Christopher Hitchens
Christopher Eric Hitchens foi um jornalista, escritor e crítico literário britânico e americano. É amplamente considerado um dos mais influentes ateus da história.[carece de fontes?]
Primeiros anos e educação
Christopher Hitchens nasceu em Portsmouth, Hampshire, no Reino Unido. Era o mais velho de dois filhos. Mesmo em criança, nunca teve uma boa relação com o seu irmão mais novo, o também jornalista e escritor Peter Hitchens, um ex-ateu convertido ao cristianismo. Os seus pais, Eric Ernest Hitchens (1909–1987) e Yvonne Jean Hitchens (nome de solteira: Hickman; 1921–1973) conheceram-se na Escócia, quando ambos prestavam serviço na Marinha Real Britânica durante a Segunda Guerra Mundial. O pai de Hitchens foi enviado para o navio HMS Jamaica, que participou no afundamento do navio de guerra alemão Scharnhorst na Batalha de North Cape, em 26 de dezembro de 1943. Christopher prestou homenagem à contribuição do seu pai na guerra dizendo: "Enviar uma escolta de invasores alemães para as profundezas é um dia de trabalho melhor do que algum que eu alguma vez tive". Ele também afirmou que "o comentário que o fazia recordar melhor o seu pai foi a afirmação simples de que a guerra entre 1939 e 1945 fora 'a única altura em que sabia de facto o que estava a fazer'". Mais tarde, Eric Hitchens trabalhou como contabilista para uma fábrica de barcos e numa escola preparatória.
Carreira
Como comentarista político, Hitchens tornou-se conhecido escrevendo para publicações, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, ideologicamente vinculado à esquerda política. A sua mudança de posicionamento começou em 1989 após o que ele chamou de "reação tépida" da esquerda política europeia em relação ao fatwa emitido por Ayatollah Khomeini que pedia o assassinato do escritor Salman Rushdie. Os ataques de 11 de setembro de 2001 fortaleceram a sua adoção de uma posição favorável a política externa intervencionista, baseado nas suas fortes críticas do que ele chama de "fascismo com uma face islâmica" ("fascism with an Islamic face"). A adoção de Hitchens de uma posição política favorável à política externa intervencionista, o emprego do termo "islamofascista" ("Islamofascist") e seu notável apoio à Guerra do Iraque fizeram com que seus críticos o rotulassem de "neoconservador". Hitchens, entretanto, recusa esse rótulo, afirmando "eu não sou tipo algum de conservador" ("I'm not any kind of conservative"). Ele denominava esses esquerdistas que assim o chamam de serem "estalinistas sem remorsos". Hitchens foi um marxista (trotskista) na década de 1970.
Imagem: ensceptico · BY · Openverse
No mês de setembro de 2005, Hitchens foi incluído em uma lista dos 100 principais intelectuais públicos ("Top 100 Public Intellectuals Poll") pela revista americana Foreign Policy e a britânica Prospect, alcançando a 5ª (#5) posição. Em 2007, o trabalho de Hitchens para a Vanity Fair rendeu-lhe o National Magazine Award ("Prêmio Revista Nacional") na categoria "Columns and Commentary" ("Colunas e Comentários"). Em 2008, ele foi novamente finalista na mesma categoria devido a colunas escritas para a revista Slate, mas perdeu para Matt Taibbi da revista Rolling Stone. Hitchens era um associado honorário da National Secular Society ("Sociedade Secular Nacional"), e em 1991 recebeu o Lannan Literary Awards na categoria "nonfiction" ("não-ficção").
Imagem: ensceptico · BY · Openverse
Em maio de 2009, Hitchens expressou interesse em adaptar God is Not Great em um documentário, aspirando ser "mais duro e engraçado" ("tougher and funnier") do que o filme Religulous de Bill Maher lançado em 2008.[carece de fontes?]


