Club Atlético River Plate
O Club Atlético River Plate, simplesmente conhecido como River Plate, é um clube desportivo profissional argentino sediado no bairro Núñez de Buenos Aires. Fundado em 1901, o clube tem supostamente o nome em inglês para o estuário da cidade, Río de la Plata, pois a tradução literal para o inglês não é essa. Embora muitos esportes sejam praticados pelo clube, o River Plate é mais conhecido pelo seu time de futebol profissional, um dos que possuem maior sucesso na Argentina. Manda os seus jogos no Estadio Monumental de Núñez, sendo o maior estádio do país com 85,018 espectadores.
A década de 1990 foi a mais vitoriosa da história do River Plate. A chave das conquistas foi a contratação de técnicos que foram jogadores do clube, os quais promoveram novos talentos das divisões de base. Daniel Alberto Passarella assumiu o time no início de 1990 e em seu primeiro campeonato levou o time a uma nova conquista. A temporada 1989/90 ficou com o River graças aos gols de Ramón Medina Bello e pelo grande meio-campo formado por Gustavo Zapata, Leonardo Astrada, Héctor Enrique, Juan José Borreli e pelo uruguaio Rubén da Silva. Em 1991, Ramón Diaz retornou ao clube como um jogador consagrado e o River conquistou novo título. Foram fundamentais para esse título, as defesas de Ángel Comizzo e as jornadas defensivas de Jorge Higuaín, Héctor Enrique e Fabián Basualdo. No Torneo Apertura de 1993, o River conquistou recorrendo as divisões de base e Daniel Passarella teve muito a ver com isso. Ariel Arnaldo Ortega era a figura maior dos novos craques. O River conquistou o título na última rodada.
Milionários e vencedores (anos 1930)
Com a adoção do profissionalismo no futebol argentino em 1931, o River Plate se transformou na instituição esportiva mais importante da Argentina e um exemplo a ser seguido no mundo. Tinha o maior número de sócios: 14.900 e um estádio de luxo nas avenidas Alvear y Tagle, em Palermo. Devido a compra do ponta-direita Carlos Desiderio Peucelle por 10 mil pesos, o River ganhou a alcunha de Los Millonarios. Acabou em terceiro. Em 1932 investiu 105 mil pesos na aquisição de vários jogadores e atraiu multidões aos estádios rumo a seu primeiro título profissional. Bernabé Ferreyra (comprado por 35 mil pesos) causou uma grande comoção no futebol argentino, e com ele, o River montou um grande time. O River acabou empatado na liderança com o Independiente, mas venceu o jogo de desempate por 3-0. Bernabé foi o artilheiro do campeonato, com 43 gols.
Período mágico (anos 1940)
Os anos dourados do time foram durante a década de 1940, anos que os formidáveis times do River passeavam com seu futebol vistoso por todos os cantos da Argentina. O título de 1941 foi conquistado sobre o San Lorenzo. Além disso, goleou o Boca por 5 a 1, em Núñez. No ano seguinte, apareceu ¨La Máquina¨, o melhor time da história do profissionalismo argentino, que conquistou o Campeonato em La Bombonera com um empate por 2-2 (gols de Pedernera) depois de estar perdendo por 2 a 0 e com um jogador a menos. Anteriormente, o Boca já havia sido derrotado no Monumental com um categórico 4-0. Esse foi um dos melhores times da história do futebol, tanto coletivamente quanto individualmente. Os adversários penavam contra a linha de frente composta por Juan Carlos Muñoz, José Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau. Infelizmente, essa linha de frente não teve oportunidades de disputar Copas do Mundo devido à Segunda Guerra Mundial.
Superioridade absoluta (anos 1950)
A década de 1950 será sempre lembrada pela marca estabelecida pelo River Plate: cinco títulos em seis anos. Se não fosse por 1954 (ano sem título), o recorde ainda estaria vigente. Em 1950, os dirigentes compraram o belíssimo atacante uruguaio Walter Gómez, por 750 mil pesos. A partir de 1951 começou-se a montar o time que logo dominaria a década, com a compra do ponta-direita Santiago Vernazza (artilheiro do ano com 22 gols). Com Vernazza, Eliseo Prado (um meia da base), Walter Gómez, Labruna e Loustau no ataque, o River conquistou um novo bicampeonato (1952-1953). Raúl Amadeo Carrizo (maior goleiro da história do clube) no gol e a frente dele: Alfredo Pérez, Lidoro Soria e Yácono. E no meio jogavam Julio Venini e Héctor Ferrari.
Era do vice-campeonato (anos 1960)
Sem dúvida, a década de 1960 foi, disparada, a pior da história do clube. Nesse período, o River não conquistou nenhum campeonato. Em 1960, o presidente Antonio Vespucio Liberti decidiu pagar a quantia recorde de 2.500.000 pesos por José Varacka. Terminou em 2º. A excursão para a Europa em 1961 foi um sucesso, já que derrotou o Real Madrid, de Alfredo Di Stéfano, e a Juventus, de Sivori. Um ano depois, venceu o Santos, de Pelé, no Monumental por 2 a 1. Ainda em 1962, com a contratação de Luis Artime (artilheiro do campeonato com 25 gols), Los Millonarios ficaram novamente em 2º. Em 1963, Artime foi o artilheiro do campeonato com 25 gols e ainda revelou o astro Ermindo Onega.
O retorno da alegria (anos 1970)
O Metropolitano de 1970 acabou sendo conquistado pelo Independiente por um gol de diferença. Para o nacional desse ano, foi contratado o treinador brasileiro Didi (campeão mundial como jogador e treinador do Peru em 1970), entusiasta do famoso "jogo bonito". Didi promoveu vários jovens das categorias de base que seriam peças vitais ao longo dos anos, entre eles os volantes J.J. López e Norberto Alonso. Em 1971, o River derrotou (3-1) o Boca num clássico histórico no campo do Racing com vários jovens e o Boca tinha jogadores experientes. Mas o superclásico mais emocionante da história foi disputado no dia 15 de Outubro de 1972 no campo do Vélez Sarsfield, pela primeira rodada do nacional. Foi uma belíssima vitória millonaria por 5 a 4 depois de estar em uma desvantagem de 2-4.
Crise financeira e glória mundial (anos 1980)
Era o início dos anos 1980, e o River exercia uma enorme hegemonia dentro do futebol argentino, mas ainda não havia conquistado muitas glórias internacionais. Com a conquista do Metropolitano de 1980, o time comandado por Ángel Labruna conquistou novamente a o tricampeonato. Com dois gols de Ramón Ángel Díaz, um atacante forte, veloz e definidor, dois outros gols do uruguaio Juan Ramón Carrasco e outro de Ortiz, o River goleou 5-2 o Boca dentro de La Bombonera. Para 1981, a direção contratou Mario Kempes (por 4 milhões de dólares), Julio Olarticoechea e Américo Gallego. O técnico foi o grande Alfredo Di Stéfano. Com Fillol intransponível e uma defesa muito forte, o River venceu o Nacional desse ano, mas sem tanto brilho. Com um gol de Kempes no Caballito, o River superou o Ferro por 1-0 no 2º jogo da final e assegurou o 19° título, mas sua situação financeira ficou no vermelho.
Como em muitas camisas de futebol e esporte em geral, a camisa da equipe tem um escudo em sua frente, como um símbolo da instituição. Quando a camisa da "La Banda" foi criada, não tinha o escudo, e sua presença variou ao longo da história, de acordo com os projetos de cada época. Atualmente bordado na camisa com três cores (vermelho, branco e preto). Seu formato se assemelha ao da camisa, pois tem uma faixa vermelha em diagonal, juntamente com a sigla do clube (C.A.R.P.) em preto, e o fundo é branco, em um design estilizado. O brasão do clube mudou várias vezes por motivos estilísticos ou para modernizar sua imagem. Por decisão do então presidente da instituição Hugo Santilli, o escudo vivia com o logotipo de um leão dentro do Monumental (chamado "Lion of River" ou simplesmente "Leoncito") projetado pelo famoso caricaturista argentino Carlos Loiseau (Caloi) entre 1985 e 1989.
Última atualização: 22 de janeiro de 2026.
Os maiores ídolos da história millonaria do River Plate foram: Jogadores que se destacaram no River Plate e em outras equipes fora da Argentina:
Monumental Antonio Vespucio Liberti
O Monumental é o estádio que abriga o time no bairro de Belgrano, em Buenos Aires, equivocadamente confundido com o bairro de Nuñez por seu apelido, "Monumental de Nuñez". Tem capacidade para 85.018 pessoas, e foi inaugurado em 1938 numa partida contra o Peñarol do Uruguai. O estádio foi o palco final da Copa do Mundo de 1978.


