Cerejeira
A cerejeira engloba diversas espécies de árvores frutíferas de clima temperado, majoritariamente asiáticas. Algumas são valorizadas por seus frutos, as cerejas, enquanto outras são apreciadas pela madeira nobre. Classificadas no subgênero Cerasus, dentro do gênero Prunus (família Rosaceae), as cerejeiras também possuem espécies nativas da Europa (três) e da América (duas).
Pontos-chave
- A cerejeira inclui espécies frutíferas e produtoras de madeira nobre, principalmente da Ásia.
- Classifica-se no subgênero Cerasus, pertencente ao gênero Prunus (Rosaceae).
- Na cultura japonesa, a flor de cerejeira (sakura) simboliza a efemeridade da vida do samurai.
- O fruto da cereja é associado à sensualidade, devido à sua cor e sabor intensos.
- Portugal registrou uma produção de cerejas de 17,7 mil toneladas em 2015, com boa qualidade.
Existem árvores brasileiras que, embora não sejam cerejeiras verdadeiras, são notáveis por suas características. A amburana e o jatobazeiro, ambos da família Fabaceae, são valorizados pela madeira nobre. Já a cereja-do-rio-grande e o pêssego-do-mato, ambos da família Myrtaceae, são árvores frutíferas nativas do Brasil.
Originária da Ásia, a cerejeira possui um profundo significado cultural. No Japão, a flor de cerejeira (sakura) é um símbolo poderoso, associada à vida efêmera e honrosa dos samurais. O costume japonês do hanami, a contemplação das flores, especialmente as de cerejeira, é uma tradição apreciada. A flor de cerejeira é admirada por sua beleza, delicadeza e formato. Na Índia, a flor é considerada sagrada, e uma lenda diz que lares com essa flor nunca sofrem de escassez. O fruto da cereja, com seu vermelho intenso e suculência, simboliza a sensualidade, sendo frequentemente comparado ao primeiro gosto do amor. Sua aparência, que remete aos lábios, e o 'sangramento' ao ser mordida reforçam essa ligação erótica.
A produção de cerejas varia globalmente, com algumas regiões se destacando por sua colheita e qualidade.
Produção em Portugal
Em 2015, a produção de cerejas em Portugal atingiu um volume expressivo de 17,7 mil toneladas. Este número superou significativamente a média dos anos anteriores, e os frutos colhidos apresentaram uma excelente qualidade.


