Chácara da Floresta
O Estádio da Floresta foi o primeiro estádio de futebol da história do São Paulo Futebol Clube e o segundo em importância para a cidade de São Paulo - o primeiro foi o Velódromo de São Paulo, o primeiro estádio de futebol do Brasil. Reinaugurado em 9 de março de 1930, era situado no bairro da Ponte Grande, na região central da cidade de São Paulo.
A Chácara da Floresta já existia no começo do século XX, quando seu dono, um certo Sr. Batista, o alugou por 50.000 réis à "Societá Canottieri Esperia", atual Clube Esperia, para a prática do Remo, sendo ali erguidas as primitivas instalações do clube. Em 1903 o Esperia teve que abandonar a sede, mudando-se para a outra margem do Tietê, pois a Chácara fora comprada pelo Sr. "Alípio Borba", presidente do "Clube de Regatas São Paulo", passando a ser sede deste. Até este momento não havia estádio na chácara, que era local para esportes aquáticos *(1). Construído em 1906, o Estádio de Futebol da Chácara pertenceu, a princípio, ao Clube de Regatas São Paulo *(1). Mas com o fim deste em 1913, foi adquirido pela Associação Atlética das Palmeiras, sendo remodelado em 1915, e tendo sua capacidade expandida para 15.000 lugares. *(2) O Velódromo de São Paulo, adaptado para o Futebol pelo Paulistano em 1900, foi o principal campo da capital até 1915, pois no ano seguinte foi demolido pela Prefeitura de São Paulo, em nome da urbanização. A Associação Paulista de Esportes Atléticos então transferiu suas arquibancadas para a Floresta.
Como era a chácara
O campo era na Chácara da Floresta, nas proximidades da Ponte Grande, junto ao rio Tietê. Era, no dizer do historiador Pereira de Souza, "um simples parque de velhas figueiras entremeadas de coqueiros, tudo como a ocultar discreto Recreio, contemplando o velho Anhembi, transportando, de bubuia, batelões conduzindo areia, lenha e tijolos". *(3) A chácara ficava entre o Clube São Bento e o CR Tietê, chegando-se a ela por um corredor entre os dois. O gramado era de primeira qualidade, ainda que as instalações, em geral, fossem modestas, conforme relato feito por Carlos Eduardo Toledo, o Toledinho, que acentua: "Era o campo todo cercado por arquibancadas de madeira, com os vestiários para os jogadores embaixo da arquibancada principal, coberta. Os jogos do São Paulo FC lotavam o campo, cabia quinze mil pessoas. A torcida era grande e entusiasmada".


