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Chania

Chania ou Hania, também chamada Caneia, é a segunda maior cidade da ilha grega de Creta e é a capital da unidade regional de homónima.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Pré-história e Antiguidade

Chania situa-se no local onde existiu a localidade minoica a que os gregos chamavam Cidónia (Kydonia, "marmeleiro"). O termo aparece em escritos em Linear B como ku-do-ni-ja. Há alguns vestígios arqueológicos notáveis da existência dessa cidade minoica no subsolo de algumas partes da Chania moderna, os quais foram descobertos em escavações levadas a cabo na zona de Kasteli, na parte antiga da cidade. Aparentemente, esta área é habitada desde o Neolítico. Cidónia surge depois do fim da era minoica como uma importante cidade-estado da Grécia Clássica, cujos domínios se estendiam desde a baía de Chania até ao sopé das Montanhas Brancas. A primeira vaga de colonizadores oriundos da Grécia continental foi de Dóricos, que chegaram c. 1 100 a.C. Cidónia estava constantemente em guerra com as cidades vizinhas de Áptera, Falasarna e Polirrénia e era suficientemente importante para que Homero a mencionasse na Odisseia. Em 69 a.C., o cônsul romano Quinto Cecílio Metelo Crético derrotou os Cretenses e conquistou Cidónia, mas concedeu à cidade privilégios de cidade-estado independente. Cidónia teve o direito de cunhar as suas próprias moedas até ao século III d.C.

Períodos bizantino e árabe

O primeiro período de governo bizantino, entre 395 e 824 d.C., bem como a governo dos Árabes, que chamaram a Chania al Hanim ("a estalagem"), estão muito mal documentados. Durante o emirado de Creta, a população cristão foi perseguida e fugiu para as montanahs. Os Bizantinos retomaram a cidade em 961, dando início ao que é comum chamar o "segundo período bizantino", o qual durou até 1204. É neste período que o nome da cidade foi mudado para o grego Chania. Os Bizantinos dotaram a cidade de poderosas fortificações para impedirem outra invasão árabe, usando materiais de antigas edificações da área. Nesta altura, Chania era a sé de um bispo.

Período veneziano

Depois da Quarta Cruzada (1204), durante a qual Constantinopla foi conquistada pelos chamados latinos (europeus ocidentais), Creta foi dada a Bonifácio de Montferrat, que a vendeu aos Venezianos por 100 marcos de prata. Em 1252, os Venezianos lograram submeter os Cretenses, mas em 1263, os seus rivais Genoveses, com apoio local, tomaram Chania sob o comando de Enrico Pescatore, e mantiveram-na até 1285, quando voltou às mãos dos Venezianos. Durante o período veneziano, Chania foi a capital da região, ou seja, o local residência do rectore (administrador geral) e floresceu como um importante centro comercial da fértil região em que se encontra. O governo veneziano foi inicialmente duro e opressivo, mas lentamente as relações entre governados e governantes foram melhorando. O contacto com Veneza deu origem a uma entrelaçamento das culturas cretense e veneziana, o que não implicou que os cretenses tivessem abandonado a sua ortodoxia grega. A cidade passou a ser conhecida como La Canea, nome ainda usado em italiano e em francês (La Canée), as suas fortificações foram reforçadas e a cidade ganhou a forma que ainda hoje conserva.

Período otomano

As fortes muralhas não impediram o exército otomano de conquistarem Chania em 1645, após dois meses de cerco. Os invasores desembarcaram perto do Mosteiro de Gonia, em Císsamos, a oeste da cidade, que saquearam e incendiaram. O cerco a Chania começou em 2 de agosto de 1645. O número de mortos durante o cerco foi muito elevado, particularmente entre os Otomanos. Quando voltou para casa, o comandante dos sitiantes foi executado por ter perdio 40 000 homens. Mais tarde, as igrejas foram transformadas em mesquitas. Os Turcos residiam sobretudo nos bairros orientais de Kasteli e Splantzia, onde converteram a igreja dominicana de São Nicolau na mesquita central "do Soberano" (em turco: Hünkar Camısı). Também construíram novas mesquitas, como a Mesquita Küçük Hasan Paşa (conhecida como Mesquita dos Janízaros) ou a Mesquita Yali (Mesquita Nova). Os banhos públicos (amãs) e fontes eram uma das caraterísticas da cidade turca. O paxá de Creta residia em Chania.

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A cidade hoje

Apesar de ter sido bombardeada na Segunda Guerra Mundial, Chania é considerada a cidade mais bonita de Creta, especialmente o seu porto e farol venezianos do século XV. Muitos dos antigos edifícios foram restaurados como hotéis, lojas e bares. Nos últimos anos a cidade tornou-se um muito procurado destino turístico. A cidade tem vários museus e edifícios interessantes. De referir o museu arqueológico, o museu naval e o museu da escola grega. Em 1913 foi inaugurado o edifício do mercado, baseado no mercado de Marselha.

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Fontes consultadas

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