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Club Nacional de Football

O Club Nacional de Football, mais conhecido como Nacional, é um clube esportivo profissional uruguaio da cidade de Montevidéu. Foi fundado em 1899 por jovens estudantes uruguaios criollos, com a intenção de praticar futebol diante do predomínio de clubes com estrangeiros na cidade, particularmente ingleses e alemães. Sendo assim, é considerada a primeira equipe do país formada por descendentes de europeus que nasceram no próprio Uruguai. O clube tem as suas cores baseadas na Bandeira de Artigas. Manda seus jogos em casa no Estadio Gran Parque Central desde 1901, atualmente com capacidade para 37.000 espectadores.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/07/2026
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História

Fundação e primeiros anos (1899-1911)

No final do século XIX, a prática do futebol no Uruguai — esse esporte que recém surgia — estava dominada pelos ingleses residentes no país. Nesse contexto, surgiram entre os jovens estudantes duas iniciativas de criar uma instituição futebolística totalmente nacional: O Montevideo Football Club, criado em uma cafeteria próxima ao Monumento al Gaucho, localizada no Centro de Montevidéu e o Uruguay Ahletic Club, com sede no bairro La unión. No dia 14 de maio de 1899, na casa de Ernesto Caprário, sócios e jogadores de ambas as equipes fundam o Club Nacional de Football. Este feito não só constituiu o primeiro clube de futebol totalmente formado por uruguaios, mas também o primeiro clube criollo da América. Neste mesmo encontro, foram decididos os símbolos do clube, os quais foram inspirados na bandeira do herói nacional do Uruguai, José Gervasio Artigas.

O clube das conquistas

O Nacional é o clube que mais ganhou campeonatos uruguaios na época amadora, com 11 títulos, o primeiro em 1902. Nos anos como amador, o Nacional consegue dois tricampeonatos, um em 1915-1916-1917 e o outro em 1922-1923-1924. Na era profissional, ganha 34 campeonatos nacionais uruguaios, o último em 2015. Dos 5 campeonatos ganhos, em sequência, o de 1941 é mais lembrado para os tricolores, uma vez que o clube venceu o torneio com uma invencibilidade impressionante, ganhando todos os jogos disputados, sem perder nenhum ponto sequer. Algo que dava inveja aos rivais. Entre os anos 1955 e 1957, obtém seu terceiro tricampeonato uruguaio (o primeiro na era profissional).

As excursões internacionais

Em 1925, o Nacional excursionou pela Europa, excursão considerada a mais bem sucedida de uma equipe de futebol de todos os tempos. Durante esse passeio, jogou contra equipes profissionais de nível superior na Europa (onde Nacional, ainda um time amador), tendo ganho a grande maioria dos jogos. Em seis meses, o Nacional passou por 9 países e foi visto por um total de 800.000 espectadores. Disputou 38 jogos, vencendo 26, empatando 5 e perdendo 7. Em 1927, o Nacional fez uma turnê americana, com resultados semelhantes aos da turnê europeia de 1925.

1971: A primeira Copa Libertadores

No ano 1971 o Nacional venceu a sua primeira Copa Libertadores da América ao derrotar na final o clube argentino Estudiantes. Nesse mesmo ano, em sua primeira Taça Intercontinental, jogou contra o Panathinaikos da Grécia e derrotou o clube europeu trazendo o inédito título para o Nacional. Nesta época, a Taça Intercontinental era a competição de maior nível do futebol de clubes. No ano seguinte, ele obteve sua primeira Copa Interamericana, derrotando o mexicano Cruz Azul, sendo o único clube uruguaio a ter esse troféu.

1980: A segunda Libertadores

O Nacional, durante a presidência de Dante Locco, voltou à Taça Libertadores da América em 1980, e venceu um clube brasileiro na final: o Internacional de Porto Alegre. Na partida de ida, disputada no dia 30 de julho em Porto Alegre, um empate sem gols. No jogo decisivo, dia 6 de agosto, em Montevidéu, o Estádio Centenário recebeu aproximadamente 65 mil torcedores, que viram o atacante Waldemar Victorino marcar o único gol da partida, decretando a segunda conquista da Libertadores para o Nacional. A equipe do Nacional entrou em campo com: Rodolfo Rodríguez; José Moreira, Juan Blanco, Hugo de León e Washington González; Eduardo de la Peña, Víctor Espárrago e Arsenio Luzardo; Alberto Bica, Waldemar Victorino e Julio César Morales. O time foi comandado por Juan Martín Mujica.

1988: A terceira Libertadores

A terceira Copa Libertadores da América chega em 1988, após perder por 1–0 fora de casa e depois vencer por 3–0 o Newell's Old Boys da Argentina, no Estádio Centenário, com gols de Ernesto "Pinóquio" Vargas, Hugo de León e Santiago Ostolaza. No mesmo ano, obteve a Taça Intercontinental pela terceira vez, com uma heróica vitória por 7–6 nos pênaltis sobre o PSV Eindhoven dos Países Baixos, após empate por 2–2 no tempo normal e na prorrogação. Com este triunfo sobre a equipe liderada por Guus Hiddink, consagrou-se como a primeira equipe Tricampeã do Intercontinental invicta. (Terceiro mundial interclubes). No ano seguinte, venceu a segunda Copa Interamericana, desta vez ganhando do Olimpia de Honduras.

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Cores e escudo

As cores do clube são azul, branco e vermelho, que se reflectem nas suas sociais e os símbolos foram formados a partir da bandeira de independência uruguaia, a Bandeira de Artigas. A bandeira do clube, é composta da seguinte forma: azul sobre um fundo branco em listra diagonal, da esquerda para a direita e de baixo para cima, o que inclui, em vermelho, as iniciais C. N. de F.

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Estádio

Localizado no bairro La Blanqueada, em Montevidéu, o estádio Gran Parque Central, remodelado no começo de 2005, é o campo do Nacional. Este estádio, com capacidade para 37.000 pessoas, foi reconhecido pela FIFA por ter sido sede da primeira partida da história das Copas do Mundo (disputado em 13 de Julho de 1930, entre Estados Unidos e Bélgica, pelo Grupo D da Copa do Mundo, com resultado favorável para os americanos por 3–0). Simultaneamente, outra partida foi disputada no atualmente inexistente Estádio Pocitos. No terreno onde atualmente se localiza o Parque Central, José Artigas foi nomeado Chefe dos Orientais, em 1811. Esta data não faz mais que afirmar o sentimento oriental do Nacional, o forte vínculo do clube com as raízes históricas do Uruguai, que também se reflete no nome, escudo e uniforme do clube. Para encontros que se possam ter um maior público que do Parque Central, utiliza-se o Estádio Centenário.

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Cultura do clube

Torcedores

O Uruguai está dividido por dois gigantes, torcedores do Nacional e do Peñarol. Um inquérito nacional conduzido pelo consultor em dados de 1997, publicado pelo diário El Pais, põe o Nacional como preferência de 45% da população uruguaia e o Peñarol com 42%. Outro estudo feito em 2006, contrasta com o primeiro dando 45% para o Peñarol e 35% para o Nacional.

Rivalidades

Quanto a confrontos com o Peñarol, adversário do tricolor, a equipe do Nacional detém o recorde de invencibilidade de 16 clássicos (entre os anos 1971 e 1974). Da mesma forma, detém o recorde por ter 10 vitórias em clássicos seguidos (entre os anos 1939 e 1942). Entre estes 10 clássicos apareceu a maior goleada dos clássicos entre Nacional e Peñarol: Em 14 de dezembro de 1941 o Peñarol foi derrotado pelo Nacional por 6–0. O Nacional tem o maior artilheiro da história do clássico: o argentino Atilio García, com 34 gols. Também é a equipe que mais venceu clássicos em finais e a que mais venceu nos jogos de volta (jogos em que iniciou em desvantagem e na partida de volta triunfou).

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Elenco atual

Última atualização: 22 de fevereiro de 2026.

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Jogadores destacados

Esta é uma lista de jogadores de destaque que já passaram pelo Nacional:

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Fontes consultadas

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