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Cinema da França

O cinema francês é o cinema nacional e a produção cinematográfica da França. Iniciado junto do próprio cinema, com o Cinematógrafo dos irmãos Lumière, o cinema da França se tornou a sexta maior indústria cinematográfica em termos de número de filmes produzidos e bilheteria. Desde então, o cinema francês manteve a sua popularidade na França e no estrangeiro e, em termos de sucesso de bilheteira entre o público em geral, perde apenas para os filmes americanos e indianos. O cinema francês é conhecido por sua qualidade estética e por seu cinema de arte, estendendo-se da comédia ao romance. É atualmente o mais dinâmico da Europa continental em termos de público, números de filmes produzidos e de receitas geradas por suas produções. Além de ser uma parte integrante da identidade cultural francesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Pioneirismo

Foi na França que nasceu o cinema, quando em 28 de dezembro de 1895, no salão índio do Grand Café do Boulevard des Capucines, em Paris, teve lugar a projeção pública do Cinematógrafo dos Irmãos Lumière, com a exibição do filme A chegada de um trem em La Ciotat, custando um franco. A longa jornada desde a câmara escura e a lanterna mágica culminou com a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Louis e Auguste Lumière. A superioridade sobre os experimentos passados ​​e contemporâneos foi a possibilidade de projetar imagens em movimento em uma tela. O sucesso da projeção foi tal que as entradas somariam mais de 2.500 por dia. A lotação da sala foi limitada a 120 pessoas e a multidão reuniu-se em frente à sala para poder assistir a uma das sessões que durou cerca de vinte minutos. “Diante deste espetáculo, todos nós ficamos sem palavras, impressionados com o espanto, surpresos além da expressão. No final da apresentação foi um delírio, todos se perguntaram como poderíamos ter alcançado tal resultado."

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Cinema francês pós-Primeira Guerra

Após a Primeira Guerra Mundial o cinema francês entrou em crise devido a falta de dinheiro para a criação de novos filmes, como aconteceu na maioria dos países europeus. A situação permitiu que os filmes dos Estados Unidos chegassem aos cinemas europeus, pois os filmes norte-americanos poderiam ser vendidos mais baratos já que seus estúdios recuperavam os gastos dos filmes em seu próprio mercado. A França adotou uma medida para diminuir a importação de filmes e estimular a produção francesa, onde a cada sete filmes importados um filme francês deveria ser produzido e exibido nos cinemas franceses. Durante o período entre guerras, Jacques Feyder foi um dos fundadores do realismo poético francês no cinema. Ele também dominou o cinema impressionista francês junto com Jean Epstein, Abel Gance e Germaine Dulac. Em 1931 Marcel Pagnol filmou sua trilogia (Marius, Fanny e César). Ainda na década de 1930 René Clair produziu Sous les toits de Paris (1930), Feyder produziu La Kermesse héroïque (1935), Julien Duvivier produziu Camaradas (1936) e Jean Renoir dirigiu a sua primeira obra prima, A Grande Ilusão. Dois anos depois Renoir dirigiu A Regra do Jogo, que é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.

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Cinema francês pós-Segunda Guerra

1940-1970

André Bazin fundou a revista Cahiers du Cinéma, onde amantes do cinema e críticos discutiam porque os filmes tinham dado certo. A revista tinha em seu time de críticos François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol. Os críticos tornaram-se diretores e criaram uma nova vertente do cinema: a Nouvelle vague. Outros diretores que mais tarde se consagrariam dentro da mesma vertente foram Alain Resnais e Agnès Varda. A Nouvelle vague influenciou diretamente o futuro de Hollywood e, no início da década de 1960 começou seu declínio.

Depois da Nouvelle Vague

Em 1968, os eventos de maio abalaram a França. François Truffaut já havia organizado manifestações em fevereiro para protestar contra a destituição de Henri Langlois do cargo de diretor da Cinemateca Francesa e dedicou seu filme em andamento, Beijos Proibidos, a Langlois. O Festival de Cinema de Cannes foi interrompido - por iniciativa de Truffaut, Godard e Louis Malle. Durante anos, Jean-Luc Godard não trabalhou no cinema comercial. Filmes políticos como Costa-Gavras Z são bem-sucedidos. Chabrol continuou sua vivissecção da burguesia (La Femme infidèle) e Truffaut explorou a possibilidade de felicidade conjugal burguesa (Domicílio Conjugal). Enquanto Godard desapareceu do cinema após a Nova Onda, com exceção de alguns ensaios, Truffaut e Chabrol continuaram sendo os principais diretores, cujos aspectos artísticos também continuaram sendo um sucesso comercial. Outros diretores da década de 1970 com esse impacto são Bertrand Tavernier, Claude Sautet, Eric Rohmer, Claude Lelouch, Georges Lautner, Jean-Paul Rappeneau, Michel Deville, Yves Boisset, Maurice Pialat, Bertrand Blier, Coline Serreau e André Téchiné. Em filmes de puro entretenimento, foram Gérard Oury, Édouard Molinaro. Para as atrizes, além das grandes estrelas Catherine Deneuve, Annie Girardot e Romy Schneider, há as atrizes Anna Karina, Claude Jade, Stéphane Audran, Bernadette Lafont, Miou-Miou, Isabelle Huppert, Nathalie Baye e Isabelle Adjani. Quanto aos atores, além dos astros Alain Delon e Jean-Paul Belmondo, há Michel Piccoli, Jean Rochefort, Philippe Noiret, Jean-Pierre Cassel, Jean-Pierre Léaud, Jean Yanne e Victor Lanoux. No gênero comédia, além de Louis de Funès, que continua ativo, o ator e diretor Pierre Richard.

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Novo extremismo francês

Termo cunhado pelo crítico da revista “Artforum” para englobar as várias produções de caráter transgressor que surgiram no país no começo dos anos 2000. O denominado Novo Extremismo Francês (New French Extremity) é composto por alguns filmes, principalmente de terror, que vêm sendo lançados naquele país desde o início dos anos 2000. A maioria dos filmes que fazem parte do movimento são marcados por possuírem violência extrema e personagens principais femininas (Essa última característica, inclusive, fez alguns críticos atribuírem ao gênero o rótulo de “Torture Porn”, que caracteriza filmes em que mulheres são colocadas em perigo e torturadas apenas para o deleite da plateia masculina. A meu ver não cabe esse rótulo aqui). Junto com esse movimento, obviamente vieram muitas obras ruins, mas também vieram algumas que se destacam e com certeza merecem ser recomendadas.

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