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Colatina

Colatina é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região centro-oeste do estado, estando situado a cerca de 130 km a noroeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 1 400 km², sendo que 21 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 129 301 habitantes em 2025. É uma das principais cidades do interior capixaba e sua influência abrange também municípios do leste mineiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Toda a área do norte do Espírito Santo era dominada por várias tribos indígenas que foram apelidadas pelos colonizadores de botocudos, em razão do uso do botoque no lábio inferior ou nos lóbulos da orelhas. Os Botocudos viviam em conflito com outras tribos como Pataxós, Cumanachos, Malalis, entre outros. Além dos conflitos armados, a região do vale do Rio Doce foi tardiamente colonizada, pois temia-se que invasores pudessem utilizar o rio para chegar até Minas Gerais e ameaçar as riquezas do período da Mineração. Toda essa região fazia parte do município de Reis Magos, atual município da Serra, mas no início do século XIX várias iniciativas de colonização foram sendo incentivadas. Linhares foi um dos primeiros povoados nesse período. Em 1833, Linhares alcançava a categoria de Vila, época quando o trecho entre o Rio Guandu e Regência começou a ser loteado, pois a navegação do rio por Barcos a vapor passou a ser muito utilizada, e o comércio foi se instalando na região.

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Geografia

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Colatina. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Colatina, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Noroeste Espírito-Santense. Possui seis distritos: Ângelo Frechiani, Baunilha, Boapaba, Graça Aranha, Itapina e a sede. O Rio Doce, maior do estado, corta o município. Os principais afluentes do Rio Doce que têm sua foz localizada em Colatina são os rios Santa Joana, Santa Maria do Doce e Laje pela margem direita e o Rio Pancas pela margem esquerda. Apresenta uma configuração irregular, suavemente ondulado. Poucas cotas altimétricas superam os 600 m de altitude. Destacam-se por todo o município muitos afloramentos rochosos, graníticos, constituindo-se alguns como áreas de extração desta rocha ornamental.

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Ordenamento territorial

A cidade possui um bairro denominado Centro, situado na margem sul do Rio Doce, onde estão concentrados a maior parte da oferta de comércio e serviços. Bairros Esplanada e Vila Nova possuem caracterísitca similiar ao Centro, porém com grande concrentração de estabelecimentos da área médica (hospitais e clínicas). O bairro Colatina Velha, a leste do Centro, possui como principal caracterísitca a chamada Avenida Nova, um espaço livre de uso público de grande extensão (cerca de 55mil m²). Neste espaço está contido uma área de eventos onde são realizados os eventos de grande vulto, como shows musicais, parques-de-diversão, circos e outros eventos. Ao norte do Rio Doce, estão principalmente os bairros São Silvano, Honório Fraga e Maria das Graças. A maior parte da população reside nesta margem do rio. A Ponte Florentino Avidos, conhecido também como 1ª Ponte, liga o bairro Centro à margem norte, sendo a principal via de acesso ao Centro. Como o fluxo de veículos é elevado em horários de pico, há ocorrência cotidiana de engarrafamentos sobre a ponte. Além desta, a chamada 2ª Ponte faz a ligação entre as margens do Rio Doce, estando a jusante da ponte mais antiga.

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Economia

A economia de Colatina baseava-se num primeiro momento na exploração predatória de madeiras nobres da Mata Atlântica, como o jacarandá e a peroba. Os espaços resultantes foram preenchidos com uma agricultura baseada na monocultura do café arábica e a pecuária de corte. Nos anos 60, o café arábica foi substituído pelo tipo "robusta" (café conillon), mais adaptado as condições climáticas locais. No período compreendido entre o final da década de 1950 e início da de 1970, a região foi a principal produtora mundial deste tipo de café, que é usado no "blend" dos cafés produzidos comercialmente. Na época, Colatina era então o município mais extenso do Espírito Santo, bem como mais populoso, com 156.495 habitantes em 1957. Mais de 30 linhas de ônibus já ligavam a sede municipal aos distritos mais distantes, a outros municípios e à Capital do estado. Àquela época, Colatina, juntamente com outros quatro municípios, classificou-se como município de maior progresso no Brasil, num concurso promovido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal e a revista "O Cruzeiro".

Indústria

Sobre o aspecto industrial, conforme dados da Federação das Indústrias do estado do Espírito Santo (Findes) o parque apresentava, no final da década de 1980, cerca de 337 empresas, com um total de sete mil empregados. As micro e pequenas empresas chegam a 6% do total das indústrias. As empresas de confecção medem o percentual de 36,8%, artefatos de madeira 21,6% e construção civil 10%. O ramo de confecções abocanha uma significativa parcela do mercado. Chega a quase 200 empresas, empregando aproximadamente 5 mil pessoas. O consumo de matéria-prima organiza uma produção de 700 mil peças mensalmente (8,5 milhões ao ano) gerando um faturamento médio de 100 milhões de dólares. O consumo de matéria-prima gasta 700 mil metros de tecido. Emendados, dariam um imenso tapete da mesma dimensão com pouco menos de dois metros de largura.

Serviços

O município conta com emissoras de rádio: Litoral FM Noroeste 95.3, 97 FM Colatina 97.3, Difusora Colatina 104.3, a Massa FM Colatina 106.7 (quatro emissoras FM) e a Antena 1 (90.9) , duas emissoras de televisão, sendo uma educativa (TV Sim/TV Cultura canal 16.1 digital) e outra comercial (TV Gazeta Noroeste/Rede Globo canal 9.1 digital), serviço de telefonia fixa e móvel, bem como restaurantes, hotéis, e hospitais, além de batalhões de polícia militar e uma guarnição do Corpo de Bombeiros. A rede comercial é a mais ativa do noroeste do estado do Espírito Santo, oferecendo variedade de produtos. Assentada às margens do Rio Doce, Colatina tornou-se município chave de todo o sistema de transporte ferroviário e rodoviário da região noroeste do ES, como traço de união entre o promissor noroeste do estado e Vitória, a dinâmica capital do Espírito Santo.

Transporte

Colatina é cortada pela BR 259, ligando à cidades do Leste de Minas e a BR 101, e pela ES 080, que liga as cidades do Noroeste e Serrana do Espírito Santo. Além da recém-inaugurada ES 248, que liga Colatina à Linhares, passando por belas lagoas e margeada pelo Rio Doce. Colatina também é cortada pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela mineradora Vale às margens do Rio Doce, por onde trafegam trens de cargas e de passageiros diários, vindos de Minas e seguindo rumo ao litoral capixaba. Colatina é atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), administrada pela Vale. A Estação de Colatina, situada no bairro do Acampamento, próximo ao Centro da cidade e a Estação de Itapina, localizada no distrito de Itapina, possibilitam o transporte diário de passageiros por meio das composições que circulam entre as regiões metropolitanas de Vitória e de Belo Horizonte, cortando várias cidades da região do Vale do Rio Doce, além de outros municípios do noroeste capixaba. Dentre as alternativas de transporte coletivo regulares, a EFVM possui grande importância para os moradores da região e se destaca por ser uma via de viagem mais barata e segura possível para várias cidades que contam com estações.

Agricultura

Em destaque fica o café conillon, também conhecido como robusta que se constitui na principal fonte de renda das propriedades de até cem hectares. A comercialização do produto no norte do estado, concentra se no município. Além do café, o município também possui lavouras de arroz, feijão, milho e mandioca. Essas não possuem expressão comercial, oriundas da rotação de culturas, são destinadas ao mercado interno e são um complemente de renda ao produtor. Dentre as frutas de clima tropical, o cultivo de mamão apresenta destaque e tem a maior parte de sua produção comercializada no Rio de Janeiro. Quanto à olericultura, destacam-se o tomate, o pimentão, a berinjela e o jiló. A maior parte da produção, 70%, é encaminhada à CEASA (Centrais de Abastecimento do Espírito Santo S/A). O restante permanece no próprio município. A agropecuária também é bastante forte, com atenção ao frigorífico Frisa, que a cidade possui.

Turismo

Oferece um grande potencial para o ecoturismo, pois há no campo, belas paisagens e fazendas bem cuidadas. Destaque para São Pedro Frio, a 600 metros de altitude, a 40 quilômetros do Centro, que oferece clima de montanha aos visitantes. Vale a pena conhecer as lagoas do Limão, Pau Gigante, Coroa Verde, Barbados, Óleo, Patrão Mor. Além das cachoeiras do Oito, Onze, Vinte e Onça. Toda tarde, quando o sol se aproxima do horizonte montanhoso, o céu e o leito do Rio Doce se mesclam de dourado e vermelho e compõem um pôr-do-sol magnífico, um verdadeiro espetáculo para os olhos. O famoso pôr-do-sol da cidade, que é conhecida como Princesa do Norte, representa o cartão-postal, junto com o monumento do Cristo Redentor, que tem 33 metros de altura, localizado na parte alta do município, no bairro Bela Vista. De diversos pontos é possível ver a estátua do Cristo, que a todos transmite uma maravilhosa sensação de paz.O por do sol de Colatina é o segundo mais belo do mundo.

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Educação

Possui uma rede de ensino fundamental e médio, cursos técnicos, bem como faculdades reconhecidas regionalmente. Está preparada para entrar em um novo ciclo de crescimento, com o anúncio de implantação de novas plantas industriais. Possui um Centro Universitário (UNESC) que por muito tempo foi o único do interior estado a possuir um curso de Medicina, atraindo assim um grande número de universitários para a cidade. Além do UNESC, Colatina possui a UNICB (Centro Universitário Castelo Branco), situada no bairro Maria das Graças. Além das faculdades particulares, Colatina possui ainda dois campi do IFES (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo). Um campus fica localizado na sede do município, no bairro Santa Margarida e outro no distrito de Itapina, às margens da BR 259, no km 70.

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Desastre da Samarco atinge Rio Doce

Em novembro de 2015, uma barragem de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela multinacional BHP, se rompeu, lançando uma avalanche de lama. A onda de rejeitos arrasou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, matando 19 pessoas. Depois, seguiu pelo curso do Rio Doce até chegar ao Espírito Santo e se espalhar no mar. Nas semanas que se seguiram, algumas análises indicavam um apocalipse ambiental. Segundo elas, o Rio Doce estaria morto e nunca mais se recuperaria. Outras avaliações, otimistas, falavam o oposto. Um relatório feito a pedido das autoridades ambientais indicava que, em cinco meses, o Rio Doce teria ressuscitado. Porém, um ano após o acidente, a análise pessimista vem se provando mais precisa. A ressurreição do rio está longe da realidade, dos 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos lançados no ambiente, pelo menos 40 milhões continuam lá, depositados nas margens e arredores do Rio Doce. As empresas responsáveis pelo desastre, em especial a Samarco, não realizam as obras necessárias de remoção. A chegada da temporada de chuva pode trazer mais danos para a região.

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