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Cessacionismo

Cessacionismo é a visão cristã na qual se formula que parte dos chamados dons do Espírito Santo, apesar de terem sido de fundamental utilidade e importância nos primórdios da igreja cristã, cessaram de existir ainda no período da Igreja Primitiva. Os cessacionistas podem ser divididos em vários "níveis". Alguns, mais radicais, não aceitam por exemplo o dom de curas na igreja moderna. Já outros, defendem a tese de que o dom de profecia cessou na boca de profetas humanos, sendo restrita à manifestação da profecia escrita na Bíblia Sagrada. É unânime entre os cessacionistas que o dom de línguas, nos moldes do falar em línguas, se encerrou nos tempos apostólicos. Entendem os cessacionistas que tais e restritos dons serviram a um propósito, a fundação da Igreja Primitiva, em momento que os apóstolos teriam que cumprir o ide sem possuírem qualificação de doutores ou mestres. Segundo eles, o encerramento do livro teria tornado desnecessária a existência dos dons milagrosos e de profecias.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/10/2026
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Benjamin Breckinridge Warfield

Benjamin Warfield está entre os mais citados teólogos cessacionistas, em face de sua obra The Cessation of the Charismata, no livro Counterfeit Miracles (Milagres Falsificados). Nessa obra, Warfield foi um dos primeiros a fazer uma compilação do pensamento sobre o tema de diversos autores renomados, argumentando que alguns dos dons do Espírito Santo teriam se manifestado somente até o terceiro e quarto séculos, mas depois teriam cessado. Nesse sentido, Warfield separa os efetivos dons apostólicos transmitidos pela imposição de mãos, da crendice difundida pelos “romances pagãos que invadiram o império” — Incredible Tales of Beyond Thule (Antônio Diógenes), Babylonian Tales (Jâmblico), Efesio Stories (Xenofonte), Etiopiano de Heliodoro (romance de Aquiles Tácio e de Chariton) e Metamorfoses (Apuleio). Escreve ele:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

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Reformados

O reformado Misael Batista, na obra "Cristão Frutífero", resume em três categorias a posição das igrejas sobre dons espirituais: Segundo John Stott, e.g., o dom de profecias, do ponto de vista reformado, seria o "falar com vistas à edificação da igreja", por isso, para os reformados, profecia seria "sinônimo de pregação", seria "a Palavra, pregada ou apresentada nos sacramentos". Os profetas de outrora não eram munidos de estudos ou esboços, entanto, para a contemporaneidade reformada, "a origem da iluminação para a mensagem é a mesma", assim, o que era dito por inspiração do Espírito ao membro da Igreja Primitiva, agora é dada ao pregador da atualidade por várias horas de meditação e oração no esboço que ministrará à igreja. Por isso, para a "fé reformada, não há pregação legítima sem a iluminação e operação do Espírito Santo". Entanto, a contemporaneidade reformada, que seria a visão moderada do cessacionismo, reflete a seguinte pergunta: "O dom de profecia citado no Novo Testamento é unicamente a pregação?" A resposta a essa questão é:

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Moderados

Alguns cessacionistas, de linha premilenarista, admitem um futuro retorno dos dons para o período da Grande Tribulação, descrito em Apocalipse. Assim, entre os moderados, podem-se inserir as várias vertentes, tanto os pretribulacionistas, os mesotribulacionistas, como os pós-tribulacionistas. A diferença básica entre os cessacionistas radicais (ou fundamentalistas), é que o cessacionismo apenas dura entre o período apostólico e o início da Grande Tribulação. Assim, varia a visão dos moderados, pois se analisarmos algumas vertentes, esses defendem que a primeira metade da Grande Tribulação já se iniciou.

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