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Cocal do Sul

Cocal do Sul é um município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º36'04" sul e a uma longitude 49º19'33" oeste, estando a uma altitude de 58 metros. Sua população no Censo de 2022 foi de 17.240 habitantes, com estimativa de 18.106 habitantes em 2025. A principal atividade industrial do município fica por conta da indústria de cerâmica, pois é onde localiza-se uma das empresas mais famosas de todo o Brasil. Possui uma área de 70,965 km². Cocal do Sul era o centro do núcleo colonial italiano Acioli de Vasconcelos, que recebeu imigrantes, principalmente italianos e poloneses, desde o seu início em 1885.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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História

Cocal do Sul possui um passado histórico de 135 anos. Sua colonização está absolutamente ligada à chegada dos primeiros colonos a muitos outros lugares do Sul Catarinense. Ela ocorreu por volta de 1880, quando inúmeras famílias oriundas da Itália, Polônia e Rússia se instalaram entre os municípios de Urussanga e Criciúma. A vila de Cocal viria a se formar logo após, em 1885, com a comunidade pertencente ao núcleo Accioly de Vasconcelos, nome dado em homenagem ao inspetor de terras e colonização. As primeiras famílias que chegaram foram Cechinel, Possamai e Smânia. Cocal passou a ser distrito em 2 de janeiro de 1904, por meio da resolução 15 da Câmara de Vereadores de Urussanga. Neste tempo, Cocal contou com 10 vereadores eleitos para a Câmara de Urussanga: Fernando de Fáveri, Paulino Búrigo, Lino Búrigo, Acy Nunes Naspoline, Venícios Búrigo, José Jolmar Gali, Hilário Hernesto de Fáveri, Valentim Rosso, Adair Pagnan, José Ferminio Morona de Freitas e Nelson da Silva.

Coqueiros deram nome à localidade

O nome Rio Cocal foi a primeira denominação dada à localidade. Ela partiu dos próprios colonizadores que notaram a existência do principal rio que banha Cocal. A margem era repleta de coqueiros nativos que se espalhavam por toda a redondeza. O nome do município só passou a ser chamado de Cocal do Sul, visto que no estado do Piauí outra cidade levava a mesma denominação. Dando preferência de preservação a este.

Os primeiros colonizadores

A colonização ocorreu, em sua maioria, de famílias oriundas da região do Vêneto, norte da Itália. As famílias que aqui chegaram foram: Cechinel (conhecida como Pauli), Possamai (como Mura) e Smânia. Logo após chegaram dentre as famílias mais conhecidas: Benetton, Bettiol, Bortolatto, Búrigo, Castelan, Cerimbelli, Cechinel, Casagrande, Crestani, Costa, Cechinel (Sabionaro), Cechinel (Bót), Da Rolt, de Fáveri, Dalló, Da Jori, Da Soler, Dal Pont, De Pelegrin, Fontana, Feltrin, Farasson, Furlan, Ferro, Galatto, Galli, Guglielmi, Guollo, Meneghel, Menegon, Munaretto, Motta, Peruchi, Pavei, Possa, Peraro, Possamai Della, Peruck, Rosso, Paspini, Ronsoni, Sartor, Scarpatto, Scandolera, Soligo, Zanatta, Zilli, Zunchetti.

Criação do Município

Antes de ser município, Cocal do Sul era Distrito de Urussanga. Na década de 1980, o Distrito Cocal chegou a um nível de crescimento e desenvolvimento acentuado. Diante de uma nova realidade, a localidade por meio de lideranças políticas ergueu a bandeira de emancipação. Tornou-se município em 26 de setembro de 1991, por meio da Lei Estadual nº 8.352. Cerca de 90% dos quase cinco mil votantes compareceram às urnas para darem o sim da emancipação. A comissão de emancipação foi formada pelos senhores Hylário Ernesto de Fáveri (Presidente), e os membros Lédio Scarpatto, Walmor Mário Guollo (secretário), Padre Lindolfo Lueckmann, Venicius Búrigo, Ítalo Rafael Zaccaron, José Ferminio Morona de Freitas (Vice-Presidente), Zênio Cesar Galli, Hesmezenrik Giordani Nunes (secretário Executivo), Vitalino Delavedova, Vandemar José Bettiol, (segundo tesoureiro), Norberto Búrigo, Enio Ricardo Búrigo, Valentim da Maria Rosso, Paulo Jayme Galli, João Carlos Ghislandi, Adair Pagnan (tesoureiro), Jahir Zanatta, Claudino Guollo e Edmar João Galli (segundo secretário).

Aspectos Econômicos

Cocal do Sul teve por muito tempo a sua base voltada para a agricultura. Os colonos plantavam para o próprio sustento. E o excedente era utilizado para troca de mercadorias, como: mandioca, trigo, cana-de-açúcar, feijão, arroz e café. Com o passar do tempo, a maior parte dessas culturas foi abandonada e hoje prevalece o gado de corte, milho e arroz. A primeira indústria surgiu em 1883. Era um moinho para fazer a farinha utilizada para a preparação da polenta. Ele pertencia a Pauli Cechinel. Depois vieram outras indústrias, como serrarias, alambiques e engenhos de açúcar grosso. Logo após, a localidade investia na Cerâmica Cocal. Sociedade constituída de 215 sócios. Em 1959, aos 47 anos, Maximiliano Gaidzinski, um dos sócios da Cerâmica de Santa Catarina (Cesaca), investe suas economias na compra da Cerâmica Cocal, conhecida hoje, como Eliane Revestimentos Cerâmicos. O empreendedor assumiu a fábrica com as atividades paralisadas e 74 funcionários. Ele batizou o empreendimento com o nome da filha caçula, Eliane, que a partir daí identificaria todos os produtos feitos pela empresa.

Economia

A principal força econômica em Cocal do Sul é a uma empresa de revestimentos cerâmicos. A empresa é responsável por 90% da arrecadação do município. Ela possui o maior conglomerado industrial de revestimentos cerâmicos do Continente Americano e é uma das 10 maiores indústrias mundiais do setor. A Cerâmica foi fundada em 1960, em Cocal do Sul, SC, onde fica a sede administrativa e quatro das 11 unidades fabris, incluindo uma unidade produtora de argamassas e rejuntes. (carece de fontes) Além desta empresa, parte das empresas instaladas no município é fruto da terceirização dos trabalhos promovidos pela cerâmica. A cidade tem, em média, 130 indústrias. São fábricas de produtos de metal, alimentício, moveis, minerais não metálicos, madeira, gráficas, químicos, construção, reciclagem entre outros.

Cultura

As manifestações culturais em Cocal dos primórdios tiveram forte influência da religião católica. Comemorava-se muitos feriados e dias santos. Tradição mantida até hoje. Cocal do Sul conserva a tradição da cultura italiana, tanto na diversão quanto na alimentação e esporte. As famílias descendentes guardam costumes herdados do século passado, começando pela gastronomia. É comum à mesa os pratos de polenta, macarronada, galinha caipira ensopada, queijo e salame. O canto italiano também é cultuado. Existem corais que são destaques na região, como o Serenata d`Amore (vozes femininas), grupo Frateli Furlan e Nativita. No esporte, os jogos de mora e bocha possuem grandes adeptos e admiração. A mora, por exemplo, já foi levada para as escolas e um torneio regional é realizado durante a programação da Cocalfest, em setembro. Já a bocha é disputada frequentemente nas diferentes comunidades do município e é uma das categorias dos Jogos Interbairros.

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Educação

Imagem: Kaktus Kid · BY-SA · Openverse

De acordo com o portal Cidades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de escolarização da população entre 6 e 14 anos em Cocal do Sul foi de 95,16% em 2022, o que indica que a grande maioria das crianças nessa faixa etária estava matriculada no ensino regular. Esse indicador é calculado com base na proporção de residentes na faixa etária de 6 a 14 anos que estavam frequentando escola no ano de referência. A taxa elevada sugere cobertura ampla do ensino básico no município, ainda que não substitua indicadores de qualidade como IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ou resultados de avaliações nacionais como o SAEB.

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