Conselho Mundial de Igrejas
O Conselho Mundial de Igrejas é a principal organização ecumênica em nível internacional, fundada em 1948, em Amsterdam, Neerlândia. Com sede em Genebra, Suíça
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Os primeiros contatos que permitiram o surgimento do Conselho Mundial de Igrejas ocorreram no Século XIX, que resultaram na Conferência Missionária Mundial, realizada em Edimburgo, em 1910 e na publicação da Encíclica do Sínodo (Ortodoxo) de Constantinopla de 1920. Esses dois eventos propunham uma "comunhão de igrejas" semelhante à Liga das Nações. Entre 1937 e 1938, líderes de mais de 100 igrejas se comprometeram a tentar fundar um Conselho Mundial de Igrejas, mas a realização desse intento foi adiada após a eclosão da Segunda Guerra Mundial. O CMI surgiu do movimento ecumênico, e tem como base a seguinte definição: É uma comunidade de igrejas a caminho da unidade visível em uma única fé e uma única comunhão eucarística, expressa no culto e na vida comum em Cristo. Procuram caminhar para aquela unidade que Jesus implorou aos seus seguidores, «para que o mundo creia» (Jo 17, 21). O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) é a maior e mais representativa das muitas expressões organizadas do Movimento Ecumênico moderno, cujo objetivo é a unidade dos cristãos.
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Dentre suas características, destacam-se suas preocupações sociais, acredita que: A X Assembleia do CMI, que ocorreu em 2013, Busan (Coreia do Sul), convocou os cristãos e pessoas de boa vontade em todos os lugares para se juntarem à peregrinação pela justiça e pela paz.
Promoção dos Direitos Humanos
A partir de Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, para a qual o CMI contribuiu com a terminologia sobre liberdade de religião ou crença, o CMI tem desempenhado um papel ativo no desenvolvimento e proteção dos direitos de todas as pessoas. O Programa Dignidade e Direitos Humanos do CMI apóia mecanismos de denúncia do sistema de direitos humanos da ONU, dando voz aos sem voz e amplificando as vozes ignoradas. Algumas das prioridades desse Programa são: O CMI também se esforça para defender a dignidade humana abordando os direitos humanos sob uma perspectiva ética e teológica. Isso requer uma abordagem holística em que os direitos políticos e civis e os direitos econômicos, culturais e sociais sejam considerados de forma integrada.
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O Conselho tem sido criticado por igrejas mais conservadoras, as quais, por adotarem interpretações mais estritas em questões doutrinais, discordam da abordagem do CMI e sua ênfase na busca de unidade das igrejas. Críticos conservadores também acusam a entidade de ser comprometida com uma agenda política da esquerda. O Conselho Mundial de Igrejas também tem sido criticado como sendo um adversário do Estado de Israel, por suas críticas em relação a questões de direitos humanos naquele país. Em 2009, o Conselho defendeu o boicote a mercadorias produzidas nos assentamentos judeus nos Territórios Palestinos Ocupados, descrevendo a ocupação israelense como ilegal, injusta e incompatível com a paz. Em 2013, o Secretário-Geral do Conselho declarou apoio aos palestinos. A Secretaria-Geral do Conselho também é acusada de ter participado da preparação e da divulgação do documento denominado Kairos Palestine, o qual declara que "a ocupação israelense da terra palestina é um pecado contra Deus e contra a humanidade porque priva os palestinos de seus direitos humanos básicos".


