Club Estudiantes de La Plata
O Club Estudiantes de La Plata, comumente referido como Estudiantes de La Plata, é um clube de futebol localizado na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires, na Argentina. Manda seus jogos no Estádio Jorge Luis Hirschi. Atualmente, disputa a Primera División, o torneio de maior nível do país.
O início
O Estudiantes de La Plata iniciou suas atividades em 4 de agosto de 1905. É um clube que encarnou na sua trajetória o espírito copeiro, designado para caracterizar os clubes que fazem de suas partidas uma verdadeira batalha. Seu nascimento foi fruto de uma dissidência do Gimnasia de La Plata, desde então seu arquirrival. Os fundadores eram associados do Gimnasia de La Plata e incomodados com a falta de espaço reservado ao futebol nas prioridades do clube, mais interessado em promover atividades sociais e esportes de salão. Tomás Shendden, um egresso da English High School (berço do primeiro grande time de futebol argentino, o Alumni) comandou o movimento de fundação do Club Atlético Estudiantes, assim denominado, porque seus vinte fundadores eram estudantes. Adotou as cores da English High School – a malha listada em vermelho e branco, calções e botas pretas. Seu primeiro presidente, Miguel Gutiérrez, foi eleito em 28 de agosto do mesmo ano.
O profissionalismo
A estreia do Estudiantes de La Plata no futebol profissional argentino foi em 1º de junho de 1931, com uma vitória diante do Talleres por 3 a 0 e nesta mesma partida Alberto Zozaya marca o primeiro gol da era profissional do futebol argentino, 1931 foi o primeiro ano do campeonato profissional na Argentina, neste mesmo ano a linha de ataque do Estudiantes criou um recorde histórico: 103 gols em 34 jogos, sendo 16 a mais que o campeão Boca. Ficou em terceiro lugar no campeonato com 44 pontos, logo atrás do San Lorenzo de Almagro com 45 e o Boca Juniors com 50. Com a brilhante geração dos Los Professores a equipe platense terminava de maneira brilhante a era amadora e começara a era profissional no mesmo nível. Dos 5 já referidos geniais atacantes apenas Scopelli foi oriundo das divisões de base da equipe. Segundo ele o Estudiantes não foi campeão do primeiro torneio profissional por causa das arbitragens. O cérebro da equipe era Nolo Ferreira, chamado de el Piloto Olímpico; por ter ocupado o posto de atacante central nos Jogos Olímpicos de Verão de 1928 em Amsterdam quando a Argentina terminou em segundo lugar; inteligente dentro de campo, era a referência de todos os seus companheiros. Dom Padilha e el Conejo ensaiavam combinações de jogo chamadas paredes. Segundo Ferreira, Zozaya foi um dos melhores cabeceadores de todos os tempos. Lauri era um ponteiro veloz com um cruzamento preciso e Guaita tinha grande arrancada e velocidade.
A hegemonia mundial
Em 15 de janeiro de 1965 firmou-se contrato com o técnico Osvaldo Zubeldía, com um único objetivo: distanciar o Estudiantes do risco de voltar a série B, que naqueles anos era seu companheiro inseparável. Não prometeu, senão, falar pouco, trabalhar muito, viver para o futebol 24 horas dos seus 7 dias da semana e dar exemplo sempre. Como não havia muito dinheiro foram contratados jogadores baratos (Carlos Bilardo, Enry Barale, Hugo Spadaro, Roberto Santiago, Marcos Conigliaro), unidos ao melhor do bom time de juniores vice-campeões nacionais em 1964 (Poletti, Aguirre Suárez, Malbernat, Manera, Pachamé, Echecopar, Eduardo Flores e Verón) assim estava desenhada a equipe que comoveu a história do clube e do futebol argentino.
O brilho dos anos 1980
Bilardo voltou ao Estudiantes em 1971 como técnico, evitando um rebaixamento certo. Retornou a mesma função em 1973 e em 1975 quando foi vice-campeão argentino ficando atrás do River Plate em um octagonal final. A segunda colocação neste torneio permitiu disputar uma partida classificatória para a copa Libertadores de 1976 contra o Huracán, vice-campeão do Metropolitano de 1975. O jogo foi disputado no estádio do Racing Club em janeiro de 1976, o Estudiantes venceu por 3 x 2 obtendo a classificação para o máximo torneio do continente pela quinta vez em sua história. A base da equipe foi mantida para os anos seguintes (exceto Juan Ramón Verón, que se retirava momentaneamente do futebol profissional) o que acarretou em boas campanhas nos campeonatos locais de 1976 e 1977. Na Libertadores o desempenho foi razoável, com 4 vitórias em 6 partidas, todavia não foi suficiente para terminar em primeiro no Grupo 1 e passar a fase seguinte. No Metropolitano de 1976 ficou em terceiro a apenas 5 pontos do campeão Boca Juniors; e no Nacional do mesmo ano, com apenas 3 derrotas em 16 partidas esteve apenas a um ponto de disputar a final do campeonato.
Os anos 1990 e a atualidade
Os anos 1990 não foram fáceis para o Estudiantes de La Plata, a única jornada que marcou o clube foi o ascenso à primeira divisão em 1995. No torneio Apertura, o clube caiu para a segunda divisão. A promoção foi conquistada com um recorde de pontos ainda não alcançado por nenhum outro clube, dirigido por Miguel Angel Russo e Eduardo Lujan Manera a equipe obteve em 42 partidas disputadas, 27 vitórias, 11 empates e 4 derrotas, marcando 86 gols e sofrendo 33. O time tinha Juan Sebastián Verón (o filho), Carlos chiquito Bossio, Edgardo Fabian el Ruso Prátola, Ricardo Rojas, Rubén el Mago Capria, Juan Manuel Llop, José Luis Calderón, Néstor Craviotto, Manuel Santos Aguilar e Claudio París.
Estudiantes 6 x 1 Gimnasia - Primeira grande goleada do clássico platense, só superada 74 anos depois. Época dos los professores, gols marcados por Enrique Guaita (2), Alberto Zozaya (2), Héctor Castro e Manuel "el Nolo" Ferreira. Estudiantes 9 x 1 Lanus - Maior goleada aplicada pelo clube na era profissional da Argentina. Estudiantes 4 x 3 Platense - Após estar perdendo por 3 x 1 e com um jogador a menos, devido a lesão de Barale, o Estudiantes terminou vencendo por 4 a 3 com gols de Conigliaro, Verón, Bilardo e Madero de penalti. Estudiantes 3 x 0 Racing Club - Estudiantes quebra a hegemonia dos 5 grandes e conquista seu primeiro campeonato Argentino da primeira divisão na era profissional, vencendo o então campeão da libertadores Racing Club, gols de Madero aos 52, Verón aos 69, Ribaudo aos 72; destaque para o golaço de la bruja Verón. Estudiantes 2 x 1 Palmeiras - Primeiro jogo da finalíssima da Libertadores da América de 1968. Após começar perdendo por 1x0 o Estudiantes conseguiu a virada com um belo gol de La Bruja Verón driblando 4 marcadores e virou aos 42 da etapa complementar com Bocha Flores.
Diferentes entre si, o Estudiantes utilizou vários escudos como sua insígnia oficial, alguns dos quais foram incorporados à sua camisa de futebol em diferentes períodos de sua história: o fundacional, com as roupas vermelhas e brancas com listras verticais como principal referência e a incorporação do primeiro nome da instituição (Club Atlético «Estudiantes»); o actual e mais tradicional, nas primeiras décadas com a inscrição da sigla das suas iniciais de fundação («CAE») e depois com os seus nomes mais actuais: «CELP» (Clube Estudiantes de La Plata) e «EdeLP» (Estudiantes de La Plata); aquele desenhado em 1988 no 20º aniversário da maior conquista do clube, a Copa Intercontinental, que trouxe a imagem daquele troféu conquistado contra o Manchester United, da Inglaterra; e a flâmula, que voltou a ser vista no campeonato de 1987/88 e entre 1994 e 2011. Em 1999, seria modificada pela firma Olan para incorporar o desenho da mascote oficial nas roupas do time de futebol, no centro o desenho de um leão, em preto e branco.
A torcida do Estudiantes, de acordo com pesquisa realizada pela la consultora Equis é a sétima maior da Argentina. Cerca de 1.5% dos argentinos torcem para o Estudiantes, além do Rosário Central a equipe fica atrás somente dos considerados os 5 grandes clubes da Argentina (Independiente, Boca Juniors, Racing Club, San Lorenzo de Almagro e River Plate). O Estudiantes é conhecido na Argentina como "Pincha", e a torcida como la Pincharrata. E é tida como uma das mais fanáticas do país, o que faz o fator campo, um dos mais fortes aliados do clube de La Plata.
Estádio
Estádio Jorge Luis Hirschi localizado na avenida 1st , entre as ruas 55th ed 57th, no centro de La Plata. Seu nome é uma homenagem ao presidente do clube de 1927 a 1932 época que o Estudiantes era comandado pelos lo professores considerada sua primeira grande equipe. Em sua origem a capacidade era de 28 mil espectadores, e a maior parte das arquibancadas são de madeira. Foi inaugurado em 25 de dezembro de 1907. Atualmente o Estádio está sendo remodelado, em uma negociação que envolveu, o Estudiantes, o município de La Plata e o Presidente da Nação, Néstor Kirchner. As obras foram concluídas em meados de 2008. O estádio tem instalações modernas e capacidade para 20 mil espectadores sentados, de acordo com as novas exigências da FIFA. Durante o período de reformas o Estudiantes jogou no estádio Municipal de La Plata, normalmente utilizado pelo rival.
Country Club
Em 1967, com o começo dos Anos de Gloria, a situação econômica do Clube melhorava a cada dia com a crescente adesão de associados. Neste contexto, um grupo convenceu o então presidente do clube Don Mariano Mangano para adquirir um terreno no bairro City Bell e neste local iniciaram as obras do Country Club que hoje leva seu nome. Hoje o clube possui uma ótima estrutura. Possui uma piscina na forma de Y com capacidade para 7 milhões de litros. Com área para competições e lazer do associados, possui área de recreio, acampamentos, campos de hockey, futebol infantil, feminino, voley e um moderno e amplo setor para concentração da equipe da primeira Divisão de futebol.
Golf
É uma área de 54 hectares, com um importante campo de golfe com 27 percursos de qualidade internacional. É um orgulho para cidade, esta situado na rua 9 e 35 e forma parte do clube da instituição.
Sede
No ano de 1953, a Comissão Diretiva encarou a possibilidade de unir com o Club La Plata que devido sua idade e importância estava arraigado na história da sociedade platense. Tal unificação se concretizou em 21 de setembro do mesmo ano, quando a entidade passou a se chamar Club Estudiantes de La Plata, agregando valores ao acervo material do clube e adquirindo um recinto fechado para prática de distintas atividades. Hoje a sede social do clube está localizada na rua 53 Nº 620. Possui uma área de 6.500 m², integrada por oito pisos onde funciona a administração central, bar, lojas e desenvolvem-se vários tipos de disciplinas das quais se destaca a natação, sendo um dos poucos clubes de La Plata que conta com piscina térmica.
Campanhas no Campeonato Argentino
O Estudiantes disputou os campeonatos de 1912 a 1914 pela Federación Argentina de Football, paralelamente era disputado outro campeonato nacional pela Asociación Argentina de Football que era a única reconhecida pela FIFA. Entretanto ambas associações fundiram-se em 1915 quando passaram a disputar um campeonato unificado. Os principais clubes argentinos abandonariam esta associação em 1930, para criação da liga profissional.
O principal rival do Estudiantes é o Gimnasia y Esgrima, com o qual realiza o "Clasico Platense".
Outras rivalidades
Além do clássico de La Plata, o Estudiantes mantém outras rivalidades menores com os chamados cinco grandes clubes do futebol argentino, Boca Juniors, River Plate, Independiente, Racing e San Lorenzo. Também desenvolveu alguma rivalidade com o Vélez Sarsfield.


