Conjunto habitacional
Um conjunto habitacional é um grupo de lares e outros edifícios construídos juntos como um único desenvolvimento. A forma exata pode variar de país para país.
O uso do termo emergiu das áreas de habitações que foram construídas sobre o que havia sido propriedades rurais à medida que as vilas e cidades se expandiam no e após o século XIX. O conceito já estava consolidado em 1901. A abreviação do termo conjunto habitacional para apenas "conjunto" ("estate") é comum no Reino Unido e na Irlanda (especialmente quando precedido pelo nome específico do "conjunto" ou "estate"), mas não nos Estados Unidos.
Existem vários tipos de habitação diferentes utilizados pelos desenvolvedores habitacionais. Cada um dos diferentes tipos de habitação terá suas características distintas, faixas de densidade, número de unidades e pisos.
Hong Kong
Devido à densidade populacional e ao controlo governamental sobre o uso do solo, a forma mais comum de habitação residencial em Hong Kong são os Bairros Sociais de gama alta, que podem ser públicos, privados ou semiprivados. Devido ao oligopólio dos promotores habitacionais (por vezes chamado de hegemonia habitacional, em chinês: 地產霸權) no território e às economias de escala dos empreendimentos habitacionais em massa, há uma tendência para novos empreendimentos de habitação a custos controlados de torres com 10 a mais de 100 torres, que variam entre 30 e 70 andares. A Habitação Pública oferece Habitação Acessível para as pessoas de baixos e médios rendimentos, com rendas sempre altamente subsidiadas, financiadas por atividades financeiras conexas, como rendas e taxas cobradas sobre estacionamentos, garagens e lojas comerciais dentro destes Bairros Sociais. Estes Conjuntos Habitacionais podem variar em escala e estão geralmente localizados em partes remotas ou menos acessíveis do território, mas a expansão urbana colocou alguns deles no coração da área urbana. Pese embora algumas unidades habitacionais se destinem exclusivamente ao arrendamento, muitos apartamentos de cada empreendimento destinam-se à venda a custos controlados com preços muito inferiores aos dos empreendimentos privados.
Paquistão
Dada a situação de insegurança e a escassez de energia no sul da Ásia, "comunidades fechadas" com energia autogerada e comodidades modernas (segurança armada 24 horas, escolas, hospitais, bombeiros, lojas de retalho, restaurantes e centros de entretenimento) como Bahria Town e Autoridade de Habitação de Defesa, Islamabad-Rawalpindi (Defence Housing Authority, Islamabad-Rawalpindi, DHAI-R) foram desenvolvidas em todas as principais cidades paquistanesas. Bahria Town é a maior sociedade privada de habitação da Ásia. Bahria foi destacada em revistas internacionais e agências de notícias como a GlobalPost, Newsweek, Los Angeles Times e Emirates 24/7, referida como a face próspera do Paquistão. Estas "comunidades fechadas" no Paquistão são dirigidas à classe média alta e à classe alta e são principalmente imunes aos problemas de aplicação da lei.
Chéquia e Eslováquia
As formas dos Conjuntos Habitacionais podem variar na Chéquia e na Eslováquia. Durante a era comunista da Checoslováquia, a construção de Grandes Conjuntos Habitacionais (checo: Sídliště, eslovaco: Sídlisko) era uma parte importante dos planos de construção do país, pois o governo queria fornecer grandes quantidades de habitações acessíveis e rápidas para todas as pessoas, assim como para reduzir os custos de construção ao utilizar projetos uniformes em todo o país. Para além de também procurarem promover um espírito coletivista no seu povo. A maioria dos edifícios nos Conjuntos Habitacionais checo e eslovaco são os chamados paineláks, um termo coloquial em checo e eslovaco para um grande edifício de painel do sistema de construção de painéis pré-fabricados (plattenbau), construído de betão (concreto) pré-fabricado e pré-esforçado, como os existentes na antiga Checoslováquia (atualmente Chéquia e Eslováquia) e outros lugares da Checoslováquia. Grandes Conjuntos Habitacionais de edifícios de painéis de betão (concreto) (paneláks) agora dominam as ruas de Praga, Bratislava e outras cidades. O maior Conjunto Habitacional da Europa Central pode ser encontrado em Petržalka (localidade com cerca de 130.000), numa parte da capital eslovaca de Bratislava.
Grã-Bretanha e Irlanda
Na Grã-Bretanha e na Irlanda, os Conjuntos Habitacionais tornaram-se predominantes desde a Segunda Guerra Mundial, pois uma população mais abastada exigia casas maiores e mais espaçadas, juntamente com o aumento do uso de automóveis para as quais as ruas de edifícios em banda (terraced homes) eram inadequadas. Os Conjuntos Habitacionais são produzidos pelos governos locais (mais recentemente, Associações Habitacionais) ou por desenvolvedores privados. Os primeiros tendem a ser um meio de produzir Habitações Públicas que levem a conjuntos de monotenência total de habitação concelhia ou habitação municipal (council house) frequentemente conhecidas como "conjuntos concelhios" ("conjuntos municipais"). Os últimos podem-se referir a habitação em altura e habitação em série para a classe média e a classe média alta.
Estados Unidos da América
As formas de Conjuntos Habitacionais nos Estados Unidos da América incluem habitação em série (tract housing), complexos de apartamentos e habitação pública.


