostos. Johnson trabalhou com Harry F. Byrd, um senador pela Virgínia, para negociar uma redução no orçamento para ficar abaixo dos US$ 100 bilhões de dólares em troca do apoio do senado para aprovação da Lei de Receitas de 1964. O congresso aprovou o projeto em fevereiro de 1964 e também adiantou leis que mexiam com direitos civis. Ainda no fim de 1963, Johnson tinha lançado o seu projeto de "Guerra contra Pobreza" ("War on Poverty"), recrutando um parente dos Kennedys, Sargent Shriver, então chefe da organização Corpo da Paz, para liderar este esforço. Em março de 1964, LBJ enviou para o Congresso a Lei de Oportunidade Econômica, que criou os programas Corpo de Trabalho e Ação de Comunidade, desenvolvido para atacar a pobreza a nível local. Esta lei ainda criou o AmeriCorps VISTA, (Volunteers in Service to America, ou em português "Voluntários em serviço para a América"), um programa doméstico no modelo do Corpo da Paz.

Direitos civis

Presidente Kennedy havia submetido ao congresso, em junho de 1963, uma lei de direitos civis, que enfrentou grande oposição por parte dos legisladores. Johnson renovou os esforços do governo para aprovar a lei e pediu que Bobby Kennedy liderasse tal esforço no Capitólio. Assim, caso a lei falhasse, Johnson poderia culpar Bobby; mas se fosse bem-sucedido, Lyndon levaria o crédito. O historiador Robert Caro notou que o projeto de lei escrito por Kennedy estava enfrentando a mesma oposição que outras leis de direitos civis haviam enfrentado no passado; congressistas e senadores do sul usavam todas as artimanhas jurídicas e legislativas para barrar a votação. Em particular, eles pegavam outras leis, como a reforma tributária, para congestionar o plenário. Os congressistas oposicionistas de direitos civis obstruíam as votações (o chamado Filibuster) e enviavam as leis que não gostavam para comissões mortas para atrasar os projetos.

A "Grande Sociedade"

Johnson queria um slogan que 'pegasse' para a campanha de 1964 que descreveria sua agenda política doméstica para 1965. Eric Goldman, que havia ido para a Casa Branca em dezembro daquele ano, pensava que o programa doméstico de Lyndon lembrava o conteúdo do livro The Good Society ("A Boa Sociedade"). Richard Goodwin mudou então para a "Grande Sociedade" e incorporou esse detalhe no discurso de Johnson em maio de 1964 na Universidade de Michigan. Falou sobre reformas urbanas, transporte mais moderno, meio ambiente limpo, antipobreza, reforma no sistema de saúde, controle do crime e reforma educacional.

Resolução do Golfo de Tonkin

Em agosto de 1964, surgiram histórias de que dois contratorpedeiros americanos foram atacados por navios torpedeiros norte-vietnamitas em águas internacionais, a cerca de 64 km da costa do Vietnã na região do Golfo de Tonkin; relatórios e comunicações navais deram informações conflituosas sobre o ocorrido. Apesar de Johnson querer manter o assunto do Vietnã fora da campanha das eleições de 1964, ele teve que responder a agressão vietnamita, e então buscou e obteve do Congresso apoio através da Resolução do Golfo de Tonkin, assinada em 7 de agosto, que dava ao presidente a autoridade de levar a nação a guerra no sudeste da Ásia para proteger os interesses americanos e de seus aliados na região. Johnson, determinado a fortalecer sua imagem na questão de relações exteriores, também queria evitar críticas de constitucionalistas a respeito de fazer guerra sem apoio do Congresso (como aconteceu na Coreia). Ele, durante a campanha eleitoral, frisou que seu principal interesse era manter a independência do Vietnã do Sul, apoiando-os militar e economicamente, ao mesmo tempo que se opunha publicamente a presença de tropas de combate americanas em solo. A população americana apoiou a Resolução (48% aprovavam a política do presidente com relação ao Vietnã, enquanto apenas 14% defendiam negociação e retirada unilateral).

Eleição de 1964

Na primavera de 1964, Johnson não estava otimista sobre os prospectos de vencer sozinho a eleição. Uma mudança importante aconteceu em abril onde ele assumiu o comando das negociações entre a irmandade da estrada de ferro e a indústria da estrada de ferro a respeito de melhorias nas condições de trabalho. Johnson enfatizou para os partidos o potencial impacto econômico de uma greve. Após várias negociações, o presidente prometeu maior liberdade no ajuste dos direitos e uma depreciação mais liberal de subsídios pela IRS e um acordo foi firmado. A autoconfiança de Johnson subiu e sua imagem com os trabalhadores melhorou. Foi cogitado que Robert F. Kennedy fosse apontado para a posição de vice de Johnson na chapa para as eleições de 1964 mas os dois ainda não se gostavam nem um pouco. Lyndon achava que, se apontasse Robert para ser seu vice, seria ele que levaria o crédito de tê-lo eleito, algo que ele não aceitaria. A escolha seguinte para vice-presidente era Hubert Humphrey e sua seleção iria fortalecer a posição de Johnson no meio oeste e no nordeste industrial. Johnson sabia da frustração do que falta de poder de um vice causava na pessoa que ocupava o cargo e assim buscou, através de entrevistas, saber e garantir a lealdade total de Humphrey. Johnson só anunciou a escolha de Humphrey para ser seu vice logo perto do limite de tempo, para permitir que a imprensa especulasse e focasse mais em sua campanha.

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Pós-presidência

Após deixar a presidência em janeiro de 1969, Johnson foi para o seu rancho em Stonewall, Texas, acompanhado por seu ex-ajudante e escritor de discursos Harry J. Middleton, que iria escrever o primeiro livro de Lyndon, The Choices We Face, também trabalharia com ele na elaboração de suas memórias, The Vantage Point: Perspectives of the Presidency 1963–1969, publicado em 1971. Naquele ano, a Biblioteca e Museu Lyndon Baines Johnson foi aberta no campus da Universidade do Texas em Austin. Ele doou, em testamento, o seu rancho no Texas para o público e lá foi aberto o Parque Histórico Nacional Lyndon B. Johnson. Johnson deu uma "boa nota" para a política externa de Nixon, mas estava preocupado se seu sucessor estava sendo pressionado para retirar rápido demais as tropas americanas do Vietnã, antes de que os sul-vietnamitas estivessem realmente prontos. Ele afirmou: "Se o Sul cair perante os comunistas, podemos ter grandes problemas em casa".

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Morte e funeral

"Após a cerimônia de posse (20 de janeiro de 1969), Johnson viu Nixon ser empossado e então embarcou em um avião para o Texas. Quando a porta do avião fechou, Johnson pegou um cigarro — seu primeiro desde o ataque cardíaco em 1955. Um das suas filhas tirou o cigarro de sua boca e falou: "Papai, o que você está fazendo? Você vai se matar." Ele pegou de volta e disse: "Eu já criei vocês, garotas. Eu ja fui presidente. Agora é minha vez." Daquele ponto em diante, ele seguiu um caminho autodestrutivo." Com sua saúde piorando, Johnson retornou para o seu rancho. Aproximadamente as 15h39 do dia 22 de janeiro de 1973, Johnson ligou para o prédio do Serviço Secreto e reclamou de "maciças dores no peito". Os agentes correram para o seu quarto e encontraram o ex-presidente no chão, inconsciente, com o telefone ainda nas mãos. Johnson foi levado às pressas para a cidade de San Antonio e levado para um hospital militar, mas já chegou morto no escritório do cardiologista do exército, o coronel Dr. George McGranahan.

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Legado

Durante sua presidência, o cenário político americano transformou-se significativamente, com os sulistas brancos que já foram democratas convictos começando a se mudar para o Partido Republicano e os afro-americanos, que antes de 1964 apenas esporadicamente votavam no Partido Democrata, passaram em peso a apoiar os democratas. Acadêmicos tem visto Johnson através das lentes de suas conquistas legislativas históricas e de sua falta de sucesso na Guerra do Vietnã. Sua classificação geral entre os historiadores permaneceu relativamente estável e sua classificação média é mais alta do que qualquer um dos oito presidentes que o sucederam, embora semelhante a de Reagan e Clinton. O historiador Kent Germany avaliou assim a evolução do legado público de Johnson: O homem que foi eleito para a Casa Branca por uma das mais amplas margens da história dos Estados Unidos e passou tantas leis quanto qualquer outro político americano agora parece ser mais lembrado pelo público por suceder um herói assassinado, levando o país a um atoleiro no Vietnã, traindo sua santa esposa, expondo sua barriga costurada, usando palavrões, pegando cachorros pelas orelhas, nadando nu com conselheiros na piscina da Casa Branca e usando o banheiro enquanto conduzia negócios oficiais. De todas essas questões, a reputação de Johnson é a que mais sofre com sua gestão da Guerra do Vietnã, algo que ofuscou os direitos civis e suas realizações de políticas domésticas e fez com que o próprio Johnson se arrependesse de como lidou com "a mulher que eu realmente amei – a Grande Sociedade".

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